{"id":72,"date":"2010-10-23T23:07:27","date_gmt":"2010-10-23T23:07:27","guid":{"rendered":"http:\/\/www.evidencias.info"},"modified":"2013-11-26T13:03:12","modified_gmt":"2013-11-26T13:03:12","slug":"datacao-por-carbono-14","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/www.evidenciasonline.org\/?page_id=72","title":{"rendered":"Data\u00e7\u00e3o por Carbono-14"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"\/files\/perguntas-frequentes\/peixefossil.jpg\" border=\"1\" alt=\"\" hspace=\"5\" vspace=\"5\" align=\"right\" \/><strong>1. Explique como os cientistas obt\u00eam idades de milh\u00f5es                de anos pelo m\u00e9todo do carbono 14.<\/strong><br \/>\nIsto n\u00e3o \u00e9 feito. A data\u00e7\u00e3o por carbono-14                n\u00e3o pode dar resultados al\u00e9m de cerca de 70.000 anos.                Idades de milh\u00f5es de anos s\u00e3o baseadas em outros m\u00e9todos                inorg\u00e2nicos.<\/p>\n<p><strong>2. Como funciona a data\u00e7\u00e3o por carbono-14?<\/strong><br \/>\nA data\u00e7\u00e3o por carbono-14 (C-14) \u00e9 baseada no                fato de que o C-14 \u00e9 radioativo e se desintegra produzindo                nitrog\u00eanio-14. Os seres vivos recebem o C-14 por meio do alimento                e \u00e1gua, mantendo um n\u00edvel constante de C-14 no corpo.                Quando morrem, o C-14 que se desintegra n\u00e3o \u00e9 mais                substitu\u00eddo, assim o n\u00edvel de C-14 diminui. Quanto                maior o per\u00edodo depois da morte, menos C-14 permanece no                corpo. A concentra\u00e7\u00e3o do C-14 em uma amostra pode                ser medida com precis\u00e3o e comparada com a quantidade de carbono-12                n\u00e3o radioativo. Com estas medidas pode-se calcular o tempo                necess\u00e1rio para que o n\u00edvel inicial do C-14 existente                no corpo antes de sua morte pudesse chegar a este novo n\u00edvel                medido. Esta ser\u00e1 a &#8220;idade C-14&#8221; da amostra <strong><em>(1)<\/em><\/strong>.<\/p>\n<p><strong>3. Qu\u00e3o precisa \u00e9 a data\u00e7\u00e3o por                carbono-14?<\/strong><br \/>\nAs idades determinadas por carbono-14 (C-14) parecem ser precisas                sempre que podem ser comparadas com relatos hist\u00f3ricos. Algumas                exce\u00e7\u00f5es s\u00e3o conhecidas, tais como quando os                organismos n\u00e3o recebem a quantidade de C-14 igual \u00e0                m\u00e9dia do ambiente, mas estes casos geralmente s\u00e3o                facilmente explicados. Al\u00e9m de cerca de 1500 A.C., os registros                hist\u00f3ricos existentes s\u00e3o escassos e a contagem de                an\u00e9is de \u00e1rvores pode ser usada para calibrar e corrigir                as idades por C-14 <em><strong>(2)<\/strong><\/em>.<\/p>\n<p>A parte experimental da data\u00e7\u00e3o por C-14 consiste                em medir a propor\u00e7\u00e3o de carbono-14 e carbono-12, e                algumas vezes do C-13, em uma amostra. Isto pode ser feito com uma                boa precis\u00e3o, embora seja dif\u00edcil trabalhar com algumas                amostras. Al\u00e9m disso, a precis\u00e3o do resultado depende                da confiabilidade dos pressupostos usados na interpreta\u00e7\u00e3o                das medidas.<\/p>\n<p><strong>4. Quais s\u00e3o os pressupostos usados na determina\u00e7\u00e3o                de idades por carbono-14?<\/strong><br \/>\nA interpreta\u00e7\u00e3o dos resultados \u00e9 baseada em                v\u00e1rios pressupostos. Aceita-se que a taxa de decaimento radioativo                do carbono-14 n\u00e3o tem mudado ao longo dos anos. N\u00e3o                h\u00e1 nenhuma evid\u00eancia contra este pressuposto, e ele                parece ser confi\u00e1vel. Sup\u00f5e-se tamb\u00e9m que n\u00e3o                haja perda ou contamina\u00e7\u00e3o de C-14 na amostra. A confiabilidade                deste pressuposto provavelmente depende do ambiente em que a amostra                se encontra. Uma amostra isolada, relativamente \u00e0 troca de                \u00e1tomos com o ambiente, ter\u00e1 mais probabilidade de                evitar a contamina\u00e7\u00e3o ou perda do que uma amostra                que se encontre freq\u00fcentemente exposta ao escoamento de \u00e1gua.                Freq\u00fcentemente s\u00e3o identificados erros cometidos quanto                a este pressuposto.<\/p>\n<p>Outros tr\u00eas pressupostos s\u00e3o feitos ao aplicar o m\u00e9todo                <em> <strong>(3)<\/strong><\/em>. Primeiro, a taxa de produ\u00e7\u00e3o do                carbono-14 deve ter sido relativamente constante. Sabe-se que ocorreram                varia\u00e7\u00f5es, mas acredita-se que se pode fazer a corre\u00e7\u00e3o                devida. Segundo, as quantidades de carbono-14 presentes em reservat\u00f3rios                geof\u00edsicos devem ser constantes. Os reservat\u00f3rios                geof\u00edsicos incluem a atmosfera, os oceanos, a biosfera e                os sedimentos. Este pressuposto tem sido questionado recentemente                <em><strong>(4)<\/strong><\/em>. Terceiro, as v\u00e1rias taxas de fluxo do                carbono-14 entre os reservat\u00f3rios geof\u00edsicos devem                ser constantes, e o tempo de resid\u00eancia do carbono-14 nos                v\u00e1rios reservat\u00f3rios deve ser curto em rela\u00e7\u00e3o                \u00e0 sua meia-vida. Se estas tr\u00eas condi\u00e7\u00f5es                forem satisfeitas, o resultado \u00e9 que a concentra\u00e7\u00e3o                inicial de C-14 na amostra pode ser estimada. Este resultado parece                funcionar bem quando pode ser verificado. Entretanto, seria completamente                invalidado para material que estivesse vivo antes do dil\u00favio.<\/p>\n<p>O dil\u00favio deve ter alterado drasticamente a concentra\u00e7\u00e3o                do C-14. Isto porque o C-14 antediluviano estaria grandemente dilu\u00eddo                em grandes quantidades de C-12 que agora est\u00e3o enterradas                na forma de carv\u00e3o mineral e petr\u00f3leo <em> <strong>(5)<\/strong><\/em>.                Isto reduziria grandemente a concentra\u00e7\u00e3o de C-14                antes do dil\u00favio, fazendo com que uma amostra da \u00e9poca                parecesse muito mais velha do que \u00e9 realmente. De acordo                com esta interpreta\u00e7\u00e3o, se plantas que viveram antes                do dil\u00favio fossem datadas por C-14 usando os padr\u00f5es                atuais, pareceriam muito mais antigas mesmo quando ainda vivas.                Isto significa que aqueles que cr\u00eaem em um dil\u00favio                mundial devem esperar encontrar idades muito grandes para organismos                que viveram antes do dil\u00favio. O mesmo se aplicaria a plantas                e animais que viveram logo ap\u00f3s o dil\u00favio, antes que                o novo n\u00edvel de concentra\u00e7\u00e3o de C-14 fosse                atingido.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">_____________________<br \/>\n<em>Notas para as perguntas sobre data\u00e7\u00e3o por carbono-14<\/em><\/p>\n<p><strong><em>1.<\/em><\/strong> O m\u00e9todo est\u00e1 descrito com maiores                detalhes em: Newcomb R. C. 1990. &#8220;Absolute age determination&#8221;.                Berlin and NY: Springer-Verlag, p 162-180.<\/p>\n<p><strong><em>2.<\/em><\/strong> (a) Ver o cap\u00edtulo 26 em Coffin H. G, Brown                R. H. 1983. &#8220;Origin by design&#8221;. Hagerstown, MD: Review                and Herald Publ. Assn.; (b) Brown R. H. 1988. &#8220;The upper limit                of C-14 age?&#8221; <em>Origins<\/em> 15:39-43; (c) Brown R. H. 1994.                &#8220;Compatibility of biblical chronology with C-14 age&#8221;.                <em>Origins<\/em> 21:66-79; (d) Giem PAL. 1997. &#8220;Scientific theology&#8221;.                Riverside, CA: La Sierra University Press, p. 175-187; (e) O uso                de an\u00e9is de \u00e1rvores para calibrar data\u00e7\u00f5es                por carbono 14 \u00e9 criticado por: Brown R. H. 1995. &#8220;Can                tree rings be used to calibrate radiocarbon dates?&#8221; <em>Origins<\/em> 22:47-52; ver tamb\u00e9m <em>Radiocarbon<\/em>, volume 34(1), (1993),                que trata da calibra\u00e7\u00e3o da data\u00e7\u00e3o por                carbono 14.<\/p>\n<p><strong><em>3.<\/em><\/strong> Ver p. 158 no livro de Newcomb na nota 1.<\/p>\n<p><strong><em>4.<\/em><\/strong> (a) Hesshaimer V., Helmann M., Levin I. 1994.                &#8220;Radiocarbon evidence for a smaller oceanic carbon dioxide                sink than previously believed&#8221;. <em>Nature <\/em>370:201-203;                (b) Joos F. 1994. <em>Nature<\/em> 370:181-182; (c) Ver os coment\u00e1rios                de Brown R. H. 1994. &#8220;Compatibility of biblical chronology                with C-14 age&#8221;. <em>Origins<\/em> 21:66-79.<\/p>\n<p><strong><em>5.<\/em><\/strong> Post W. M., et al. 1990. &#8220;The global carbon                cycle&#8221;.<em> American Scientist<\/em> 78:310-326. De acordo com                estes autores, o carbono total em tr\u00e2nsito na biosfera (n\u00e3o                carbonato) \u00e9 cerca de 40.000-45.000 gigatons. A quantidade                de carbono nos combust\u00edveis f\u00f3sseis \u00e9 estimada                em 6.000 gigatons e a quantidade de quer\u00f3genos (org\u00e2nicos)                em sedimentos \u00e9 cerca de 15 milh\u00f5es de gigatons. Isto                d\u00e1 uma propor\u00e7\u00e3o de 300:1 para o carbono antediluviano                na biosfera em rela\u00e7\u00e3o ao carbono atual na biosfera.                Este valor difere do valor de 143:1 buscado por Brown, por apenas                um fator dois (<em>Origins<\/em> 15:39-43, Ver a nota 2 para a refer\u00eancia                completa).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>1. 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