{"id":670,"date":"2013-05-29T00:46:37","date_gmt":"2013-05-29T00:46:37","guid":{"rendered":"http:\/\/www.evidenciasonline.org\/?page_id=670"},"modified":"2013-11-26T13:03:10","modified_gmt":"2013-11-26T13:03:10","slug":"investigando-as-origens","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/www.evidenciasonline.org\/?page_id=670","title":{"rendered":"INVESTIGANDO AS ORIGENS"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><strong>As lacunas do conhecimento cient\u00edfico: uma contribui\u00e7\u00e3o da geologia<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">Autor:\u00a0<strong>Nahor\u00a0Neves de Souza Junior (Cap\u00edtulo 11)<br \/>\n<\/strong>Publicado:<strong>\u00a0Livro\u00a0<em>&#8220;Criacionismo no S\u00e9culo 21 &#8211; Uma Abordagem Multidisciplinar&#8221;.<br \/>\n<\/em><\/strong><strong><em>1\u00aa Edi\u00e7\u00e3o (CePLiB-SALT\/IAENE), Cachoeira (BA), p.\u00a0259-293. 2013<\/em><\/strong><\/p>\n<p><b><i>Resumo:<\/i><\/b><i> A metodologia cient\u00edfica \u2013 eficaz ferramenta utilizada por dedicados e talentosos pesquisadores, em busca da verdade \u2013 t\u00eam suas limita\u00e7\u00f5es. V\u00e1rias quest\u00f5es ligadas \u00e0s origens n\u00e3o s\u00e3o respondidas por este m\u00e9todo. Um prejudicial positivismo cient\u00edfico pode conduzir o cientista por um caminho perigoso \u2013 a constru\u00e7\u00e3o de modelos das origens, utilizando, inadvertidamente, conceitos e argumentos metaf\u00edsicos injustific\u00e1veis. Por exemplo, a geologia convencional (especificamente, na \u00e1rea da vulcanologia) coloca \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o do pesquisador conhecimentos importantes e esclarecedores. No entanto, alguns dos seus princ\u00edpios, de car\u00e1ter mais filos\u00f3fico do que cient\u00edfico, poder\u00e1 afastar o sincero pesquisador de algumas importantes realidades, conduzindo-o inclusive a conclus\u00f5es equivocadas. A necess\u00e1ria utiliza\u00e7\u00e3o de uma componente n\u00e3o-cient\u00edfica, na constru\u00e7\u00e3o de modelos das origens (da Terra, da vida, dos f\u00f3sseis, etc.), deve ser feita de tal forma que o produto final (modelo) esteja em harmonia com a realidade dos fatos pertinentes. Estas importantes quest\u00f5es n\u00e3o devem ser ignoradas, pois est\u00e3o inseridas em um tema ainda mais relevante \u2013 a controv\u00e9rsia evolucionismo x criacionismo.<\/i><\/p>\n<p><b><i>Palavras-chave: <\/i><\/b><i>m\u00e9todo cient\u00edfico, geologia, vulcanologia, evolucionismo, criacionismo \u00a0\u00a0<\/i><\/p>\n<p align=\"center\"><i><span style=\"text-decoration: underline;\">INTRODU\u00c7\u00c3O<\/span><\/i><\/p>\n<p>A mente humana, naturalmente, comprometida (ou n\u00e3o) com os ideais da pesquisa cient\u00edfica, busca compreender poss\u00edveis eventos passados, mesmo que sejam \u00fanicos e irreproduz\u00edveis (origem do Planeta Terra, origem da vida, origem do registro f\u00f3ssil, origem do homem, etc.). Ter\u00edamos ent\u00e3o, \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o, meios confi\u00e1veis para descobrir os fen\u00f4menos pret\u00e9ritos (<b>causas primeiras<\/b>), ou pelo menos fortes evid\u00eancias destes eventos singulares, que possibilitem relacion\u00e1-los, coerentemente, aos correspondentes <b>efeitos atuais<\/b> \u2013 complexos e variados sistemas (org\u00e2nicos e inorg\u00e2nicos), objetos de estudo das ci\u00eancias naturais?<\/p>\n<p>Provavelmente, os te\u00f3logos ufanistas diriam: dispomos de exclusivos textos sagrados que nos revelam, com seguran\u00e7a, o verdadeiro autor das causas primordiais \u2013 Deus. Mas, quem \u00e9 esse Deus? Podemos conhec\u00ea-lo? Certamente, outros questionamentos pertinentes poderiam ainda ser levantados, como por exemplo: as respostas \u00e0s referidas quest\u00f5es seriam un\u00e2nimes, ou igualmente confi\u00e1veis, em todos os textos sagrados (a B\u00edblia dos crist\u00e3os, o Alcor\u00e3o dos isl\u00e2micos, o Tripitaka dos budistas, o Bagavadguit\u00e1 dos hindu\u00edstas, &#8230;)?<\/p>\n<p>Sob outra perspectiva, os detentores do saber acad\u00eamico \u2013 t\u00e3o valorizado pela sociedade do s\u00e9culo XXI \u2013 n\u00e3o titubeariam em responder: sim, a ci\u00eancia tem as melhores (ou \u00fanicas) respostas para as quest\u00f5es sobre as origens. No entanto, no pr\u00f3prio meio universit\u00e1rio identificar\u00edamos alguns problemas. Por exemplo, este eficiente saber cient\u00edfico estaria vinculado \u00e0 ci\u00eancia natural, \u00e0 ci\u00eancia emp\u00edrica ou \u00e0 ci\u00eancia hist\u00f3rica? Qual delas possibilitaria reconstruir, fielmente, os referidos fen\u00f4menos causais (n\u00e3o recorrentes)?<\/p>\n<p>Com efeito, considerando-se a pr\u00e1tica objetiva da metodologia cient\u00edfica (as rela\u00e7\u00f5es de causa e efeito podem ser apreciadas diretamente), os presum\u00edveis eventos singulares, ligados \u00e0s origens, n\u00e3o estar\u00e3o acess\u00edveis \u00e0 observa\u00e7\u00e3o direta e, evidentemente, \u00e0 experimenta\u00e7\u00e3o, caracterizando assim uma importante limita\u00e7\u00e3o da pr\u00f3pria metodologia cient\u00edfica. Conseq\u00fcentemente, na constru\u00e7\u00e3o de hip\u00f3teses e modelos das origens, o conhecimento cient\u00edfico (insuficiente), necessariamente, se mesclar\u00e1 com conhecimentos n\u00e3o-cient\u00edficos ou metaf\u00edsicos (pressupostos filos\u00f3ficos, cen\u00e1rios imagin\u00e1rios, narrativas b\u00edblicas, etc.).<\/p>\n<p>Assim, o m\u00e9todo cient\u00edfico ao mesmo tempo em que se revela como um eficaz procedimento de investiga\u00e7\u00e3o, na obten\u00e7\u00e3o de conhecimentos verdadeiros, tamb\u00e9m constitui um m\u00e9todo com limita\u00e7\u00f5es intranspon\u00edveis, incapaz de preencher importantes lacunas (permanentes) do conhecimento, especificamente, no que diz respeito \u00e0 constru\u00e7\u00e3o de modelos das origens. Portanto, o reconhecimento da necess\u00e1ria utiliza\u00e7\u00e3o de uma componente n\u00e3o-cient\u00edfica, nestes mesmos modelos, evitar\u00e1 desnecess\u00e1rios constrangimentos e discuss\u00f5es.<\/p>\n<p>A utiliza\u00e7\u00e3o da metodologia cient\u00edfica de um modo geral, quando as quest\u00f5es das origens n\u00e3o est\u00e3o sendo cogitadas, as lacunas (provis\u00f3rias) do conhecimento cient\u00edfico constituem excelentes oportunidades para a aquisi\u00e7\u00e3o de novos conhecimentos \u2013 exclusivamente cient\u00edficos \u2013 na constru\u00e7\u00e3o de hip\u00f3teses e modelos que, em princ\u00edpio (idealmente), n\u00e3o seriam afetados por poss\u00edveis informa\u00e7\u00f5es (ou especula\u00e7\u00f5es) metaf\u00edsicas. Em s\u00edntese, existiriam pelo menos tr\u00eas tipos de lacunas no campo do conhecimento cient\u00edfico, com suas respectivas implica\u00e7\u00f5es:<\/p>\n<ul>\n<li>Lacunas Provis\u00f3rias (Exemplo I);<\/li>\n<li>Lacunas Parcialmente Permanentes (Exemplos II, III, IV, V e VI);<\/li>\n<li>Lacunas Permanentes (Exemplo VII)<\/li>\n<\/ul>\n<p>As peculiaridades, de cada uma destas lacunas, podem ser exemplificadas a partir de quaisquer temas pertinentes \u00e0s ci\u00eancias naturais. No entanto, considerando-se que este autor est\u00e1 mais familiarizado com a geologia, os sete exemplos, a seguir apresentados, referir-se-\u00e3o (direta ou indiretamente) a temas de interesse das geoci\u00eancias. Para uma compreens\u00e3o mais did\u00e1tica (seq\u00fc\u00eancia hist\u00f3rica e cont\u00ednua) de importantes eventos geol\u00f3gicos cong\u00eaneres, os cinco primeiros exemplos (lacunas provis\u00f3rias e parcialmente permanentes) enfatizar\u00e3o as origens de um tipo espec\u00edfico de material rochoso (vulc\u00e2nico) \u2013 amplamente distribu\u00eddo na superf\u00edcie da Terra \u2013 genericamente denominado de derrames bas\u00e1lticos ou, simplesmente, basaltos. Na verdade, o autor dedicou 12 anos de sua vida acad\u00eamica a este tema geol\u00f3gico.<\/p>\n<p align=\"center\"><i><span style=\"text-decoration: underline;\">LACUNAS PROVIS\u00d3RIAS<\/span><\/i><\/p>\n<p>Esta \u00e9 uma situa\u00e7\u00e3o que possibilita o desenvolvimento de novos projetos de pesquisa, onde o conhecimento cient\u00edfico, sobre determinado tema, poder\u00e1 ser constru\u00eddo, atualizado e\/ou ampliado. Evidentemente, neste caso, o objeto do estudo cient\u00edfico n\u00e3o estar\u00e1 vinculado a quaisquer assuntos sobre as origens (da vida, do homem, do globo terrestre, etc.). Ou seja, nos fen\u00f4menos naturais ent\u00e3o analisados, as rela\u00e7\u00f5es de causa e efeito podem ser investigadas diretamente. Assim, poss\u00edveis interpreta\u00e7\u00f5es distintas ou complementares (o que normalmente ocorre no meio cient\u00edfico) n\u00e3o constituiriam obst\u00e1culos definitivos para a conviv\u00eancia construtiva e pac\u00edfica entre cientistas confessionais e ate\u00edstas, pois, em princ\u00edpio, sup\u00f5e-se que ambos estejam em busca da verdade cient\u00edfica.<\/p>\n<p>Para melhor esclarecer esta situa\u00e7\u00e3o (exemplo I), recorreremos aos fen\u00f4menos vulc\u00e2nicos que se desenvolvem freq\u00fcentemente na Isl\u00e2ndia (uma grande ilha de origem vulc\u00e2nica). A localiza\u00e7\u00e3o da Isl\u00e2ndia, sobre a Dorsal Meso-Atl\u00e2ntica, oferece oportunidades \u00fanicas para o estudo de processos geol\u00f3gicos cont\u00ednuos, relacionados com a expans\u00e3o do assoalho oce\u00e2nico. O plat\u00f4 bas\u00e1ltico da Isl\u00e2ndia eleva-se a mais de 3.000 m acima do fundo do mar. Abrange uma \u00e1rea de 350.000 km<sup>2<\/sup>. Cerca de 30% dessa \u00e1rea (103.000 km<sup>2<\/sup>) est\u00e1 acima do n\u00edvel do mar. Trinta sistemas geol\u00f3gicos \u2013 fissuras vulc\u00e2nicas e vulc\u00f5es centrais \u2013 s\u00e3o identificados na Isl\u00e2ndia <b>(Figura 1)<\/b>. Os efeitos de muitas erup\u00e7\u00f5es vulc\u00e2nicas foram sentidos em escala hemisf\u00e9rica e as maiores, provavelmente, tiveram impacto global.<\/p>\n<p align=\"center\"><i>Exemplo I<\/i><\/p>\n<p>Recentemente (20 de mar\u00e7o de 2010), o Vulc\u00e3o Fimmvorduhals entrou em erup\u00e7\u00e3o, ao longo de uma fissura de 500 metros (0.020 km<sup>3<\/sup> de lava, se estendendo por 1.3\u2005km<sup>2<\/sup>), o que exigiu uma r\u00e1pida evacua\u00e7\u00e3o de mais de 600 pessoas. Pouco tempo depois (14 de abril de 2010), uma forte erup\u00e7\u00e3o (0.27 km<sup>3<\/sup> de material vulc\u00e2nico) do Vulc\u00e3o (geleira) <a title=\"Eyjafjallaj\u00f6kull\" href=\"http:\/\/es.wikipedia.org\/wiki\/Eyjafjallaj%C3%B6kull\">Eyjafjallaj\u00f6kull<\/a> provocou intenso degelo e conseq\u00fcente inunda\u00e7\u00e3o de rios pr\u00f3ximos (GUDMUNDSSON et.al., 2012). Neste segundo momento <b>(Figura 2)<\/b>, procedeu-se \u00e0 r\u00e1pida remo\u00e7\u00e3o de mais de 800 pessoas de locais sob riscos. A imensa quantidade de cinzas, lan\u00e7adas a 9.000 metros de altura, atingiram o espa\u00e7o a\u00e9reo da Europa, provocando o cancelamento de 17.000 v\u00f4os. Os preju\u00edzos decorrentes deste evento vulc\u00e2nico se aproximam de dois bilh\u00f5es de d\u00f3lares (OROIAN, 2010).<\/p>\n<p>A observa\u00e7\u00e3o direta (coleta de dados) destes fen\u00f4menos vulc\u00e2nicos recentes (<b>causas \u2013 de curta dura\u00e7\u00e3o<\/b>), as correspondentes conseq\u00fc\u00eancias (<b>efeitos catastr\u00f3ficos<\/b>) e inevit\u00e1veis danos ambientais, podem ser avaliados cientificamente. Assim, eventuais pesquisas envolvendo os materiais vulc\u00e2nicos (lavas, cinzas, etc.), ent\u00e3o depositados, possibilitar\u00e1 o levantamento de um valioso acervo de dados, necess\u00e1rios para caracterizar o pr\u00f3prio evento (preenchimento de lacunas, provis\u00f3rias, do conhecimento cient\u00edfico) bem como, para an\u00e1lises comparativas com outros fen\u00f4menos vulc\u00e2nicos cong\u00eaneres, observados (ou n\u00e3o) diretamente.<\/p>\n<p align=\"center\"><i><span style=\"text-decoration: underline;\">Lacunas Parcialmente Permanentes<\/span><\/i><\/p>\n<p>Referem-se \u00e0s situa\u00e7\u00f5es controversas mais comumente enfrentadas, pelos cientistas, na busca pela compreens\u00e3o de eventuais fen\u00f4menos pret\u00e9ritos. Portanto, um maior n\u00famero de exemplos ser\u00e1 apresentado, no contexto deste tipo de lacuna. Em todos os cinco exemplos (II, III, IV, VI e VI), a manifesta\u00e7\u00e3o do evento geol\u00f3gico (<b>causa<\/b>), em um passado remoto, n\u00e3o teria sido observada diretamente por cientistas. Assim, as rela\u00e7\u00f5es de causa e efeito podem ser feitas apenas indiretamente.<\/p>\n<p>Ou seja, as lacunas parcialmente permanentes s\u00e3o aquelas preench\u00edveis (incompletamente) por conhecimentos cient\u00edficos. Neste caso, direta ou indiretamente (consciente ou inconscientemente), procurar-se-\u00e1 preencher o espa\u00e7o vazio (deixado pelas pr\u00f3prias insufici\u00eancias e limita\u00e7\u00f5es do m\u00e9todo cient\u00edfico) por conhecimentos (complementares) de natureza, evidentemente, n\u00e3o-cient\u00edfica.<\/p>\n<p>Inicialmente, no exemplo II, o evento vulc\u00e2nico, embora registrado historicamente (na pr\u00f3pria Isl\u00e2ndia), n\u00e3o foi observado e em seguida avaliado cientificamente por experientes pesquisadores. Conseq\u00fcentemente, alguns dados levantados posteriormente fundamentaram-se, inevitavelmente, mais em suposi\u00e7\u00f5es do que na realidade dos fatos. Mesmo assim, neste exemplo, a lacuna parcialmente permanente \u00e9 quase totalmente preenchida por conhecimentos cient\u00edficos, permitindo espa\u00e7os reduzidos para eventuais especula\u00e7\u00f5es (ou discord\u00e2ncias) entre aqueles que se prop\u00f5em a estudar este fen\u00f4meno vulc\u00e2nico relativamente recente.<\/p>\n<p>J\u00e1 nos exemplos III e IV, os eventos vulc\u00e2nicos (<b>causas<\/b>), em quest\u00e3o, n\u00e3o teriam sido registrados historicamente (uma lacuna permanente). No entanto, algumas caracter\u00edsticas ou <b>efeitos<\/b> (tipos de material vulc\u00e2nico, etc.) s\u00e3o muito semelhantes \u00e0queles caracterizados nos exemplos I e II. Portanto, os quatro eventos s\u00e3o cong\u00eaneres e um estudo comparativo pode a princ\u00edpio ser feito, possibilitando inclusive o preenchimento (parcial) de eventuais lacunas (provis\u00f3rias) do conhecimento cient\u00edfico.<\/p>\n<p>No que diz respeito ao exemplo V (contempla a maior manifesta\u00e7\u00e3o de energia vulc\u00e2nica da hist\u00f3ria geol\u00f3gica faneroz\u00f3ica) \u2013 forma\u00e7\u00e3o vulc\u00e2nica dos assoalhos oce\u00e2nicos \u2013 al\u00e9m de n\u00e3o ter sido observado diretamente, se desconhece qualquer evento atual similar, para uma correta avalia\u00e7\u00e3o comparativa. No entanto, a \u00edntima conex\u00e3o desse fen\u00f4meno com os anteriores (exemplos I, II, III e IV), possibilita a realiza\u00e7\u00e3o de alguns estudos comparativos e complementares. No \u00faltimo exemplo (VI), ainda no contexto das lacunas parcialmente permanentes do conhecimento cient\u00edfico, n\u00e3o se considera algum outro tipo de fen\u00f4meno vulc\u00e2nico, mas sim os efeitos mais tr\u00e1gicos destes mesmos fen\u00f4menos (especialmente os de maior porte) \u2013 mortandade em massa.<\/p>\n<p align=\"center\"><i>Exemplo II<\/i><\/p>\n<p>Evento vulc\u00e2nico, com efeitos ambientais muito mais funestos (relativamente ao exemplo I), ocorreu em um passado pouco mais distante. Trata-se da memor\u00e1vel \u201cErup\u00e7\u00e3o Laki\u201d \u2013 evento que mudou para sempre a Isl\u00e2ndia (THORDARSON et. al., 2007). Esta extraordin\u00e1ria manifesta\u00e7\u00e3o vulc\u00e2nica, no sul do pa\u00eds, iniciou-se (inesperada e violenta erup\u00e7\u00e3o) em 8 de junho de 1783, prolongando-se at\u00e9 7 de fevereiro de 1784, com per\u00edodos intermitentes de intensidade. Os gases e aeross\u00f3is, resultantes deste fen\u00f4meno vulc\u00e2nico catastr\u00f3fico, foram diretamente respons\u00e1veis por dr\u00e1sticas mudan\u00e7as clim\u00e1ticas e graves danos ambientais (muito superiores ao verificado no exemplo I), em vastas \u00e1reas da superf\u00edcie terrestre:<\/p>\n<ol>\n<li>A erup\u00e7\u00e3o expeliu 122.000.000 toneladas de SO<sub>2<\/sub>, dentre outros gases,na atmosfera, provocando efeitos meteorol\u00f3gicos extremos, n\u00e3o apenas na pr\u00f3pria Isl\u00e2ndia, mas tamb\u00e9m na Europa e Am\u00e9rica do Norte: chuvas \u00e1cidas; calor excessivo no ver\u00e3o (mais de 20.000 mortes somente na Gr\u00e3-Bretanha); os invernos (tr\u00eas anos) mais rigorosos j\u00e1 registrados.<\/li>\n<li>Os efeitos tamb\u00e9m atingiram o Hemisf\u00e9rio Sul \u2013 v\u00e1rios meses (entre 1784 e 1786) de neblina seca (vapor denso?), registrados na cidade de Rio de Janeiro.<\/li>\n<li>Seguiu-se, logo ap\u00f3s as explos\u00f5es pirocl\u00e1sticas, o extravasamento de material magm\u00e1tico com um volume de <span style=\"text-decoration: underline;\">15 km<\/span><sup>3<\/sup> de lava bas\u00e1ltica (superior aos <span style=\"text-decoration: underline;\">0.27 km<\/span><sup>3 <\/sup>da erup\u00e7\u00e3o de 2010) por uma \u00e1rea de 600 km<sup>2<\/sup>, ao longo da \u201cfissura Laki\u201d (<span style=\"text-decoration: underline;\">27 km<\/span> de extens\u00e3o \u2013 <b>Figura 3<\/b>) \u2013 comparar com a fissura vulc\u00e2nica do exemplo I (<span style=\"text-decoration: underline;\">0,5 km<\/span>).<\/li>\n<li>No sul da Isl\u00e2ndia, a trag\u00e9dia foi mais intensa (mortandade em massa) \u2013 a maioria das b\u00e9tulas, arbustos e musgos foram mortos, mais de 75% do gado de pastoreio morreu e 25% da popula\u00e7\u00e3o perdeu a vida, como conseq\u00fc\u00eancia da erup\u00e7\u00e3o.<\/li>\n<li>Em termos globais mais de seis milh\u00f5es de pessoas foram vitimadas na ocasi\u00e3o (enfermidades fatais, quebras generalizadas de safras, etc.).<\/li>\n<li>A compreens\u00e3o da din\u00e2mica de erup\u00e7\u00e3o, e dos efeitos atmosf\u00e9ricos do fen\u00f4meno vulc\u00e2nico Laki, pode fornecer um modelo \u00fatil para avaliar os impactos clim\u00e1ticos, e outros efeitos, das grandes prov\u00edncias \u00edgneas (LIPs) no passado geol\u00f3gico.<\/li>\n<\/ol>\n<p>Mesmo que a catastr\u00f3fica Erup\u00e7\u00e3o Laki n\u00e3o tenha sido observada por experientes cientistas do S\u00e9culo XXI, tanto as <b>causas imediatas (de curta dura\u00e7\u00e3o)<\/b>, como os produtos (<b>efeitos catastr\u00f3ficos<\/b>) foram parcialmente documentados, tendo em vista a maior \u00e1rea abrangida (em rela\u00e7\u00e3o ao exemplo I), tanto ao n\u00edvel do pr\u00f3prio pa\u00eds, como seus <b>efeitos em \u00e2mbito global<\/b>. Os dados dispon\u00edveis possibilitam a realiza\u00e7\u00e3o de estudos comparativos, n\u00e3o apenas com os fen\u00f4menos cong\u00eaneres recentes, mas tamb\u00e9m, com aqueles ocorridos no passado geol\u00f3gico ainda mais distante (preenchimento parcial de eventuais lacunas do conhecimento cient\u00edfico).<\/p>\n<p>Na realidade, a vantagem maior (campo do estudo cient\u00edfico) refere-se ao fato de que a ocorr\u00eancia deste desastre geol\u00f3gico \u00e9 relativamente recente, favorecendo assim a realiza\u00e7\u00e3o de estudos detalhados, para a compreens\u00e3o do pr\u00f3prio evento (preenchimento de poss\u00edveis lacunas, provis\u00f3rias, do conhecimento cient\u00edfico). Por exemplo, o acesso direto ao material vulc\u00e2nico ent\u00e3o formado \u2013 contendo os elementos <sup>40<\/sup>K e <sup>40<\/sup>Ar \u2013 propiciaria uma oportunidade impar para se checar a validade da data\u00e7\u00e3o radiom\u00e9trica (geocronologia padr\u00e3o). Ou seja, a idade real da Erup\u00e7\u00e3o Laki \u2013 aproximadamente, 230 anos \u2013 deveria, em princ\u00edpio, corresponder \u00e0 sua pr\u00f3pria idade radiom\u00e9trica. Na verdade, este tipo de estudo comparativo vem sendo realizado, na pesquisa de outros eventos vulc\u00e2nicos hist\u00f3ricos, com resultados surpreendentes (SNELLING, 1999):<\/p>\n<ul>\n<li><i>Lava proveniente da erup\u00e7\u00e3o do Hualalei (Hawaii) em 1910 AD (idade real) apresenta uma idade radiom\u00e9trica que atinge at\u00e9 1.1 bilh\u00f5es de anos; <\/i><\/li>\n<li><i>Os dep\u00f3sitos vulc\u00e2nicos em Katmai (Alasca), oriundos da erup\u00e7\u00e3o de 1912 AD (idade real), sugerem uma idade radiom\u00e9trica equivalente a 4 milh\u00f5es de anos;<\/i><\/li>\n<li><i>Material vulc\u00e2nico (dacito) proveniente de erup\u00e7\u00f5es do Monte Santa Helena (Washington), entre 1980 e 1986 AD (idade real), ao ser datado pelo m\u00e9todo K \u2013 Ar (rocha-total, feldspato, pirox\u00eanio, etc.), revelou idades radiom\u00e9tricas que variam de 340.000 a 2,8 milh\u00f5es de anos; <\/i><\/li>\n<li><i>Material bas\u00e1ltico do Monte Etna (Sic\u00edlia), expelido em 1792 AD (idade real), apresenta idade radiom\u00e9trica correspondente a 350.000 anos.\u00a0 <\/i><i>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<\/i><\/li>\n<\/ul>\n<p>Estes exemplos de discrep\u00e2ncia (em particular), entre a idade real e a idade radiom\u00e9trica (idade absoluta?), constituem um importante desafio para a realiza\u00e7\u00e3o de testes mais criteriosos, visando \u00e0 determina\u00e7\u00e3o do grau de confiabilidade da pr\u00f3pria geocronologia padr\u00e3o (em termos gerais). Ou seja, qu\u00e3o coerente e preciso \u00e9 o m\u00e9todo convencional de data\u00e7\u00e3o de rochas (com destaque para o faneroz\u00f3ico), quando se tem por objetivo a caracteriza\u00e7\u00e3o cronol\u00f3gica da pr\u00f3pria coluna geol\u00f3gica? <i>(por per\u00edodo faneroz\u00f3ico compreende-se a parte mais recente da coluna geol\u00f3gica, que cont\u00e9m uma quantidade extraordin\u00e1ria de seres pr\u00e9-existentes, que foram rapidamente soterrados e ent\u00e3o preservados, ou seja, os f\u00f3sseis).<\/i><\/p>\n<p>Se, no presente exemplo (II), for efetuado o referido estudo comparativo (idade real x idade radiom\u00e9trica) e os resultados forem equivalentes aos quatro exemplos aqui apresentados (milh\u00f5es de anos para a idade radiom\u00e9trica), a valoriza\u00e7\u00e3o da geocronologia padr\u00e3o criaria um impasse, pois milh\u00f5es de anos seriam atribu\u00eddos a um evento ocorrido em 1783<b>\/<\/b>1784. Ou seja, a ado\u00e7\u00e3o dos milh\u00f5es de anos impediria que uma importante lacuna do conhecimento cient\u00edfico fosse corretamente preenchida.<\/p>\n<p>Isto significa dizer que, neste caso espec\u00edfico, a data\u00e7\u00e3o radiom\u00e9trica \u2013 colocada em destaque pelos ge\u00f3logos evolucionistas \u2013 torna-se um grave empecilho para que a seq\u00fc\u00eancia dos derrames, em quest\u00e3o, seja devidamente caracterizada no \u00e2mbito de uma investiga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica bem dirigida. Essa discrep\u00e2ncia geocronol\u00f3gica, constatada no exemplo II (em particular), corresponde a um exemplo isolado (incomum)? A mesma discord\u00e2ncia seria tamb\u00e9m identificada em outros eventos cong\u00eaneres mais antigos (erup\u00e7\u00f5es vulc\u00e2nicas mais amplas e intensas)?<\/p>\n<p align=\"center\"><i>Exemplo III<\/i><\/p>\n<p>Neste exemplo, prosseguimos investigando a geologia da Isl\u00e2ndia. S\u00e3o apresentados alguns dados referentes \u00e0s mais amplas exposi\u00e7\u00f5es de rochas vulc\u00e2nicas da Isl\u00e2ndia (vastos afloramentos nas regi\u00f5es norte, leste e oeste do pa\u00eds). Trata-se de um grupo de rochas vulc\u00e2nicas conhecidas como S\u00e9rie ou Seq\u00fc\u00eancia Terci\u00e1ria \u2013 <b>ver Figura 1<\/b> (mioceno) que ocupa mais de 50% da superf\u00edcie da Isl\u00e2ndia (aproximadamente, 50.000 km<sup>2<\/sup> \u2013 comparar com os 600 km<sup>2<\/sup> da Erup\u00e7\u00e3o Laki).<\/p>\n<p>Apenas em uma restrita regi\u00e3o do leste island\u00eas \u2013 com amplas exposi\u00e7\u00f5es da S\u00e9rie Terci\u00e1ria \u2013 identificou-se cerca de 700 derrames sucessivos, com extens\u00e3o individual de at\u00e9 60 km, cujas espessuras chegam a atingir 60 metros, formando uma pilha com aproximadamente 9.000 metros de espessura. O volume total de material vulc\u00e2nico extravasado ultrapassa os 50.000 km<sup>3<\/sup> (muito superior aos 15 km<sup>3<\/sup> da Erup\u00e7\u00e3o Laki). As antigas fendas (diques), ou fissuras condutoras do magma, se estendem por mais de 70 km \u2013 extraordin\u00e1rios vulc\u00f5es lineares (SIGMUNDSSON, et. al., 2008).<\/p>\n<p>Felizmente (em benef\u00edcio \u00e0 pr\u00f3pria vida), nem depois e at\u00e9 os dias atuais evento similar (de mesma magnitude) ocorreu no pa\u00eds. Portanto, tem que se admitir que estamos perante uma lacuna permanente do conhecimento cient\u00edfico. No entanto, estudos comparativos entre os tr\u00eas exemplos \u2013 fen\u00f4menos vulc\u00e2nicos desenvolvidos continuamente na mesma regi\u00e3o, desde o mioceno at\u00e9 os dias atuais \u2013 possibilitam o interessante preenchimento (parcial) de eventuais lacunas (provis\u00f3rias) do conhecimento cient\u00edfico.<\/p>\n<p>Constata-se ainda um fator favor\u00e1vel, ligado \u00e0 Seq\u00fc\u00eancia Terci\u00e1ria (n\u00e3o observado nos derrames dos dois exemplos anteriores), que contribui significativamente para uma razo\u00e1vel estimativa do processo (tempo) de superposi\u00e7\u00e3o dos fluxos de lava. Ou seja, em fun\u00e7\u00e3o de expressivos soerguimentos (catastr\u00f3ficos?) da espessa e extensa S\u00e9rie Terci\u00e1ria e, posteriormente, o desenvolvimento de intensa eros\u00e3o, os derrames em quest\u00e3o passaram a aflorar, notavelmente, em encostas \u00edngremes da ilha, expondo os contatos inter-derrames por grande extens\u00e3o lateral. Estes mesmos contatos, por sua vez, dispostos plano-paralelamente e sem evid\u00eancias de exposi\u00e7\u00e3o prolongada, apontam para uma <b>r\u00e1pida e cont\u00ednua superposi\u00e7\u00e3o <\/b>dos derrames de lava bas\u00e1ltica.<\/p>\n<p>Estamos ent\u00e3o diante de um evento vulc\u00e2nico de extraordin\u00e1ria magnitude que, provavelmente, desenvolveu-se tamb\u00e9m (semelhantemente ao evento do exemplo II) em um <b>curto per\u00edodo de tempo<\/b>. Portanto, se o tempo de manifesta\u00e7\u00e3o \u00e9 equivalente, j\u00e1 as conseq\u00fc\u00eancias catastr\u00f3ficas deste fen\u00f4meno teriam sido, provavelmente, muito superiores \u00e0queles provocados pela Erup\u00e7\u00e3o Laki em 1783<b>\/<\/b>1784. Ou seja, os efeitos teriam sido muito mais danosos ao meio ambiente \u2013 mudan\u00e7as clim\u00e1ticas extremas, um n\u00famero proporcionalmente maior de v\u00edtimas fatais, etc. \u2013 relativamente ao ocorrido no exemplo II.<\/p>\n<p>Seria ainda poss\u00edvel conciliar as evid\u00eancias geol\u00f3gicas do exemplo III \u2013 eventos cont\u00ednuos e catastr\u00f3ficos, de extraordin\u00e1ria amplitude, que caracterizam os derrames terci\u00e1rios \u2013 com o per\u00edodo de 1.000.000 de anos, para a sua forma\u00e7\u00e3o, com um intervalo m\u00e9dio de 10.000 anos, entre cada fluxo de lava? Pois estas s\u00e3o exatamente as estimativas de tempo fornecidas pela data\u00e7\u00e3o radiom\u00e9trica. A geocronologia padr\u00e3o parece ent\u00e3o falhar novamente.<\/p>\n<p>As not\u00e1veis evid\u00eancias de campo (caracterizadas cientificamente) refletem uma hist\u00f3ria distinta daquela associada \u00e0 data\u00e7\u00e3o radiom\u00e9trica. Seria ent\u00e3o correto atribuir, \u00e0 pr\u00f3pria geocronologia padr\u00e3o (mesmo que apresente certa consist\u00eancia interna), o status de evid\u00eancia cient\u00edfica? Assim, a idade radiom\u00e9trica associada \u00e0 Seq\u00fc\u00eancia Terci\u00e1ria \u2013 3,3 a 15 milh\u00f5es de anos (idade absoluta?) \u2013 poderia tamb\u00e9m estar equivocada?<\/p>\n<p>Em situa\u00e7\u00f5es discordantes como esta \u00e9 que poderemos vislumbrar a for\u00e7a de um paradigma. Na realidade, a aceita\u00e7\u00e3o <i>a priori <\/i>dos prolongados per\u00edodos geol\u00f3gicos inicia-se com as id\u00e9ias de James Hutton (1726-1797) e Charles Lyell (1797-1875). Atualmente, as dezenas e centenas de milh\u00f5es de anos \u2013 atribu\u00eddas \u00e0 dura\u00e7\u00e3o dos processos respons\u00e1veis pela forma\u00e7\u00e3o da coluna geol\u00f3gica \u2013 constituem o paradigma central da estrutura conceitual evolucionista. Assim, a constru\u00e7\u00e3o temporal da pr\u00f3pria hist\u00f3ria geol\u00f3gica faneroz\u00f3ica, reflete uma clara manifesta\u00e7\u00e3o da forte influ\u00eancia de uma geocronologia contradit\u00f3ria, associada a conceitos e argumentos n\u00e3o-cient\u00edficos (filos\u00f3ficos) que consubstanciam os modelos evolucionistas, na explica\u00e7\u00e3o de eventos geol\u00f3gicos pret\u00e9ritos n\u00e3o presenciados diretamente.<\/p>\n<p>Um exemplo surpreendentemente contrastante da <b>controv\u00e9rsia \u201ceventos catastr\u00f3ficos cont\u00ednuos x geocronologia padr\u00e3o\u201d<\/b> pode ser apreciado na vis\u00e3o catacl\u00edsmica da coluna geol\u00f3gica faneroz\u00f3ica apresentada por PRICE (2005) em seu livro, cujas id\u00e9ias est\u00e3o fundamentadas em fortes evid\u00eancias cient\u00edficas de cat\u00e1strofes geol\u00f3gicas cont\u00ednuas, de propor\u00e7\u00f5es globais. Por um lado, seu modelo possibilita uma interpreta\u00e7\u00e3o dos fatos e an\u00e1lises comparativas muito mais eficientes, quando se considera eventos vulc\u00e2nicos mais antigos. No entanto, paralelamente, no contexto do mesmo livro, um elemento estranho tamb\u00e9m se destaca \u2013 a geocronologia padr\u00e3o.<\/p>\n<p>Ou seja, paradoxalmente, no interessante modelo (de amplitude global) constru\u00eddo por PRICE (op. cit.), verifica-se a utiliza\u00e7\u00e3o sistem\u00e1tica da data\u00e7\u00e3o radiom\u00e9trica (?) associada a cont\u00ednuos eventos catacl\u00edsmicos de extens\u00e3o global, ocorridos em um passado mais long\u00ednquo (anteriores \u00e0 Seq\u00fc\u00eancia Terci\u00e1ria) que, por sua vez, se iniciaram a partir da pr\u00f3pria destrui\u00e7\u00e3o catastr\u00f3fica do super-continente pangeia <b>(Figura 4)<\/b>. Qual seria a causa do \u201cdespeda\u00e7amento\u201d do pangeia e posterior movimenta\u00e7\u00e3o r\u00e1pida de suas partes ent\u00e3o fragmentadas (placas tect\u00f4nicas)? PRICE (op. cit.) responde: impactos cont\u00ednuos de gigantescos meteoritos.<\/p>\n<p>Na realidade, a forma\u00e7\u00e3o da pr\u00f3pria ilha vulc\u00e2nica islandesa \u2013 de onde foram extra\u00eddos os exemplos I, II e III \u2013 est\u00e1 associada, inicialmente, ao fracionamento do pangeia. Ap\u00f3s essa catastr\u00f3fica fragmenta\u00e7\u00e3o, desenvolveu-se o afastamento da placa norte americana em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 placa euro-asi\u00e1tica (inicialmente unidas \u2013 laur\u00e1sia) e a conseq\u00fcente forma\u00e7\u00e3o do assoalho do Oceano Atl\u00e2ntico Norte e da pr\u00f3pria Isl\u00e2ndia. \u00c9 importante lembrar que o conjunto desses fen\u00f4menos globais \u2013 forma\u00e7\u00e3o e movimenta\u00e7\u00e3o de gigantescos fragmentos crustais ou litosf\u00e9ricos \u2013 constitui assunto espec\u00edfico da tect\u00f4nica de placas (um dos mais importantes modelos unificadores da geologia).<\/p>\n<p>Sabe-se ainda que, a abertura do Atl\u00e2ntico Sul desenvolveu-se antes da abertura do Atl\u00e2ntico Norte. No pr\u00f3ximo exemplo (IV), destacar-se-\u00e3o as evid\u00eancias da maior prov\u00edncia vulc\u00e2nica de origem continental, localizada no Hemisf\u00e9rio Sul. Dezenas de outras grandes prov\u00edncias \u00edgneas (locais onde se produziu grandes volumes de materiais vulc\u00e2nicos), com as mesmas caracter\u00edsticas \u2013 distribu\u00eddas por toda a superf\u00edcie da Terra \u2013 podem ainda ser identificadas. Quais seriam as semelhan\u00e7as e diferen\u00e7as, dessas gigantescas prov\u00edncias vulc\u00e2nicas, relativamente aos tr\u00eas exemplos j\u00e1 apresentados?<\/p>\n<p align=\"center\"><i>Exemplo IV<\/i><\/p>\n<p>Antes de a por\u00e7\u00e3o setentrional do pangeia (laur\u00e1sia) se desmembrar, em dois gigantescos blocos continentais, ocorreu a separa\u00e7\u00e3o das placas sul americana e africana (inicialmente unidas \u2013 gondwana). Considera-se ainda que, imediatamente antes da abertura do Oceano Atl\u00e2ntico Sul, desenvolveu-se a maior prov\u00edncia \u00edgnea continental \u2013 a Prov\u00edncia Paran\u00e1 (Brasil) <b>\/<\/b> Etendeka (\u00c1frica) \u2013 <b>Figura 5<\/b>. No Brasil este evento vulc\u00e2nico corresponde \u00e0 Forma\u00e7\u00e3o Serra Geral. Por ocasi\u00e3o do desenvolvimento desta prov\u00edncia (cret\u00e1ceo), evidentemente, n\u00e3o foi feita nenhuma observa\u00e7\u00e3o direta do fen\u00f4meno, por qualquer ser humano (lacuna permanente do conhecimento cient\u00edfico), mesmo considerando-se sua extraordin\u00e1ria abrang\u00eancia, e os poss\u00edveis efeitos (danosos e mesmo fatais \u00e0 vida) em escala, provavelmente, global.<\/p>\n<p>Tendo em vista ainda a inexist\u00eancia de qualquer registro hist\u00f3rico de eventos vulc\u00e2nicos, na Prov\u00edncia Paran\u00e1, posteriores \u00e0 Forma\u00e7\u00e3o Serra Geral, n\u00e3o ser\u00e1 poss\u00edvel efetuar-se uma compara\u00e7\u00e3o entre poss\u00edveis <span style=\"text-decoration: underline;\">seq\u00fc\u00eancias recentes<\/span> de derrames com a <span style=\"text-decoration: underline;\">seq\u00fc\u00eancia antiga<\/span> (Forma\u00e7\u00e3o Serra Geral) na mesma regi\u00e3o, semelhantemente \u00e0 an\u00e1lise comparativa realizada entre os tr\u00eas eventos da Isl\u00e2ndia (exemplos I, II e III). No entanto, as similaridades litol\u00f3gicas entre os basaltos da Isl\u00e2ndia e os basaltos da Prov\u00edncia Paran\u00e1, propiciam importantes estudos comparativos (envolvendo todos os quatro exemplos) e, conseq\u00fcentemente, viabiliza eventual preenchimento (parcial) de lacunas (provis\u00f3rias) do conhecimento cient\u00edfico.<\/p>\n<p>Os extensos e espessos derrames de lava bas\u00e1ltica da Prov\u00edncia Paran\u00e1 \u2013 exaustivamente estudados, h\u00e1 mais de seis d\u00e9cadas \u2013 apresentam caracter\u00edsticas impressionantes. Sua \u00e1rea estimada (incluindo a por\u00e7\u00e3o africana) de 1.000.000 km<sup>2<\/sup> (10 vezes a \u00e1rea total da Isl\u00e2ndia), com uma espessura total dos derrames atingindo at\u00e9 1.700 metros e um volume total de 1.700.000 km<sup>3<\/sup> de material vulc\u00e2nico (comparar com os 50.000 km<sup>3<\/sup> da Seq\u00fc\u00eancia Terci\u00e1ria da Isl\u00e2ndia), nos possibilita imaginar a magnitude do desastre ambiental provocado apenas por esta gigantesca prov\u00edncia \u00edgnea (muito mais tr\u00e1gico que o ocorrido no evento do exemplo III)<b>.<\/b><\/p>\n<p>A abrang\u00eancia e a intensidade, deste extraordin\u00e1rio desastre geol\u00f3gico, ficam ainda mais evidentes quando se consideram as impressionantes afirma\u00e7\u00f5es apresentadas por PRICE (2005): <i>\u201cO mesmo evento impactante (o mais en\u00e9rgico de todo o faneroz\u00f3ico) que provocou os extensivos e espessos derrames bas\u00e1lticos da Prov\u00edncia Paran\u00e1 <b>\/<\/b> Etendeka (poss\u00edvel cratera com di\u00e2metro superior a 500 km), indiscutivelmente, tamb\u00e9m originou a abertura das placas Sul Americana <b>\/<\/b> Africana\u201d<\/i>. Ou seja, \u00e0 excepcional cat\u00e1strofe vulc\u00e2nica, associam-se os efeitos catacl\u00edsmicos provocados por um gigantesco meteorito. \u00a0<b>\u00a0<\/b><\/p>\n<p>Na verdade, o exemplo IV corresponde n\u00e3o somente \u00e0 Prov\u00edncia Paran\u00e1, mas inclui outras 112 gigantescas prov\u00edncias \u00edgneas (continentais e oce\u00e2nicas). Cada uma dessas prov\u00edncias vulc\u00e2nicas (\u201cLarge Igneous Provinces\u201d) est\u00e1 associada, ou mesmo, teria sido originada por violentos impactos meteor\u00edticos. <i>As grandes prov\u00edncias \u00edgneas (produ\u00e7\u00e3o cont\u00ednua de colossais volumes de lava bas\u00e1ltica), provavelmente, constituem um dos mais impressionantes resultados dos impactos meteor\u00edticos na superf\u00edcie da Terra. Quando o meteorito penetra no manto superior (200 km de profundidade), a produ\u00e7\u00e3o de calor causar\u00e1 a fus\u00e3o dessa por\u00e7\u00e3o do manto, movimentando assim gigantescos volumes de magma<\/i> (PRICE, 2005).<\/p>\n<p>Considerando-se que essas 113 grandes prov\u00edncias \u00edgneas <b>(Figura 6)<\/b> encontram-se distribu\u00eddas em toda a superf\u00edcie da Terra e teriam produzido dezenas de milh\u00f5es de km<sup>3<\/sup> de material vulc\u00e2nico, os catastr\u00f3ficos efeitos ambientais s\u00e3o dif\u00edceis de serem avaliados. O dantesco cen\u00e1rio torna-se ainda mais terr\u00edvel e in\u00f3spito, quando se acrescenta os m\u00faltiplos efeitos provocados por centenas ou milhares de impactos de enormes meteoritos (<i>\u201cEstima-se que, no faneroz\u00f3ico, o n\u00famero de impactos de meteoritos e cometas na superf\u00edcie da Terra, com di\u00e2metro superior a 10 km, teria sido de aproximadamente 1.500.\u201d \u2013 <\/i>PRICE, 2005) \u2013 <b>Figura 7<\/b>.<\/p>\n<p>Estes dois fen\u00f4menos geol\u00f3gicos (impactos meteor\u00edticos e grandes prov\u00edncias \u00edgneas), catacl\u00edsmicos e conjugados, repetiram-se (mais de 100 vezes) no passado geol\u00f3gico. Mas, afortunadamente, n\u00e3o t\u00eam se repetido durante os \u00faltimos milhares de anos da hist\u00f3ria humana. Entretanto, por outro lado, n\u00e3o temos \u00e1 disposi\u00e7\u00e3o o registro hist\u00f3rico das <b>causas<\/b> (uma lacuna, permanente, do conhecimento cient\u00edfico) destes terr\u00edveis desastres naturais.<\/p>\n<p>Muito embora no livro de PRICE (op. cit.) a utiliza\u00e7\u00e3o da data\u00e7\u00e3o radiom\u00e9trica \u2013 contraditoriamente (segundo a \u00f3tica do autor do presente cap\u00edtulo) \u2013 seja parte integrante do seu modelo, n\u00e3o seria dif\u00edcil constatar-se que os dois fen\u00f4menos geol\u00f3gicos globais interligados (grandes prov\u00edncias \u00edgneas e impactos de meteoritos), desenvolveram-se rapidamente, em <b>curtos per\u00edodos de tempo (os<\/b> <b>efeitos imediatamente ligados \u00e0s causas)<\/b>. Com a possibilidade de estudos comparativos, entre os fen\u00f4menos vulc\u00e2nicos atuais com aqueles ocorridos no passado, poder\u00edamos estimar, mais realisticamente, o tempo de forma\u00e7\u00e3o das grandes prov\u00edncias \u00edgneas?<\/p>\n<p>Semelhantemente ao ocorrido com a Seq\u00fc\u00eancia Terci\u00e1ria da Isl\u00e2ndia, ap\u00f3s a forma\u00e7\u00e3o da Prov\u00edncia Paran\u00e1, desenvolveram-se en\u00e9rgicos soerguimentos tect\u00f4nicos (levantamento da plataforma sul-americana) e o posterior desenvolvimento de amplos e profundos vales erosivos, representados magnificamente na regi\u00e3o sul do Brasil (Aparados da Serra), com c\u00e2nions de at\u00e9 900 metros de altura.<\/p>\n<p>A realiza\u00e7\u00e3o de extensas escava\u00e7\u00f5es e prospec\u00e7\u00e3o geot\u00e9cnica, durante a constru\u00e7\u00e3o de usinas hidroel\u00e9tricas (sul e sudeste do Brasil), nas d\u00e9cadas de 60 a 70, tamb\u00e9m viabilizaram a exposi\u00e7\u00e3o de amplos afloramentos e a an\u00e1lise de milhares de metros de testemunhos de sondagem. Esses e outros extensos cortes de rocha bas\u00e1ltica, da Forma\u00e7\u00e3o Serra Geral, possibilitou o contato direto com sucess\u00f5es cont\u00ednuas dos v\u00e1rios e amplos derrames de lava bas\u00e1ltica.<\/p>\n<p>Essas e outras oportunas condi\u00e7\u00f5es, para uma pesquisa sistem\u00e1tica, possibilitaram a realiza\u00e7\u00e3o de estudos espec\u00edficos, desenvolvidos por SOUZA JR. (1986 e 1992), onde se verifica que o espesso e extenso pacote dos derrames da Prov\u00edncia Paran\u00e1, provavelmente, tenha se formado de modo extremamente r\u00e1pido (<b>semanas<\/b>). Esta estimativa temporal se ajusta perfeitamente (com uma concord\u00e2ncia superior \u00e0 verificada no exemplo III) a um cen\u00e1rio de destrui\u00e7\u00e3o global.<\/p>\n<p>Poder\u00edamos estender essa mesma cronologia (<b>semanas<\/b>) a todas as 113 grandes prov\u00edncias \u00edgneas? Se a superf\u00edcie da Terra esteve ent\u00e3o submetida a processos de cont\u00ednua devasta\u00e7\u00e3o \u2013 mediante a a\u00e7\u00e3o catacl\u00edsmica de gigantescos meteoritos, associados a vast\u00edssimas erup\u00e7\u00f5es vulc\u00e2nicas \u2013 estar\u00edamos perante uma destruidora sucess\u00e3o de fen\u00f4menos globais, ou ainda, uma \u00fanica cat\u00e1strofe geol\u00f3gica global?<\/p>\n<p>Mesmo com t\u00e3o fortes evid\u00eancias, o colossal pacote de material vulc\u00e2nico da Prov\u00edncia Paran\u00e1 parece promover, em algumas mentes, uma \u201cestranha concord\u00e2ncia\u201d (milh\u00f5es de km<sup>3<\/sup> <b><i>\u2194<\/i><\/b> milh\u00f5es de anos) \u2013 <i>\u201cdimens\u00e3o espacial (1.700.000 km<sup>3<\/sup>) <b>\u2194<\/b> dimens\u00e3o temporal (11.000.000 anos)\u201d.<\/i> Ou seja, de acordo com a geocronologia padr\u00e3o, a Grande Prov\u00edncia \u00cdgnea Paran\u00e1 <b>\/<\/b> Etendeka teria se desenvolvido em um per\u00edodo de 1 a 11 milh\u00f5es de anos (THIEDE et. al., 2010) Os mesmos milh\u00f5es de anos s\u00e3o tamb\u00e9m \u2013 paradoxalmente \u2013 atribu\u00eddos \u00e0s demais prov\u00edncias \u00edgneas.<\/p>\n<p>Novamente, percebe-se uma not\u00e1vel incongru\u00eancia entre as fortes e abundantes evid\u00eancias de processos r\u00e1pidos e sucessivos, para os referidos derrames (e correspondentes eventos impactantes), e uma cronologia convencional extremamente majorada. O mesmo problema, verificado no exemplo III, se repete no exemplo IV. Ou seja, algo est\u00e1 errado com a data\u00e7\u00e3o radiom\u00e9trica. Esta discord\u00e2ncia n\u00e3o apenas dificulta o progresso do conhecimento geocient\u00edfico, como tamb\u00e9m gera desnecess\u00e1rias discuss\u00f5es acad\u00eamicas.<\/p>\n<p>\u00c0 medida que nos afastamos do presente, em dire\u00e7\u00e3o ao passado \u2013 2010 (exemplo I), 1783 (exemplo II), mioceno (exemplo III) e cret\u00e1ceo (exemplo IV) \u2013 nos aprofundamos na coluna geol\u00f3gica e notamos um recrudescimento dos fen\u00f4menos geol\u00f3gicos (ligados \u00e0 vulcanologia e a outros fen\u00f4menos correlatos), n\u00e3o apenas em intensidade e abrang\u00eancia, mas tamb\u00e9m, provavelmente, no seu poder de destrui\u00e7\u00e3o. Todas estas evid\u00eancias (dentre outras) parecem se ajustar ao modelo de uma cat\u00e1strofe geol\u00f3gica de propor\u00e7\u00f5es globais que, certamente, ocasionou o exterm\u00ednio em massa de um n\u00famero incont\u00e1vel de seres \u2013 poder\u00edamos identific\u00e1-los na coluna geol\u00f3gica?<\/p>\n<p>Estas simples e importantes constata\u00e7\u00f5es parecem passar despercebidas pelos ge\u00f3logos, em suas sistem\u00e1ticas atividades de investiga\u00e7\u00e3o. Certamente, as id\u00e9ias estabelecidas inicialmente por Hutton e Lyell e a autom\u00e1tica aceita\u00e7\u00e3o dos longos tempos geol\u00f3gicos (\u201ctempo profundo\u201d e absoluto), fornecidos atualmente pela geocronologia padr\u00e3o, constituem os embara\u00e7osos fatores bloqueadores que dificultam a visualiza\u00e7\u00e3o de importantes e esclarecedoras evid\u00eancias geol\u00f3gicas de campo e, conseq\u00fcentemente, um melhor entendimento da pr\u00f3pria coluna geol\u00f3gica, como j\u00e1 verificado e confirmado a seguir.<\/p>\n<p align=\"center\"><i>Exemplo V<\/i><\/p>\n<p>A sucinta descri\u00e7\u00e3o dos quatro exemplos de eventos vulc\u00e2nicos, ent\u00e3o apresentados, em ordem crescente de intensidade e abrang\u00eancia, aponta para um fen\u00f4meno vulc\u00e2nico ainda mais extraordin\u00e1rio: \u201cA Prov\u00edncia Atl\u00e2ntica\u201d <b>(Figura 8)<\/b>. Na realidade, este extraordin\u00e1rio evento vulc\u00e2nico \u2013 estranhamente, n\u00e3o considerado como tal pela literatura especializada \u2013 corresponde ao desenvolvimento do assoalho do pr\u00f3prio Oceano Atl\u00e2ntico, logo ap\u00f3s a fragmenta\u00e7\u00e3o do pangeia. Seria poss\u00edvel ent\u00e3o identificar-se a fonte fornecedora de t\u00e3o volumosa quantidade de material vulc\u00e2nico?<\/p>\n<p>Esta \u201cgenerosa\u201d fonte de lavas bas\u00e1lticas pode ser facilmente localizada. Trata-se de um hiper-vulc\u00e3o linear (Cordilheira Meso Atl\u00e2ntica) com 15.000 km<b> <\/b>de extens\u00e3o <b>(ver Figura 8)<\/b>, fornecendo gigantescas quantidades de material vulc\u00e2nico, totalizando um volume de aproximadamente 1.000.000.000 km<sup>3<\/sup> de lava bas\u00e1ltica, em uma \u00e1rea de 106.400.000 km<sup>2<\/sup>. Estes valores (e correspondentes impactos ambientais) s\u00e3o muito superiores \u00e0queles identificados na Prov\u00edncia Paran\u00e1 <b>\/<\/b> Etendeka. A abrang\u00eancia deste excepcional vulcanismo (\u201cProv\u00edncia Atl\u00e2ntica\u201d) deve ainda ser estendida, pois a Cordilheira Meso-Atl\u00e2ntica \u00e9 apenas parte do total das cordilheiras meso-oce\u00e2nicas (com 3.000 metros de altura, em m\u00e9dia), que se estendem de maneira cont\u00ednua por 65.000 km (uma gigantesca rede de hiper-vulc\u00f5es lineares) \u2013 <b>(Figura 9)<\/b>.<\/p>\n<p>O impressionante e incalcul\u00e1vel volume de material vulc\u00e2nico extravasado por estas vast\u00edssimas crateras lineares (juntamente com a colossal quantidade de material extrusivo, produzido pelas 113 grandes prov\u00edncias \u00edgneas) compreenderiam um s\u00f3 fen\u00f4meno vulc\u00e2nico? Esta impressionante associa\u00e7\u00e3o global de eventos vulc\u00e2nicos n\u00e3o seria melhor designada de Prov\u00edncia \u00cdgnea Global? \u2013 provavelmente, a maior manifesta\u00e7\u00e3o de energia vulc\u00e2nica de toda a hist\u00f3ria geol\u00f3gica. Evidentemente, estes desastres vulc\u00e2nicos cont\u00ednuos e globais n\u00e3o foram presenciados por nenhum ser humano (lacunas permanentes do conhecimento cient\u00edfico).<\/p>\n<p>Novamente, \u00e9 importante real\u00e7ar a impossibilidade de sobreviv\u00eancia calma e tranq\u00fcila, de quaisquer seres, durante a manifesta\u00e7\u00e3o de tantos eventos catacl\u00edsmicos. No entanto \u2013 sob a forte influ\u00eancia da geocronologia padr\u00e3o \u2013 cen\u00e1rios imagin\u00e1rios ilustrativos (com um realismo impressionante), supostamente representativos da vida evoluindo lenta e gradualmente (registro f\u00f3ssil), s\u00e3o frequentemente veiculados tanto pela literatura geol\u00f3gica convencional, como pela m\u00eddia. Na verdade, em um ambiente de violenta destrui\u00e7\u00e3o \u2013 meteoritos impactando continuamente com a superf\u00edcie da terra, provocando gigantescas e devastadoras erup\u00e7\u00f5es vulc\u00e2nicas \u2013 certamente, n\u00e3o teriam ocorrido as supostas condi\u00e7\u00f5es prop\u00edcias para a vida evoluir, passo a passo, durante milh\u00f5es de anos.<\/p>\n<p>O conjunto dos cinco fen\u00f4menos, ent\u00e3o apresentados (exemplos I a V), est\u00e3o tamb\u00e9m inseridos em um amplo tema da geologia \u2013 a tect\u00f4nica de placas. \u00c9 importante considerar-se ainda que, na realidade, estamos lidando com tr\u00eas fen\u00f4menos geol\u00f3gicos globais interligados <b>(ver Figura 13)<\/b> \u2013 \u201c<i><span style=\"text-decoration: underline;\">I<\/span><\/i><i><span style=\"text-decoration: underline;\">mpactos de meteoritos e cometas (1\u00ba<\/span><\/i><i>), durante todo o faneroz\u00f3ico, seriam respons\u00e1veis<\/i><i> pela fragmenta\u00e7\u00e3o do pangeia,<\/i><i> <\/i><i>pela <span style=\"text-decoration: underline;\">movimenta\u00e7\u00e3o <\/span><\/i><i><span style=\"text-decoration: underline;\">das placas tect\u00f4nicas (2\u00ba<\/span><\/i><i>) ent\u00e3o individualizadas (com mudan\u00e7as bru<\/i><i>scas de dire\u00e7\u00e3o e de acelera\u00e7\u00e3o)<\/i> <i>e pela<\/i> <i><span style=\"text-decoration: underline;\">forma\u00e7\u00e3o das grandes prov\u00edncias \u00edgneas (3\u00ba<\/span>)\u201d <\/i>(PRICE, 2005).<\/p>\n<p>Associado a estes tr\u00eas fen\u00f4menos catastr\u00f3ficos, um quarto fen\u00f4meno global deve necessariamente ser considerado \u2013 a\u00e7\u00e3o devastadora de grandes volumes de \u00e1gua <b>(ver Figura 13)<\/b> \u2013 incrementando ainda mais a devasta\u00e7\u00e3o ambiental. Certamente, violentos impactos de gigantescos meteoritos nos mares primitivos e nos oceanos em forma\u00e7\u00e3o, juntamente com o desencadeamento de terr\u00edveis maremotos (movimenta\u00e7\u00e3o catastr\u00f3fica das placas tect\u00f4nicas), queda de cometas, libera\u00e7\u00e3o intensa de \u00e1guas subterr\u00e2neas (associadas \u00e0s grandes prov\u00edncias \u00edgneas), teriam mobilizado destruidoras ondas com quil\u00f4metros de altura <b>(Figura 10)<\/b>.<\/p>\n<p>A magnitude dos quatro referidos fen\u00f4menos geol\u00f3gicos globais e seus efeitos devastadores provocaram, inevitavelmente, a repentina destrui\u00e7\u00e3o em massa de um incont\u00e1vel n\u00famero de seres. <i>\u201cMuitos ge\u00f3logos parecem mostrar uma natural antipatia para a id\u00e9ia \u2013 apesar das evid\u00eancias \u2013 de que formas de vida, especialmente no faneroz\u00f3ico, foram subitamente extinguidas\u201d <\/i>\u2013 (PRICE, op. cit.). Poder\u00edamos ent\u00e3o identificar evid\u00eancias dessas mortandades em massa?<\/p>\n<p>Tendo em vista o contexto dos cinco exemplos at\u00e9 ent\u00e3o apresentados \u2013 derrames de lava ligados \u00e0s grandes prov\u00edncias \u00edgneas \u2013 ao se considerar a rela\u00e7\u00e3o destes fen\u00f4menos vulc\u00e2nicos com mortandades em massa, surge naturalmente uma interessante quest\u00e3o: haveria a possibilidade de se encontrar vest\u00edgios (f\u00f3sseis?) dessas v\u00edtimas, entre os extensos e espessos derrames de lava? A elevada temperatura dos fluxos de lava, envolvendo poss\u00edveis seres, provavelmente n\u00e3o teria preservado estes mesmos organismos como f\u00f3sseis. No entanto, certamente muitos animais e plantas foram vitimados e soterrados pelas vastas e catastr\u00f3ficas erup\u00e7\u00f5es faneroz\u00f3icas. \u00c9 ent\u00e3o razo\u00e1vel se admitir que, dentre essas in\u00fameras possibilidades, pelo menos algumas evid\u00eancias dever\u00e3o ser encontradas.<\/p>\n<p>Com efeito, a literatura especializada tem revelado (com destaque para os derrames do Grupo Rio Col\u00fambia \u2013 EUA) a exist\u00eancia n\u00e3o apenas de f\u00f3sseis marinhos entre os derrames, mas de moldes de animais e troncos de \u00e1rvores \u2013 observados por este autor no Estado de Washington (EUA). Este imenso tronco fossilizado <b>(Figura 11)<\/b>, com suas fei\u00e7\u00f5es texturais e estruturais notavelmente preservadas (sem evid\u00eancias de paleossolos), confirma outra evid\u00eancia j\u00e1 reconhecida \u2013 a r\u00e1pida e cont\u00ednua superposi\u00e7\u00e3o dos derrames de lava das grandes prov\u00edncias \u00edgneas.<\/p>\n<p>Na verdade, as dr\u00e1sticas mudan\u00e7as ambientais, provocadas por essas mega-erup\u00e7\u00f5es vulc\u00e2nicas, e outros fen\u00f4menos geol\u00f3gicos globais associados, ocasionaram a destrui\u00e7\u00e3o da vida em escala global. \u00a0Nos \u00faltimos 15 anos, muitos ge\u00f3logos j\u00e1 associam as grandes prov\u00edncias \u00edgneas com impactos de gigantescos meteoritos e mortandade em massa (o pr\u00f3prio registro f\u00f3ssil?). Muito embora, PRICE (op. cit.) n\u00e3o compartilha dos curtos valores geocronol\u00f3gicos aqui defendidos, o contexto geol\u00f3gico catastr\u00f3fico, para toda a coluna geol\u00f3gica faneroz\u00f3ica \u00e9 claramente defendido por ele, como verificado mediantes seus pr\u00f3prios argumentos:<\/p>\n<ul>\n<li><i>\u201cO registro estratigr\u00e1fico do faneroz\u00f3ico foi controlado, ou mesmo determinado, pela incid\u00eancia de eventos impactantes catastr\u00f3ficos. Ou seja, dezenas destes eventos, em \u00e1reas oce\u00e2nicas e continentais, coincidem com limites estratigr\u00e1ficos\u201d<\/i><i> <\/i><\/li>\n<li><i>\u201cS\u00f3 podemos concluir que os principais eventos impactantes (cometas e meteoritos) controlaram, conduziram ou determinaram a hist\u00f3ria geol\u00f3gica da Terra em todo o faneroz\u00f3ico\u201d<\/i><\/li>\n<\/ul>\n<p>Considerando-se essas afirma\u00e7\u00f5es de PRICE (2005), alguns importantes questionamentos emergem naturalmente. Se, formas de vida foram abruptamente aniquiladas (v\u00edtimas de incessantes impactos meteor\u00edticos), em todo o todo o registro estratigr\u00e1fico faneroz\u00f3ico \u2013 mesmo sem alus\u00e3o a outros eventos igualmente fatais \u00e0 vida (mega-tsunamis, mega-maremotos, gigantescas erup\u00e7\u00f5es vulc\u00e2nicas, etc.) \u2013 como podemos extrair ou isolar, do pr\u00f3prio registro f\u00f3ssil, grupos de seres que tenham sido miraculosamente preservados durante processos cont\u00ednuos de evolu\u00e7\u00e3o lenta e gradual, durante milh\u00f5es de anos? Esta e outras quest\u00f5es pertinentes s\u00e3o consideradas no pr\u00f3ximo exemplo (VI).<\/p>\n<p align=\"center\"><i>Exemplo VI<\/i><\/p>\n<p>Qualquer pessoa, seja um simples curioso ou o experiente cientista, impressiona-se, tanto com o estado extraordinariamente preservado da maioria dos f\u00f3sseis, como pela sua espantosa quantidade (trilh\u00f5es de toneladas) e vast\u00edssima distribui\u00e7\u00e3o. Estes seres do passado, que se apresentam como uma art\u00edstica obra de escultura \u2013 com um realismo admir\u00e1vel \u2013 constituem, na verdade, testemunhos irrefut\u00e1veis ou \u201cimortalizados\u201d de formas vivas, no momento em que estavam sendo cont\u00ednua e catastroficamente sepultadas.<\/p>\n<p>N\u00e3o seria o registro f\u00f3ssil faneroz\u00f3ico (especialmente, durante o paleoz\u00f3ico e mesoz\u00f3ico) uma fiel transcri\u00e7\u00e3o do resultado mais tr\u00e1gico provocado pela a\u00e7\u00e3o conjunta dos quatro fen\u00f4menos geol\u00f3gicos globais, at\u00e9 aqui sucintamente descritos? Certamente, as vastas e espessas camadas sedimentares, com seu rico conte\u00fado f\u00f3ssil, constituem um fiel registro da mais funesta devasta\u00e7\u00e3o ambiental, em toda a hist\u00f3ria da vida do Planeta Terra <b>(Figura 12)<\/b>.<\/p>\n<p>Nesse sentido, conv\u00e9m real\u00e7ar a espantosa quantidade de f\u00f3sseis encontrada em toda superf\u00edcie da Terra. \u00c9 como se, sob os nossos p\u00e9s, verific\u00e1ssemos a realidade de um extraordin\u00e1rio cemit\u00e9rio global, onde poder\u00edamos identificar aproximadamente 250.000 diferentes esp\u00e9cies de seres e um n\u00famero incont\u00e1vel de esp\u00e9cimes, notavelmente preservados. Essa mortandade em massa, provavelmente, representaria o resultado de eventos geol\u00f3gicos globais e cont\u00ednuos.<\/p>\n<p>Com efeito, ter\u00edamos ent\u00e3o que admitir que as evid\u00eancias geol\u00f3gicas, atualmente dispon\u00edveis, s\u00e3o suficientes para caracteriza\u00e7\u00e3o de cinco fen\u00f4menos geol\u00f3gicos globais e interligados. N\u00e3o estar\u00edamos ent\u00e3o mais pr\u00f3ximos da constata\u00e7\u00e3o de que, na realidade, estes eventos caracterizam uma \u00fanica cat\u00e1strofe geol\u00f3gica de propor\u00e7\u00f5es globais, com epis\u00f3dios mais ou menos en\u00e9rgicos?<\/p>\n<p>Evidentemente, a mortandade em massa de seres (f\u00f3sseis \u2013 quinto fen\u00f4meno geol\u00f3gico global \u2013 <b>ver Figura 13<\/b>) n\u00e3o foi presenciada ou registrada historicamente por qualquer ser humano (lacuna permanente do conhecimento cient\u00edfico). Mas, encontrar\u00edamos nos dias atuais algum lugar onde se possa observar um fen\u00f4meno cong\u00eanere? A observa\u00e7\u00e3o cuidadosa dos processos vigentes (n\u00e3o-catastr\u00f3ficos), no que diz respeito \u00e0 forma\u00e7\u00e3o de f\u00f3sseis, n\u00e3o possibilita a realiza\u00e7\u00e3o de estudos comparativos.<\/p>\n<p>Ou seja, n\u00e3o existe nenhum processo natural, ocorrendo atualmente, que resultar\u00e1 em um futuro pr\u00f3ximo, ou long\u00ednquo, na forma\u00e7\u00e3o de extensas e espessas camadas sedimentares, contendo incont\u00e1veis f\u00f3sseis bem preservados \u2013 uma lacuna permanente (adicional, para o exemplo VI) do conhecimento cient\u00edfico. Na verdade, a aus\u00eancia de eventos geol\u00f3gicos catastr\u00f3ficos (de grande magnitude), nos dias atuais, constitui o principal fator que impede a forma\u00e7\u00e3o futura de um novo registro f\u00f3ssil. O que podemos ent\u00e3o constatar \u00e9 a aus\u00eancia generalizada, na atual superf\u00edcie da Terra, das <b>causas<\/b> para a forma\u00e7\u00e3o de f\u00f3sseis em grande escala.<\/p>\n<p>Neste sentido, o exemplo VI, caracteriza-se como a situa\u00e7\u00e3o mais limitadora (maiores lacunas permanentes do conhecimento cient\u00edfico), relativamente aos cinco exemplos anteriores (lacunas menores). Assim, quanto maiores forem as lacunas do conhecimento cient\u00edfico, mais espa\u00e7o haver\u00e1 para o seu preenchimento com argumentos e conceitos metaf\u00edsicos. Um not\u00e1vel exemplo se refere \u00e0 tentativa de interpretar o registro f\u00f3ssil faneroz\u00f3ico como a fiel representa\u00e7\u00e3o de lentas e graduais etapas evolutivas \u2013 desenvolvendo-se durante milh\u00f5es de anos \u2013 de todos os seres, a partir de um ancestral comum.<\/p>\n<p>Com efeito, parecem-nos injustific\u00e1veis as freq\u00fcentes tentativas de se reconstituir presum\u00edveis cen\u00e1rios de animais e plantas \u2013 vivendo e se reproduzindo normalmente (semelhantemente ao verificado nos atuais ecossistemas) \u2013 a partir de esp\u00e9cimes f\u00f3sseis dos mesmos animais e plantas encontrados em determinados n\u00edveis da coluna geol\u00f3gica. Ou seja, a pr\u00f3pria realidade catastr\u00f3fica da coluna geol\u00f3gica faneroz\u00f3ica dificulta qualquer tentativa de se associar o registro f\u00f3ssil a uma sucess\u00e3o de ecossistemas pret\u00e9ritos, que se desenvolveram durante prolongados per\u00edodos de tempo (milh\u00f5es de anos de evolu\u00e7\u00e3o lenta e gradual). Na verdade, a extraordin\u00e1ria seq\u00fc\u00eancia de f\u00f3sseis faneroz\u00f3icos representa n\u00edveis de r\u00e1pido e cont\u00ednuo soterramento de seres vitimados por eventos catastr\u00f3ficos globais.<\/p>\n<p>Uma nova quest\u00e3o ent\u00e3o surge: qu\u00e3o rapidamente<b> <\/b>foram sepultados os seres, nos referidos epis\u00f3dios de mortandade em massa? A pr\u00f3pria exist\u00eancia do registro f\u00f3ssil faneroz\u00f3ico, por si s\u00f3, constitui eloq\u00fcente evid\u00eancia do <b>curt\u00edssimo espa\u00e7o de tempo<\/b> entre a morte catastr\u00f3fica dos correspondentes seres e o in\u00edcio dos processos de cont\u00ednuo soterramento e posterior fossiliza\u00e7\u00e3o. A presen\u00e7a generalizada de f\u00f3sseis \u2013 extraordinariamente conservados nas camadas sedimentares \u2013 indica claramente o <b>breve intervalo de tempo<\/b> entre a morte e o in\u00edcio do processo de fossiliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>As impressionantes caracter\u00edsticas dos f\u00f3sseis, identificadas nos afloramentos das grandes bacias sedimentares, apontam para processos catastr\u00f3ficos de transporte e deposi\u00e7\u00e3o. A posi\u00e7\u00e3o de agonia, o excelente estado de conserva\u00e7\u00e3o de tecidos moles (em invertebrados, peixes, dinossauros, pterossauros, etc.), a preserva\u00e7\u00e3o e perfeita caracteriza\u00e7\u00e3o de restos estomacais e muitas outras evid\u00eancias encontradas em in\u00fameros esp\u00e9cimes, em toda a coluna geol\u00f3gica faneroz\u00f3ica, se harmonizam com <b>curtos per\u00edodos de tempo<\/b>.<\/p>\n<p>Se este novo tempo geol\u00f3gico se ajusta ao registro f\u00f3ssil, os correspondentes processos catastr\u00f3ficos de transporte, e soterramento de incont\u00e1veis seres, apontam inequivocamente para a r\u00e1pida forma\u00e7\u00e3o do pr\u00f3prio registro estratigr\u00e1fico do faneroz\u00f3ico (gigantescas bacias sedimentares faneroz\u00f3icas). Assim, caracteriza-se o sexto fen\u00f4meno geol\u00f3gico global <b>(ver Figura 13)<\/b> \u2013 extensas e espessas deposi\u00e7\u00f5es sedimentares (especialmente aquelas identificadas em todo paleoz\u00f3ico e mesoz\u00f3ico).<\/p>\n<p>Um quadro de fen\u00f4menos geol\u00f3gicos globais, semelhante ao modelo de PRICE (2005), mas com uma geocronologia curta (<b>horas,<\/b> <b>dias, semanas e meses<\/b>), pode ser apreciado no livro <i>Uma Breve Hist\u00f3ria da Terra <\/i>(SOUZA JR., 2004). Neste mesmo livro encontram-se mais evid\u00eancias e explica\u00e7\u00f5es sobre as inconsist\u00eancias e improbabilidades de se conciliar etapas de lentas e graduais transforma\u00e7\u00f5es evolutivas \u00e0 pr\u00f3pria forma\u00e7\u00e3o do registro f\u00f3ssil ou coluna geol\u00f3gica faneroz\u00f3ica.<\/p>\n<p>O desenvolvimento de seis fen\u00f4menos geol\u00f3gicos globais, cont\u00ednuos e interligados <b>(Figura 13)<\/b>, aponta para um cen\u00e1rio mais condizente com a realidade dos fatos geol\u00f3gicos e paleontol\u00f3gicos. Um interessante modelo explicativo, do prov\u00e1vel significado da disposi\u00e7\u00e3o (mais ou menos ordenada) dos seres no registro f\u00f3ssil, poder\u00e1 ainda contribuir para uma melhor compreens\u00e3o da hist\u00f3ria faneroz\u00f3ica:<\/p>\n<ul>\n<li><i>\u201cA disposi\u00e7\u00e3o (relativamente organizada) do conte\u00fado f\u00f3ssil retrataria: a morte catastr\u00f3fica e o soterramento r\u00e1pido e ordenado dos seres (Mobilidade Diferenciada); o sepultamento cont\u00ednuo e seq\u00fcencial de plantas e animais (Flutuabilidade Seletiva), que antes viviam organizadamente distribu\u00eddos (Zoneamento Paleoecol\u00f3gico).\u201d <\/i>(SOUZA JR., 2004)<i><\/i><\/li>\n<\/ul>\n<p>Nos seis exemplos ent\u00e3o apresentados (ligados aos tr\u00eas tipos de lacunas do conhecimento cient\u00edfico), podemos ainda identificar uma correta aplica\u00e7\u00e3o da c\u00e9lebre frase \u2013 <i>O presente \u00e9 a chave do passado<\/i> \u2013 cunhada, originalmente, por Hutton e Lyell. N\u00e3o s\u00e3o os atuais fen\u00f4menos geol\u00f3gicos ordin\u00e1rios (n\u00e3o-catastr\u00f3ficos) que nos auxiliam na compreens\u00e3o da intensidade, abrang\u00eancia e cronologia dos fen\u00f4menos geol\u00f3gicos globais (n\u00e3o mais vigentes). Na verdade, <i>os atuais desastres geol\u00f3gicos (pontuais) podem constituir importante chave para a compreens\u00e3o de extraordin\u00e1rios eventos pret\u00e9ritos (globais)<\/i>. Ou seja, os exemplos I e II (presente) lan\u00e7am luz para a compreens\u00e3o dos exemplos III a VI (passado).<\/p>\n<p align=\"center\"><i><span style=\"text-decoration: underline;\">Lacunas Permanentes<\/span><\/i><\/p>\n<p>Dentre as quest\u00f5es fundamentais, que impelem a mente humana a buscar respostas convincentes, destaca-se aquela que geralmente divide as opini\u00f5es de cientistas, fil\u00f3sofos e te\u00f3logos \u2013 qual \u00e9 a origem da vida? Essa vida primordial encontra-se na base (in\u00edcio) do registro f\u00f3ssil? Provavelmente, no contexto desta importante quest\u00e3o (exemplo VII) \u00e9 onde se encontram as maiores lacunas do conhecimento (relativamente aos seis exemplos anteriores). Ou seja, tanto as <b>causas<\/b> como os <b>efeitos imediatos<\/b> est\u00e3o al\u00e9m da investiga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica. Esta situa\u00e7\u00e3o caracteriza uma lacuna permanente do conhecimento (extrema insufici\u00eancia do conhecimento cient\u00edfico).<\/p>\n<p align=\"center\"><i>Exemplo VII<\/i><\/p>\n<p>Na impossibilidade de se encontrar respostas cient\u00edficas, para a origem da vida, pesquisadores evolucionistas utilizam (consciente ou inconscientemente) arrazoados metaf\u00edsicos, geralmente mesclados com argumentos extra\u00eddos do conhecimento das caracter\u00edsticas de determinados organismos atuais \u2013 versatilidade (reprodutiva e metab\u00f3lica), funcionalidade, adaptabilidade, similaridades, etc.<\/p>\n<p>Por exemplo, na vis\u00e3o evolucionista, no que se diz respeito ao \u201cmundo pr\u00e9-bi\u00f3tico\u201d (presum\u00edveis condi\u00e7\u00f5es geol\u00f3gicas favor\u00e1veis ao surgimento da vida) \u2013 cen\u00e1rios imagin\u00e1rios, constru\u00eddos por ge\u00f3logos, paleont\u00f3logos e bi\u00f3logos \u2013 verifica-se que todo o arrazoado situa-se, predominantemente, no \u00e2mbito do naturalismo ontol\u00f3gico. \u00c0 luz desta cosmovis\u00e3o, a lacuna em quest\u00e3o ser\u00e1 ent\u00e3o preenchida, quase que exclusivamente, por conhecimento de teor fortemente filos\u00f3fico, portanto, extremamente conjectural. Este conhecimento, evidentemente, n\u00e3o-cient\u00edfico constituiria ent\u00e3o o \u201cdeus das lacunas\u201d para os cientistas evolucionistas.<\/p>\n<p>Tendo em vista que o \u201cdeus das lacunas\u201d do evolucionismo (por exemplo, o poder sem limites da sele\u00e7\u00e3o natural) \u00e9 capaz de gerar vida e toda a atual biodiversidade, sua compet\u00eancia sobrepuja, em grande medida, a pr\u00f3pria capacidade criativa humana. Portanto, estamos perante uma natureza com poderes sobre-humanos (ou super-poderes), e por que n\u00e3o, uma deusa-natureza. Deparamo-nos ent\u00e3o com uma incoerente e estranha combina\u00e7\u00e3o do naturalismo ontol\u00f3gico com uma \u201cdivindade natural\u201d.<\/p>\n<p>Neste caso, estar\u00edamos presenciando um lament\u00e1vel retorno \u00e0 diviniza\u00e7\u00e3o da pr\u00f3pria natureza? Que perigoso retrocesso! Se permitirmos que esta cosmovis\u00e3o \u201cpante\u00edsta\u201d prevale\u00e7a, estaremos ignorando, ou lan\u00e7ando por terra, o nobre e \u00e1rduo esfor\u00e7o dos pais da ci\u00eancia moderna. Na verdade, para se evitar este endeusamento dos processos naturais \u00e9 fundamental reconhecer, primeiramente, as limita\u00e7\u00f5es do pr\u00f3prio m\u00e9todo cient\u00edfico.<\/p>\n<p align=\"center\"><i><span style=\"text-decoration: underline;\">IMPORTANTES ESCLARECIMENTOS<\/span><\/i><\/p>\n<p>A insufici\u00eancia da ci\u00eancia, em explicar fen\u00f4menos pret\u00e9ritos singulares, pode ser visualizada na mais recente proposta do bi\u00f3logo alem\u00e3o Ernst Mayr (1904\u20132005). Considerado o principal acad\u00eamico darwinista do s\u00e9culo 20 (700 artigos cient\u00edficos e 25 livros produzidos ao longo de 80 anos dedicados ao evolucionismo), no final de sua intensa e extensa vida acad\u00eamica, escreveu com bastante lucidez seu \u00faltimo livro: <i>What makes biology unique? \u00a0<\/i>Nessa publica\u00e7\u00e3o, MAYR (2006), de maneira pouco ortodoxa, subdivide a <i>filosofia da biologia <\/i>em dois ramos fundamentais que, em princ\u00edpio, n\u00e3o devem ser confundidos: um pertence \u00e0 <i>biologia funcional <\/i>e o outro se refere \u00e0 <i>biologia hist\u00f3rica <\/i>(ou biologia evolucionista).<\/p>\n<p>Enquanto que na biologia funcional a experimenta\u00e7\u00e3o cient\u00edfica \u00e9 frequentemente utilizada (ci\u00eancias naturais), a biologia evolucionista \u00e9 caracterizada por cen\u00e1rios imagin\u00e1rios, narrativas hipot\u00e9ticas onde, evidentemente, a experimenta\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 apropriada (MAYR, op. cit.). Mas, se a biologia hist\u00f3rica n\u00e3o pertence ao campo do empirismo cient\u00edfico, dever\u00edamos ent\u00e3o, em princ\u00edpio, ser capazes de identificar a verdadeira fonte de conhecimentos \u2013 de natureza, evidentemente, n\u00e3o-cient\u00edfica \u2013 de onde s\u00e3o extra\u00eddos os referidos cen\u00e1rios imagin\u00e1rios. Proposi\u00e7\u00f5es filos\u00f3ficas, oriundas do naturalismo ontol\u00f3gico, caracterizam muito bem a componente n\u00e3o-cient\u00edfica da filosofia da biologia (biologia evolucionista ate\u00edsta).<\/p>\n<p>Assim, como pudemos entender nos sete exemplos aqui expostos, a proposta da geocronologia padr\u00e3o, vinculada a determinados cen\u00e1rios imagin\u00e1rios (extra\u00eddos do naturalismo ontol\u00f3gico), constituem a principal alternativa de procedimento, no processo de preenchimento das lacunas do conhecimento cient\u00edfico, por parte de cientistas evolucionistas ate\u00edstas, na explica\u00e7\u00e3o da pr\u00f3pria coluna geol\u00f3gica. Com efeito, narrativas hipot\u00e9ticas (habilmente constru\u00eddas) \u2013 mundo pr\u00e9-bi\u00f3tico anterior ao registro f\u00f3ssil, lentas mudan\u00e7as macro-evolutivas durante o pr\u00f3prio registro f\u00f3ssil, etc. \u2013 representam n\u00e3o apenas um fr\u00e1gil alicerce para os modelos das origens, mas tamb\u00e9m se mostram incompat\u00edveis com a pr\u00f3pria realidade dos fatos.<\/p>\n<p>Os preju\u00edzos, resultantes da ado\u00e7\u00e3o de uma cosmovis\u00e3o evolucionista (conhecimento cient\u00edfico <b>\u2194 <\/b>naturalismo ontol\u00f3gico) \u2013 em que determinados argumentos cient\u00edficos s\u00e3o mesclados ou complementados por conceitos derivados de uma filosofia ate\u00edsta \u2013 s\u00e3o claramente notados, como podemos verificar nas seguintes incoer\u00eancias <b>(Figura 14)<\/b>:<\/p>\n<ul>\n<li>A diviniza\u00e7\u00e3o da m\u00e3e natureza (capaz de gerar e manter a vida, com toda a sua complexidade);<\/li>\n<li>O endeusamento da pr\u00f3pria sele\u00e7\u00e3o natural (capaz de criar e manter a extraordin\u00e1ria biodiversidade);<\/li>\n<li>Para a forma\u00e7\u00e3o da coluna geol\u00f3gica, s\u00e3o atribu\u00eddos longos per\u00edodos de tempo \u2013 milh\u00f5es de anos (utilizados para caracterizar eventos catastr\u00f3ficos e cont\u00ednuos)<\/li>\n<\/ul>\n<p>Por outro lado, cientistas criacionistas \u2013 a exemplo de Isaac Newton, Robert Boyle, Adam Sedgwick, Louis Pasteur, etc. \u2013 nas quest\u00f5es sobre as origens, reconhecendo tanta a efic\u00e1cia como as limita\u00e7\u00f5es das ci\u00eancias naturais, complementam o conhecimento cient\u00edfico com conceitos e argumentos oriundos do conhecimento b\u00edblico (e vice-versa). A harmonia entre estas duas fontes de conhecimento leg\u00edtimo, certamente, n\u00e3o co\u00edbe o cientista verdadeiramente crist\u00e3o no aprofundamento de suas investiga\u00e7\u00f5es sistem\u00e1ticas do mundo natural. As extraordin\u00e1rias conquistas cient\u00edficas, alcan\u00e7adas pelos pais da ci\u00eancia moderna, est\u00e3o intimamente ligadas a duas motiva\u00e7\u00f5es principais \u2013 o progresso cient\u00edfico para honra e gl\u00f3ria de Deus e para o benef\u00edcio da humanidade.<\/p>\n<p>Na verdade, estes not\u00e1veis e nobres cientistas (criacionistas), ao promoverem o desendeusamento da natureza (t\u00e3o valorizada pela filosofia pante\u00edsta grega!), sob a forte influ\u00eancia da teologia b\u00edblica, estabeleceram definitivamente o mais importante fundamento do empirismo <span style=\"text-decoration: underline;\">racional<\/span> \u2013 <i>a<\/i> <i>experimenta\u00e7\u00e3o<\/i> \u2013 que possibilitou, a partir de ent\u00e3o, o cont\u00ednuo progresso cient\u00edfico e tecnol\u00f3gico. Ou seja, o Criador e a criatura (ser humano) refletem uma racionalidade semelhante, portanto, os seres humanos est\u00e3o aptos para compreender a ordem da cria\u00e7\u00e3o, cria\u00e7\u00e3o esta ordenada por Deus. O cientista crist\u00e3o espera ent\u00e3o encontrar um mundo natural \u2013 com um grau extremamente alto de ordem e estabilidade \u2013 acess\u00edvel e pass\u00edvel de ser compreendido, mediante a observa\u00e7\u00e3o e a experimenta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Assim, de acordo com a cosmovis\u00e3o criacionista (fundamenta-se tanto no conhecimento b\u00edblico-hist\u00f3rico como no conhecimento cient\u00edfico \u2013 <b>Figura 15<\/b>), as muitas evid\u00eancias e a plena certeza da exist\u00eancia de um Deus Criador e Mantenedor constitui o est\u00edmulo, por excel\u00eancia, \u00e0 pesquisa cient\u00edfica \u2013 no campo da biologia \u2013 n\u00e3o no sentido de se tentar criar vida em laborat\u00f3rio, mas de identificar as a\u00e7\u00f5es de uma causa inteligente, ou as in\u00fameras digitais do Criador (Designer Inteligente) no mundo dos seres vivos, desde a sua origem (exemplo VII).<\/p>\n<p>Na verdade, a mente humana est\u00e1 plenamente apta para perceber a diferen\u00e7a entre acaso e des\u00edgnio, e esta percep\u00e7\u00e3o \u2013 de import\u00e2ncia fundamental nos acontecimentos cotidianos \u2013 \u00e9 tamb\u00e9m freq\u00fcentemente utilizada na investiga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica, especialmente nas atividades de pesquisa experimental, propiciando assim o preenchimento de eventuais lacunas do conhecimento cient\u00edfico.<\/p>\n<p>J\u00e1 a narrativa b\u00edblica do dil\u00favio (A Grande Cat\u00e1strofe \u2013 SOUZA JR., 2004) \u2013 um cataclismo geol\u00f3gico de propor\u00e7\u00f5es globais \u2013 contribui com importantes informa\u00e7\u00f5es (legitimamente hist\u00f3ricas) complementares, fornecendo ainda uma cronologia <b>(horas, dias, semanas e meses)<\/b> compat\u00edvel com os eventos catastr\u00f3ficos, sucintamente, descritos nos seis primeiros exemplos apresentados no presente trabalho.<\/p>\n<p>Desta forma, essa interessante e promissora correspond\u00eancia temporal aponta para a efic\u00e1cia dos modelos criacionistas (com destaque para a geologia), que cont\u00eam uma coerente e promissora combina\u00e7\u00e3o <b>(ver Figura 15)<\/b> <b>\u2013 conhecimento b\u00edblico-hist\u00f3rico (o dil\u00favio de G\u00eanesis) \u2194 conhecimento cient\u00edfico (fen\u00f4menos geol\u00f3gicos globais) \u2013<\/b> Uma geocronologia breve, para o registro f\u00f3ssil, pode tamb\u00e9m revelar-se extremamente \u00fatil em um eventual preenchimento (parcial) de lacunas do conhecimento geol\u00f3gico, para a compreens\u00e3o da maior trag\u00e9dia ambiental da hist\u00f3ria da Terra.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p align=\"center\"><i><span style=\"text-decoration: underline;\">CONCLUS\u00c3O<\/span><\/i><\/p>\n<p>Como verificado no presente artigo, os ge\u00f3logos (confessionais ou n\u00e3o) necessariamente buscar\u00e3o outras fontes (n\u00e3o-cient\u00edficas) de conhecimento, no processo de constru\u00e7\u00e3o de modelos das origens. \u00a0Constatou-se ainda que a data\u00e7\u00e3o radiom\u00e9trica (ou a geocronologia padr\u00e3o) se isola duplamente: no contexto dos sete exemplos ent\u00e3o apresentados (sejam lacunas provis\u00f3rias ou parcialmente permanentes); no que se refere \u00e0s evid\u00eancias dos seis fen\u00f4menos geol\u00f3gicos globais. Espera-se que, com o progresso do conhecimento cient\u00edfico, a geocronologia padr\u00e3o venha a se revelar apenas como uma importante ferramenta para a caracteriza\u00e7\u00e3o da idade relativa \u2013 posi\u00e7\u00e3o estratigr\u00e1fica das rochas e correspondentes f\u00f3sseis.<\/p>\n<p>A persist\u00eancia em atribuir idades absolutas aos valores supostamente temporais da geocronologia \u201cpadr\u00e3o\u201d, somente contribuir\u00e1 para obstaculizar, por mais tempo (preju\u00edzo incalcul\u00e1vel!), novas e reveladoras descobertas no campo das geoci\u00eancias. Mesmo com os obst\u00e1culos promovidos pela data\u00e7\u00e3o radiom\u00e9trica, certamente, a atividade incessante e honesta de muitos cientistas resultar\u00e1 em eventuais avan\u00e7os, na obten\u00e7\u00e3o do aut\u00eantico conhecimento dos fen\u00f4menos geol\u00f3gicos. No entanto, essas mesmas descobertas (moldadas pela geocronologia \u201cpadr\u00e3o\u201d) dificultar\u00e3o cada vez mais a compreens\u00e3o contextual e a constru\u00e7\u00e3o de modelos leg\u00edtimos, no \u00e2mbito da geologia, com uma interfer\u00eancia proporcionalmente prejudicial de conceitos e argumentos metaf\u00edsicos, afastando ainda mais a pr\u00f3pria geologia da realidade dos fatos.<\/p>\n<p>Sob outra perspectiva, uma geocronologia curta promover\u00e1 a constru\u00e7\u00e3o de modelos geol\u00f3gicos muito mais coerentes, abrindo ainda novos horizontes para promissoras e in\u00e9ditas descobertas. A geocronologia b\u00edblica do dil\u00favio, no contexto de uma narrativa simples, mas coerente (G\u00eanesis 7 e 8), \u00e9 extraordinariamente auspiciosa Ou seja, a coerente e vantajosa associa\u00e7\u00e3o dos conhecimentos oriundos de duas confi\u00e1veis fontes de informa\u00e7\u00e3o \u2013 a geologia e a B\u00edblia \u2013 nos possibilita construir, com razo\u00e1vel precis\u00e3o, a recente e conturbada hist\u00f3ria da vida, ou do faneroz\u00f3ico, em nosso planeta.<\/p>\n<p>Interessante \u00e9 notar que Sedgwick \u2013 historicamente respons\u00e1vel pelo lan\u00e7amento das bases cient\u00edficas da geologia (contribuiu para as defini\u00e7\u00f5es do \u201cCambriano\u201d e do \u201cDevoniano\u201d) \u2013 tenha sido um criacionista que acreditava no dil\u00favio de G\u00eanesis ou nas evid\u00eancias geol\u00f3gicas de cat\u00e1strofes s\u00fabitas. Para este ilustre ge\u00f3logo brit\u00e2nico, os estratos sedimentares haviam sido depositados por \u00e1guas catastr\u00f3ficas.<\/p>\n<p>Sedgwick foi professor de geologia na prestigiada Universidade de Cambridge e presidente da Sociedade Geol\u00f3gica de Londres. Como aut\u00eantico criacionista, sentia-se \u00e0 vontade para associar a geologia \u00e0 \u00e9tica e \u00e0 narrativa b\u00edblica de G\u00eanesis 7 e 8. Charles Darwin, disc\u00edpulo de Sedgwick, infelizmente, desconsiderou os preciosos ensinamentos cient\u00edficos do grande mestre, o qual, consternado, se sentiu no dever de criticar publicamente o modelo de evolu\u00e7\u00e3o de seu ex-aluno. Hoje, ap\u00f3s 153 anos, \u00e0 luz do conhecimento geol\u00f3gico dispon\u00edvel, temos que admitir que Sedgwick estava coberto de raz\u00e3o.<\/p>\n<p align=\"center\"><i><span style=\"text-decoration: underline;\">BIBLIOGRAFIA<\/span><\/i><\/p>\n<p>GUDMUNDSSON, M. et.al. \u2013 <a href=\"http:\/\/www.nature.com\/srep\/2012\/120813\/srep00572\/full\/srep00572.html\"><i>Ash generation and distribution from the April-May 2010 eruption of Eyjafjallaj\u00f6kull, Iceland.<\/i><\/a><i> <\/i>Scientific Reports 2, Article number: 572 doi: 10.1038\/srep00572. 2012.<\/p>\n<p>MAYR, E. \u2013\u00a0<em>Biologia, Ci\u00eancia \u00danica<\/em>\u00a0\u2013 Editora Schwarcz LTDA (Companhia da Letras), SP, 266 p. 2006<\/p>\n<p>OROIAN, I. \u2013 <i>Eyjafjallaj\u00f6kull Volcano Eruption \u2013 A Brief Approach. <\/i>ProEnvironment 3 (2010) 5 \u2013 8. 2010.<\/p>\n<p>PRICE, N. J. \u2013\u00a0<em>Major Impacts and Plate Tectonics: A model for the Phanerozoic evolution of the Earth\u2019s lithosphere<\/em>\u00a0\u2013 Taylor &amp; Francis e-Library, 346 p. 2005.<\/p>\n<p>SNELLING, A. A.\u00a0\u2013\u00a0&#8220;Excess Argon&#8221;: The &#8220;Archilles&#8217; Heel&#8221; of Potassium-Argon and Argon-Argon &#8220;Dating&#8221; of Volcanic Rocks. <i>Acts &amp; Facts<\/i>. 28 (1). 1999<\/p>\n<p>SOUZA JR, N. N. \u2013 <i>Fei\u00e7\u00f5es Lito-Estruturais de Interesse Geol\u00f3gico e Geot\u00e9cnico em Maci\u00e7os Bas\u00e1lticos<\/i>. Disserta\u00e7\u00e3o de Mestrado. EESC-USP, 183p. 1986.<\/p>\n<p>SOUZA JR., N. N. \u2013 <i>O \u201cEntablamento\u201d em Derrames Bas\u00e1lticos da Bacia do Paran\u00e1: Aspectos Gen\u00e9ticos e Caracteriza\u00e7\u00e3o Geot\u00e9cnica.<\/i> Tese de Doutoramento. EESC-USP, 257p. 1992.<\/p>\n<p>SOUZA JR, N. N. \u2013\u00a0<em>Uma Breve Hist\u00f3ria da Terra.<\/em>\u00a0Sociedade Criacionista Brasileira, Bras\u00edlia (DF), 2\u00aa edi\u00e7\u00e3o, 207p. 2004.<\/p>\n<p>SIGMUNDSSON, F.; S\u00c6MUNDSSON, K. &#8211; <i>Iceland: a window on North-Atlantic divergent plate tectonics and geologic processes<\/i>. Episodes, Vol. 31, No. 1.\u00a0 2008<\/p>\n<p>THORDARSON, T.; LARSEN G. \u2013 <i>Volcanism in Iceland in historical\u00a0 time: Volcano types, eruption styles and eruptive history.<\/i> Journal of Geodynamics 43 (118\u2013152). 2007.<\/p>\n<p>THIEDE, D. S.; VASCONCELOS, P. M. \u2013 <i>Paran\u00e1 flood basalts: Rapid extrusion hypothesis confirmed by new <sup>40<\/sup>Ar \/ <sup>39<\/sup>Ar results.<\/i> <i>Geology, <\/i>v.\u00a038, p.747-750. 2010<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>FIGURAS:<\/p>\n<div id=\"attachment_671\" style=\"width: 773px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"http:\/\/www.evidenciasonline.org\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/1.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-671\" class=\"size-full wp-image-671\" alt=\"Figura 1 \u2013 Sistemas de fissuras e edif\u00edcios vulc\u00e2nicos (Isl\u00e2ndia). Notar \u00e1rea ocupada (branco) pelos basaltos terci\u00e1rios.\" src=\"http:\/\/www.evidenciasonline.org\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/1.png\" width=\"763\" height=\"618\" srcset=\"https:\/\/www.evidenciasonline.org\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/1.png 763w, https:\/\/www.evidenciasonline.org\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/1-300x242.png 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 763px) 100vw, 763px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-671\" class=\"wp-caption-text\">Figura 1 \u2013 Sistemas de fissuras e edif\u00edcios vulc\u00e2nicos (Isl\u00e2ndia). Notar \u00e1rea ocupada (branco) pelos basaltos terci\u00e1rios.<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div id=\"attachment_672\" style=\"width: 790px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"http:\/\/www.evidenciasonline.org\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/2.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-672\" class=\"size-full wp-image-672\" alt=\"Figura 2 \u2013 Erup\u00e7\u00e3o catastr\u00f3fica do Vulc\u00e3o Eyjafjallaj\u00f6kull (Isl\u00e2ndia)\" src=\"http:\/\/www.evidenciasonline.org\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/2.png\" width=\"780\" height=\"581\" srcset=\"https:\/\/www.evidenciasonline.org\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/2.png 780w, https:\/\/www.evidenciasonline.org\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/2-300x223.png 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 780px) 100vw, 780px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-672\" class=\"wp-caption-text\">Figura 2 \u2013 Erup\u00e7\u00e3o catastr\u00f3fica do Vulc\u00e3o Eyjafjallaj\u00f6kull (Isl\u00e2ndia)<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div id=\"attachment_673\" style=\"width: 531px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"http:\/\/www.evidenciasonline.org\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/3.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-673\" class=\"size-full wp-image-673\" alt=\"Figura 3 \u2013 Resqu\u00edcios da grande fissura Laki (Isl\u00e2ndia), ativada em 1783\/1784.\" src=\"http:\/\/www.evidenciasonline.org\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/3.png\" width=\"521\" height=\"670\" srcset=\"https:\/\/www.evidenciasonline.org\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/3.png 521w, https:\/\/www.evidenciasonline.org\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/3-233x300.png 233w\" sizes=\"auto, (max-width: 521px) 100vw, 521px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-673\" class=\"wp-caption-text\">Figura 3 \u2013 Resqu\u00edcios da grande fissura Laki (Isl\u00e2ndia), ativada em 1783\/1784.<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div id=\"attachment_674\" style=\"width: 552px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"http:\/\/www.evidenciasonline.org\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/4.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-674\" class=\"size-full wp-image-674\" alt=\"Figura 4 \u2013 Configura\u00e7\u00e3o aproximada do Grande Continente Pangeia, com destaque para a por\u00e7\u00e3o sul (Gondwana)\" src=\"http:\/\/www.evidenciasonline.org\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/4.png\" width=\"542\" height=\"536\" srcset=\"https:\/\/www.evidenciasonline.org\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/4.png 542w, https:\/\/www.evidenciasonline.org\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/4-300x296.png 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 542px) 100vw, 542px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-674\" class=\"wp-caption-text\">Figura 4 \u2013 Configura\u00e7\u00e3o aproximada do Grande Continente Pangeia, com destaque para a por\u00e7\u00e3o sul (Gondwana)<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div id=\"attachment_675\" style=\"width: 558px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"http:\/\/www.evidenciasonline.org\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/5.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-675\" class=\"size-full wp-image-675\" alt=\"Figura 5 \u2013 Prov\u00edncia Paran\u00e1\/Etendeka (LIP): destaque para a Forma\u00e7\u00e3o Serra Geral (territ\u00f3rio brasileiro).\" src=\"http:\/\/www.evidenciasonline.org\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/5.png\" width=\"548\" height=\"656\" srcset=\"https:\/\/www.evidenciasonline.org\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/5.png 548w, https:\/\/www.evidenciasonline.org\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/5-250x300.png 250w\" sizes=\"auto, (max-width: 548px) 100vw, 548px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-675\" class=\"wp-caption-text\">Figura 5 \u2013 Prov\u00edncia Paran\u00e1\/Etendeka (LIP): destaque para a Forma\u00e7\u00e3o Serra Geral (territ\u00f3rio brasileiro).<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div id=\"attachment_676\" style=\"width: 932px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"http:\/\/www.evidenciasonline.org\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/6.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-676\" class=\"size-full wp-image-676\" alt=\"Figura 6 \u2013 Principais representa\u00e7\u00f5es (em vermelho) das Grandes Prov\u00edncias \u00cdgneas (LIPs): manifesta\u00e7\u00f5es vulc\u00e2nicas extraordin\u00e1rias (associadas a impactos de meteoritos) desenvolvidas durante a Grande Cat\u00e1strofe.\" src=\"http:\/\/www.evidenciasonline.org\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/6.png\" width=\"922\" height=\"508\" srcset=\"https:\/\/www.evidenciasonline.org\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/6.png 922w, https:\/\/www.evidenciasonline.org\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/6-300x165.png 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 922px) 100vw, 922px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-676\" class=\"wp-caption-text\">Figura 6 \u2013 Principais representa\u00e7\u00f5es (em vermelho) das Grandes Prov\u00edncias \u00cdgneas (LIPs): manifesta\u00e7\u00f5es vulc\u00e2nicas extraordin\u00e1rias (associadas a impactos de meteoritos) desenvolvidas durante a Grande Cat\u00e1strofe.<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div id=\"attachment_677\" style=\"width: 913px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"http:\/\/www.evidenciasonline.org\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/7.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-677\" class=\"size-full wp-image-677\" alt=\"Figura 7 \u2013 O Grande Bombardeamento: chuva de meteoritos durante o faneroz\u00f3ico, respons\u00e1vel pela remodela\u00e7\u00e3o da superf\u00edcie dos corpos do Sistema Solar, especialmente do sistema Terra-Lua.\" src=\"http:\/\/www.evidenciasonline.org\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/7.png\" width=\"903\" height=\"665\" srcset=\"https:\/\/www.evidenciasonline.org\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/7.png 903w, https:\/\/www.evidenciasonline.org\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/7-300x220.png 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 903px) 100vw, 903px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-677\" class=\"wp-caption-text\">Figura 7 \u2013 O Grande Bombardeamento: chuva de meteoritos durante o faneroz\u00f3ico, respons\u00e1vel pela remodela\u00e7\u00e3o da superf\u00edcie dos corpos do Sistema Solar, especialmente do sistema Terra-Lua.<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div id=\"attachment_678\" style=\"width: 857px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"http:\/\/www.evidenciasonline.org\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/8.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-678\" class=\"size-full wp-image-678\" alt=\"Figura 8 \u2013 A extraordin\u00e1ria \u201cProv\u00edncia Atl\u00e2ntica\u201d, formada a partir do extravasamento de gigantescos volumes de lavas, oriundas de um hiper-vulc\u00e3o linear (cordilheira meso-atl\u00e2ntica)\" src=\"http:\/\/www.evidenciasonline.org\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/8.png\" width=\"847\" height=\"493\" srcset=\"https:\/\/www.evidenciasonline.org\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/8.png 847w, https:\/\/www.evidenciasonline.org\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/8-300x174.png 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 847px) 100vw, 847px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-678\" class=\"wp-caption-text\">Figura 8 \u2013 A extraordin\u00e1ria \u201cProv\u00edncia Atl\u00e2ntica\u201d, formada a partir do extravasamento de gigantescos volumes de lavas, oriundas de um hiper-vulc\u00e3o linear (cordilheira meso-atl\u00e2ntica)<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div id=\"attachment_679\" style=\"width: 897px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"http:\/\/www.evidenciasonline.org\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/9.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-679\" class=\"size-full wp-image-679\" alt=\"Figura 9 \u2013 Dorsais ou cordilheiras meso-oce\u00e2nicas: rede de hiper-vulc\u00f5es lineares (65.000 km), fornecedores de colossais volumes de lava bas\u00e1ltica, para a forma\u00e7\u00e3o da pr\u00f3pria crosta oce\u00e2nica.\" src=\"http:\/\/www.evidenciasonline.org\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/9.png\" width=\"887\" height=\"434\" srcset=\"https:\/\/www.evidenciasonline.org\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/9.png 887w, https:\/\/www.evidenciasonline.org\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/9-300x146.png 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 887px) 100vw, 887px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-679\" class=\"wp-caption-text\">Figura 9 \u2013 Dorsais ou cordilheiras meso-oce\u00e2nicas: rede de hiper-vulc\u00f5es lineares (65.000 km), fornecedores de colossais volumes de lava bas\u00e1ltica, para a forma\u00e7\u00e3o da pr\u00f3pria crosta oce\u00e2nica.<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div id=\"attachment_680\" style=\"width: 891px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"http:\/\/www.evidenciasonline.org\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/10.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-680\" class=\"size-full wp-image-680\" alt=\"Figura 10 \u2013 Ilustra\u00e7\u00e3o de megatsunamis: um dos agentes respons\u00e1veis pelo transporte e deposi\u00e7\u00e3o de grandes volumes de materiais sedimentares, juntamente com seu conte\u00fado org\u00e2nico (f\u00f3sseis)\" src=\"http:\/\/www.evidenciasonline.org\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/10.png\" width=\"881\" height=\"597\" srcset=\"https:\/\/www.evidenciasonline.org\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/10.png 881w, https:\/\/www.evidenciasonline.org\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/10-300x203.png 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 881px) 100vw, 881px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-680\" class=\"wp-caption-text\">Figura 10 \u2013 Ilustra\u00e7\u00e3o de megatsunamis: um dos agentes respons\u00e1veis pelo transporte e deposi\u00e7\u00e3o de grandes volumes de materiais sedimentares, juntamente com seu conte\u00fado org\u00e2nico (f\u00f3sseis)<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div id=\"attachment_697\" style=\"width: 890px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"http:\/\/www.evidenciasonline.org\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/11.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-697\" class=\"size-full wp-image-697\" alt=\"Figura 11 \u2013 Tronco de \u00e1rvore fossilizada, entre dois derrames bas\u00e1lticos \u2013 GRC \u2013 Hwy-14 \u2013 margem direita do Rio Col\u00fambia, Washington (EUA). Notar corte transversal do tronco\" src=\"http:\/\/www.evidenciasonline.org\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/11.jpg\" width=\"880\" height=\"608\" srcset=\"https:\/\/www.evidenciasonline.org\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/11.jpg 880w, https:\/\/www.evidenciasonline.org\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/11-300x207.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 880px) 100vw, 880px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-697\" class=\"wp-caption-text\">Figura 11 \u2013 Tronco de \u00e1rvore fossilizada, entre dois derrames bas\u00e1lticos \u2013 GRC \u2013 Hwy-14 \u2013 margem direita do Rio Col\u00fambia, Washington (EUA). Notar corte transversal do tronco<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div id=\"attachment_695\" style=\"width: 910px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"http:\/\/www.evidenciasonline.org\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/12.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-695\" class=\"size-full wp-image-695\" alt=\"Figura 12 \u2013 F\u00f3sseis de peixes (\u00faltima refei\u00e7\u00e3o n\u00e3o conclu\u00edda) e um ictiossauro f\u00eamea (filhote acaba de nascer): evid\u00eancias de morte s\u00fabita e r\u00e1pido soterramento\" src=\"http:\/\/www.evidenciasonline.org\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/12.jpg\" width=\"900\" height=\"497\" srcset=\"https:\/\/www.evidenciasonline.org\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/12.jpg 900w, https:\/\/www.evidenciasonline.org\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/12-300x165.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 900px) 100vw, 900px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-695\" class=\"wp-caption-text\">Figura 12 \u2013 F\u00f3sseis de peixes (\u00faltima refei\u00e7\u00e3o n\u00e3o conclu\u00edda) e um ictiossauro f\u00eamea (filhote acaba de nascer): evid\u00eancias de morte s\u00fabita e r\u00e1pido soterramento<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div id=\"attachment_683\" style=\"width: 873px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"http:\/\/www.evidenciasonline.org\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/13.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-683\" class=\"size-full wp-image-683\" alt=\"Figura 13 \u2013 Fen\u00f4menos Geol\u00f3gicos Globais e Interligados:                 A Grande Cat\u00e1strofe (Dil\u00favio de G\u00eanesis)\" src=\"http:\/\/www.evidenciasonline.org\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/13.png\" width=\"863\" height=\"525\" srcset=\"https:\/\/www.evidenciasonline.org\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/13.png 863w, https:\/\/www.evidenciasonline.org\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/13-300x182.png 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 863px) 100vw, 863px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-683\" class=\"wp-caption-text\">Figura 13 \u2013 Fen\u00f4menos Geol\u00f3gicos Globais e Interligados: A Grande Cat\u00e1strofe (Dil\u00favio de G\u00eanesis)<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div id=\"attachment_684\" style=\"width: 767px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"http:\/\/www.evidenciasonline.org\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/14.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-684\" class=\"size-full wp-image-684\" alt=\"Figura 14 - EVOLUCIONISMO: Cosmovis\u00e3o em que ocorrem associa\u00e7\u00f5es intuitivas ou intencionais entre o conhecimento cient\u00edfico (ci\u00eancias naturais), o conhecimento filos\u00f3fico (naturalismo ontol\u00f3gico) e a \u201csele\u00e7\u00e3o natural\u201d (poderoso agente criador e mantenedor).\" src=\"http:\/\/www.evidenciasonline.org\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/14.png\" width=\"757\" height=\"650\" srcset=\"https:\/\/www.evidenciasonline.org\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/14.png 757w, https:\/\/www.evidenciasonline.org\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/14-300x257.png 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 757px) 100vw, 757px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-684\" class=\"wp-caption-text\">Figura 14 &#8211; EVOLUCIONISMO: Cosmovis\u00e3o em que ocorrem associa\u00e7\u00f5es intuitivas ou intencionais entre o conhecimento cient\u00edfico (ci\u00eancias naturais), o conhecimento filos\u00f3fico (naturalismo ontol\u00f3gico) e a \u201csele\u00e7\u00e3o natural\u201d (poderoso agente criador e mantenedor).<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div id=\"attachment_685\" style=\"width: 789px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"http:\/\/www.evidenciasonline.org\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/15.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-685\" class=\"size-full wp-image-685\" alt=\"Figura 15 - CRIACIONISMO: Cosmovis\u00e3o em que ocorrem associa\u00e7\u00f5es intuitivas ou intencionais entre o conhecimento b\u00edblico-hist\u00f3rico, o conhecimento de Deus (atua\u00e7\u00e3o natural e sobrenatural) e o conhecimento da natureza (nos seus aspectos cient\u00edficos e est\u00e9ticos).\" src=\"http:\/\/www.evidenciasonline.org\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/15.png\" width=\"779\" height=\"669\" srcset=\"https:\/\/www.evidenciasonline.org\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/15.png 779w, https:\/\/www.evidenciasonline.org\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/15-300x257.png 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 779px) 100vw, 779px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-685\" class=\"wp-caption-text\">Figura 15 &#8211; CRIACIONISMO: Cosmovis\u00e3o em que ocorrem associa\u00e7\u00f5es intuitivas ou intencionais entre o conhecimento b\u00edblico-hist\u00f3rico, o conhecimento de Deus (atua\u00e7\u00e3o natural e sobrenatural) e o conhecimento da natureza (nos seus aspectos cient\u00edficos e est\u00e9ticos).<\/p><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As lacunas do conhecimento cient\u00edfico: uma contribui\u00e7\u00e3o da geologia Autor:\u00a0Nahor\u00a0Neves de Souza Junior (Cap\u00edtulo 11) Publicado:\u00a0Livro\u00a0&#8220;Criacionismo no S\u00e9culo 21 &#8211; Uma Abordagem Multidisciplinar&#8221;. 1\u00aa Edi\u00e7\u00e3o (CePLiB-SALT\/IAENE), Cachoeira (BA), p.\u00a0259-293. 2013 Resumo: A metodologia cient\u00edfica \u2013 eficaz ferramenta utilizada por dedicados e talentosos pesquisadores, em busca da verdade \u2013 t\u00eam suas limita\u00e7\u00f5es. 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