{"id":615,"date":"2011-06-22T14:26:56","date_gmt":"2011-06-22T14:26:56","guid":{"rendered":"http:\/\/www.evidenciasonline.org\/?page_id=615"},"modified":"2013-11-26T13:03:11","modified_gmt":"2013-11-26T13:03:11","slug":"quando-a-crosta-da-terra-explode","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/www.evidenciasonline.org\/?page_id=615","title":{"rendered":"Quando a crosta da Terra explode"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right;\"><em>M. Elaine Kennedy, Ph.D.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">Voc\u00ea mora na Calif\u00f3rnia e se orgulha de seu belo lar. De l\u00e1 se tem uma vista das \u00e1guas azuis do Oceano Pac\u00edfico. Numa tarde ensolarada, voc\u00ea est\u00e1 sentado em sua cadeira favorita na varanda, observando as ondas espumosas batendo ritmicamente, ora com gentileza, ora com estrondo. O r\u00e1dio toca sua m\u00fasica preferida e a vida parece calma, pl\u00e1cida e apraz\u00edvel. Subitamente, a transmiss\u00e3o \u00e9 interrompida. Um sistema de aviso de emerg\u00eancia entra em opera\u00e7\u00e3o. Uma poss\u00edvel erup\u00e7\u00e3o vulc\u00e2nica, acompanhada por um terremoto na borda do oceano parece iminente, e pede-se que voc\u00ea e seus vizinhos se transfiram para um lugar mais seguro.<\/p>\n<p>Fic\u00e7\u00e3o? N\u00e3o mais. O soar de atividade vulc\u00e2nica e s\u00edsmica \u00e9 sentido em volta do cintur\u00e3o do Oceano Pac\u00edfico. Vulcanologistas, com o aux\u00edlio da moderna tecnologia, s\u00e3o capazes de vigiar vulc\u00f5es adormecidos e ativos na borda do Pac\u00edfico, identificar indicadores de atividade maior que possa levar a erup\u00e7\u00f5es e alertar em tempo as comunidades que vivem ao longo da costa do Pac\u00edfico.<\/p>\n<p>Uma compreens\u00e3o melhor dos processos abaixo da superf\u00edcie podem tamb\u00e9m aumentar a capacidade de previs\u00e3o dos vulcanologistas. Mas compreender estes processos n\u00e3o responde \u00e0 crucial pergunta humana: \u201cPor que isso acontece?\u201d S\u00e3o necess\u00e1rias outras fontes de informa\u00e7\u00e3o para ajudar-nos a lidar com o problema. A resposta permanece especulativa, mas alguma informa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica sobre os processos que produzem parte da rocha em fus\u00e3o no interior da Terra pode ajudar. Visto que h\u00e1 um cintur\u00e3o vulc\u00e2nico em volta do Pac\u00edfico, este artigo come\u00e7ar\u00e1 por um estudo daquela regi\u00e3o.<\/p>\n<h3><strong>O c\u00edrculo de fogo<\/strong><\/h3>\n<p><strong> <\/strong><\/p>\n<p>Ao longo das margens do Pac\u00edfico h\u00e1 trincheiras profundas. O ch\u00e3o do Oceano Pac\u00edfico afunda nestas trincheiras e desliza debaixo das rochas que formam a crosta continental. Este processo \u00e9 conhecido como subdu\u00e7\u00e3o,1 e os vulcanologistas sugerem que este processo de subdu\u00e7\u00e3o produz o material b\u00e1sico para a maior parte do vulcanismo que circunda o Oceano Pac\u00edfico, da\u00ed a frase \u201cC\u00edrculo de Fogo\u201d. A placa oce\u00e2nica subdutora arrasta \u00e1gua do mar e algum material da crosta. Quanto mais para o fundo esse material \u00e9 arrastado, tanto mais altas as temperaturas e press\u00f5es em volta das rochas. Finalmente, os gases produzidos pela \u00e1gua do mar e o material da crosta provocam a fus\u00e3o da placa que afundou e do manto superior.2 A rocha fundida ou magma come\u00e7a ent\u00e3o a subir atrav\u00e9s da crosta continental, gerando novas fraturas e falhas e incorporando material adicional da crosta \u00e0 medida que desliza.3<\/p>\n<p>Quando as rochas da crosta se derretem, alguns tipos de rocha se decomp\u00f5em quimicamente e liberam gases como di\u00f3xido de carbono e di\u00f3xido de enxofre. O magma que sobe pode misturar-se com magmas de outras fontes, que tamb\u00e9m produzem gases. Os gases aumentam a press\u00e3o dentro do magma e diminuem sua densidade, o que ajuda no movimento ascendente das rochas fundidas atrav\u00e9s das falhas.4 Contudo, rocha derretida movendo-se ao longo de fraturas n\u00e3o indica que um vulc\u00e3o est\u00e1 para explodir. Os vulcanologistas buscam indicadores espec\u00edficos de atividade vulc\u00e2nica iminente.<\/p>\n<h3><strong>Precursores de uma erup\u00e7\u00e3o<\/strong><\/h3>\n<p><strong> <\/strong><\/p>\n<p>Os dados sobre vulc\u00f5es s\u00e3o coletados em todo o mundo porque os cientistas querem saber quando a pr\u00f3xima erup\u00e7\u00e3o vai ocorrer. Uma informa\u00e7\u00e3o que parece muito \u00fatil inclui atividade s\u00edsmica (terremotos) e os tipos de gases que s\u00e3o emitidos. Gases comuns liberados por rachaduras vulc\u00e2nicas e crateras incluem di\u00f3xido de enxofre, mon\u00f3xido de carbono, di\u00f3xido de carbono, sulfureto de hidrog\u00eanio e vapor de \u00e1gua.5 A atividade s\u00edsmica aumenta dramaticamente antes de uma erup\u00e7\u00e3o. Essa atividade \u00e9 por volta de 4 graus ou menos na escala Richter; todavia, terremotos de maior intensidade podem ocorrer com bastante barulho, liq\u00fcefa\u00e7\u00e3o, etc.6 \u00c0 medida que as press\u00f5es sobem dentro do magma por causa da incorpora\u00e7\u00e3o de gases das rochas das costas adjacentes, a probabilidade de que haver\u00e1 uma erup\u00e7\u00e3o aumenta.7<\/p>\n<h3><strong>A erup\u00e7\u00e3o<\/strong><\/h3>\n<p><strong> <\/strong><\/p>\n<p>A erupc\u00e3o ocorre quando a press\u00e3o no magma excede a press\u00e3o exercida pelo peso das rochas superiores. Fortes estrondos e terremotos freq\u00fcentemente precedem e acompanham a eje\u00e7\u00e3o de lava, rochas incandescentes, gases e cinza.8 Quando ocorre uma erup\u00e7\u00e3o, muitas pessoas est\u00e3o interessadas n\u00e3o somente no que aconteceu mas tamb\u00e9m perguntam: \u201cPor que isso aconteceu?\u201d<\/p>\n<h3><strong>Perspectiva crist\u00e3<\/strong><\/h3>\n<p><strong> <\/strong><\/p>\n<p>Dentro de comunidades religiosas, terremotos e erup\u00e7\u00f5es vulc\u00e2nicas t\u00eam despertado interesse visto que eles t\u00eam sido considerados como \u201catos de Deus\u201d. Alguns pensam que, no passado, as pessoas atribu\u00edam a atividade de vulc\u00f5es e terremotos a Deus ou a maus esp\u00edritos por ignor\u00e2ncia, mas o Livro de J\u00f3 deixa claro que tanto Satan\u00e1s como Deus operam nos dom\u00ednios da natureza (J\u00f3 1:6-12). Agora que se sabe mais acerca dos processos envolvidos em erup\u00e7\u00f5es, as pessoas n\u00e3o mais consideram tal atividade como uma interven\u00e7\u00e3o divina ou m\u00edstica. A comunidade crist\u00e3 reconhece a dificuldade de saber como e quando Deus poderia usar processos naturais em Seu des\u00edgnio (ver Mateus 21:18-22; Lucas 13:4, 5). Pensar que sabemos como algo funciona n\u00e3o significa que Deus n\u00e3o esteja envolvido no momento do evento ou processo. O conceito \u00e9 dif\u00edcil, j\u00e1 que n\u00e3o conhecemos a mente de Deus. N\u00e3o sabemos se alguns ou todos os eventos incluem a interven\u00e7\u00e3o divina ou se a maioria \u00e9 apenas um processo que ocorre ao acaso em nosso mundo. O fato de n\u00e3o termos conhecimento deste t\u00f3pico deve levar-nos a ser cautelosos com nossos coment\u00e1rios sobre acontecimentos e ju\u00edzos do fim do mundo (ver Marcos 13:8; Lucas 21:9-11, 25-28).<\/p>\n<h3><strong>Vulcanismo durante o dil\u00favio de G\u00eanesis<\/strong><\/h3>\n<p><strong> <\/strong><\/p>\n<p>H\u00e1 outro aspecto do vulcanismo que devia ser considerado sob o ponto de vista b\u00edblico, crist\u00e3o. As rochas continentais e oce\u00e2nicas cont\u00eam evid\u00eancias de vulcanismo. Os adventistas do s\u00e9timo dia cr\u00eaem que a maior parte desta evid\u00eancia est\u00e1 relacionada com o dil\u00favio de G\u00eanesis. A inclus\u00e3o do vulcanismo no fen\u00f4meno do dil\u00favio aumenta a complexidade e devasta\u00e7\u00e3o daquele evento. (Ver p\u00e1g. 15). Fluxos extensos de basalto tais como nos trapes da Sib\u00e9ria, do Decan na \u00cdndia, os basaltos do Paran\u00e1, no Brasil, e os basaltos do Rio Col\u00fambia no noroeste dos Estados Unidos, podem ter come\u00e7ado durante o dil\u00favio de G\u00eanesis ou perto do seu fim. Al\u00e9m disso, extensas camadas de cinza vulc\u00e2nica se acham entremeadas em camadas de rochas da crosta terrestre.<\/p>\n<p>Durante as discuss\u00f5es sobre o dil\u00favio b\u00edblico, os crist\u00e3os comentam sobre o poder destruidor das \u00e1guas do dil\u00favio, mas raramente fazem refer\u00eancia \u00e0 devasta\u00e7\u00e3o relacionada com vulc\u00f5es e terremotos que acompanharam o acontecimento. \u00c0 medida que os cientistas crist\u00e3os continuam a estudar as evid\u00eancias geol\u00f3gicas, percebem cada vez mais as complexidades do dil\u00favio de G\u00eanesis.<\/p>\n<h3><strong>Conclus\u00e3o<\/strong><\/h3>\n<p><strong> <\/strong><\/p>\n<p>Realmente, muito pouco se sabe dos processos profundos que contribuem para o vulcanismo. A maior parte das teorias desenvolve-se a partir de medidas de superf\u00edcie. Ao tentar estudar estes processos, os vulcanologistas esperam poder explicar por que ocorrem as erup\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Dentro da comunidade crist\u00e3, h\u00e1 o reconhecimento de um poder al\u00e9m dos processos f\u00edsicos e qu\u00edmicos observados na natureza. A interpreta\u00e7\u00e3o b\u00edblica de vulc\u00f5es, terremotos e dil\u00favios como ju\u00edzos faz com que os crist\u00e3os questionem a natureza aleat\u00f3ria dos acontecimentos. Muitos crist\u00e3os consideram a maioria dos desastres naturais como acontecimentos aleat\u00f3rios, parte de um mundo pecaminoso. A perspectiva b\u00edblica liga esses acontecimentos com o fim do mundo, e sua ocorr\u00eancia devia fortalecer nossa f\u00e9 na segunda vinda de Jesus. Um aumento s\u00fabito e not\u00e1vel na fre-q\u00fc\u00eancia de calamidades naturais \u00e9 predito para o per\u00edodo justamente antes da volta de Cristo. Embora amigos e parentes possam perecer durante esses desastres, os crist\u00e3o t\u00eam f\u00e9 no amor imperec\u00edvel do Pai por Seus filhos. Esses processos nos fazem lembrar da grandeza do poder de Deus e de Sua capacidade para controlar as for\u00e7as da natureza.<\/p>\n<table border=\"0\" cellspacing=\"0\" cellpadding=\"0\" width=\"100%\">\n<tbody>\n<tr>\n<td>\n<h4><strong>Ellen G. White escreve sobre vulcanismo e   terremotos<\/strong><\/h4>\n<p>Ellen White fez v\u00e1rios coment\u00e1rios sobre atividade   vulc\u00e2nica e terremotos.* Uma das declara\u00e7\u00f5es mais completas, inclu\u00edda num   livro publicado em 1890, \u00e9 esta: \u201cNesse tempo imensas florestas foram   sepultadas. Estas foram depois transformadas em carv\u00e3o, formando as extensas   camadas carbon\u00edferas que hoje existem, e tamb\u00e9m fornecendo grande quantidade   de \u00f3leo. O carv\u00e3o e o \u00f3leo freq\u00fcentemente se acendem e queimam debaixo da   superf\u00edcie da Terra. Assim as rochas s\u00e3o aquecidas, queimada a pedra de cal,   e derretido o min\u00e9rio de ferro. A a\u00e7\u00e3o da \u00e1gua sobre a cal aumenta a f\u00faria do   intenso calor, e determina os terremotos, vulc\u00f5es e violentas erup\u00e7\u00f5es. Vindo   o fogo e a \u00e1gua em contato com as camadas de pedra e min\u00e9rio, h\u00e1 violentas   explos\u00f5es subterr\u00e2neas, as quais repercutem como soturnos trov\u00f5es. O ar se   acha quente e sufocante. Seguem-se erup\u00e7\u00f5es vulc\u00e2nicas; e, deixando estas   muitas vezes de dar vaz\u00e3o suficiente aos elementos aquecidos, a pr\u00f3pria terra   \u00e9 agitada, o terreno se ergue e dilata-se como as ondas do mar, aparecem   grandes fendas, e algumas vezes cidades, vilas e montanhas a arder s\u00e3o   tragadas. Estas assombrosas manifesta\u00e7\u00f5es ser\u00e3o mais e mais freq\u00fcentes e terr\u00edveis   precisamente antes da segunda vinda de Cristo e do fim do mundo, como sinais   de sua imediata destrui\u00e7\u00e3o\u201d (<em>Patriarcas e Profetas<\/em> [Tatu\u00ed, S\u00e3o Paulo: Casa Publicadora Brasileira, 1995], p\u00e1gs. 108,   109).<\/p>\n<p>A descri\u00e7\u00e3o de Ellen White dos processos que   contribuem para o vulcanismo s\u00e3o muito semelhantes \u00e0s id\u00e9ias publicadas por   ge\u00f3logos de seu tempo. Isso explica por que a linguagem usada \u00e9 mais descritiva   que cient\u00edfica. Um s\u00e9culo atr\u00e1s, a teoria das placas tect\u00f4nicas n\u00e3o tinha   sido desenvolvida e os c\u00edrculos geol\u00f3gicos enfocavam apenas o processo da   erup\u00e7\u00e3o. Quatro aspectos destas descri\u00e7\u00f5es s\u00e3o discutidos abaixo:<\/p>\n<p><em>1. \u201cO carv\u00e3o e o \u00f3leo freq\u00fcentemente se   acendem e queimam&#8230; [\u00e9] queimada a pedra de cal\u201d.<\/em><\/p>\n<p>A frase \u201cse acendem e queimam\u201d pode ser uma   tentativa de descrever a incorpora\u00e7\u00e3o de carv\u00e3o e \u00f3leo \u00e0 rocha em fus\u00e3o que   sobe pela crosta. Este processo ocorre continuamente \u00e0 medida que o magma   sobe dentro da crosta continental. Noutra refer\u00eancia,* White nota que os vulc\u00f5es   n\u00e3o se acham tipicamente perto dos principais dep\u00f3sitos de carv\u00e3o, \u00f3leo e g\u00e1s.   Esta declara\u00e7\u00e3o pode indicar sua percep\u00e7\u00e3o de que n\u00e3o \u00e9 a queima do carv\u00e3o   que funde as rochas adjacentes, mas ao contr\u00e1rio, que a rocha em fus\u00e3o \u00e9 que   inflama o carv\u00e3o e o \u00f3leo. Contudo, ela ap\u00f3ia a id\u00e9ia de que o carv\u00e3o e o \u00f3leo   contribuem para o vulcanismo de algum modo. Ela n\u00e3o especifica o processo que   \u201cinflama\u201d o carv\u00e3o e o \u00f3leo, portanto a frase \u201cassim as rochas s\u00e3o aquecidas\u201d   pode n\u00e3o referir-se ao carv\u00e3o e ao \u00f3leo que ardem, mas ao processo respons\u00e1vel   pela queima, ou seja, o magma que sobe (um conceito desconhecido na \u00e9poca). \u00c9   interessante notar que ela se refere \u00e0 cal como queimando e ao min\u00e9rio de   ferro como derretendo, indicando de novo a decomposi\u00e7\u00e3o do calc\u00e1reo em seus v\u00e1rios   elementos.<\/p>\n<p><em>2. \u201cA a\u00e7\u00e3o da \u00e1gua sobre a cal aumenta a f\u00faria   do intenso calor, e determina os terremotos, vulc\u00f5es e violentas erup\u00e7\u00f5es.   Vindo o fogo e a \u00e1gua em contato com as camadas de pedra e min\u00e9rio,&#8230;\u201d<\/em><\/p>\n<p>Em linguagem n\u00e3o cient\u00edfica a autora descreve a   import\u00e2ncia dos gases dentro da c\u00e2mara de magma com rela\u00e7\u00e3o ao processo de   erup\u00e7\u00e3o. Carv\u00e3o e \u00f3leo produzem primariamente carbono, enxofre e hidrog\u00eanio,   ao entrarem em contato com as rochas fundidas que sobem. A \u00e1gua est\u00e1 presente   como g\u00e1s e a cal \u00e9 a fonte de \u00edons de carbonato (CO3=) que se recombinam para   formar uma variedade de gases. Estes componentes formam os gases constatados   pelos vulcanologistas de hoje.<\/p>\n<p><em>3. \u201cA pr\u00f3pria terra \u00e9 agitada&#8230;\u201d<\/em><\/p>\n<p>Aqueles que estavam perto do Monte St. Helens em   18 de maio de 1980 e viveram para contar a hist\u00f3ria, falaram aos rep\u00f3rteres   sobre o \u201car quente e sufocante\u201d, bem como sobre as explos\u00f5es. A atividade s\u00edsmica   \u00e9 freq\u00fcentemente associada com erup\u00e7\u00f5es vulc\u00e2nicas devido \u00e0s press\u00f5es   crescentes sob a superf\u00edcie, as quais geram algumas das \u201cviolentas explos\u00f5es   subterr\u00e2neas\u201d, bem como ondas de superf\u00edcie.<\/p>\n<p><em>4. Aparecem grandes fendas, e algumas vezes   cidades, vilas e montanhas a arder s\u00e3o tragadas\u201d.<\/em><\/p>\n<p>A frase \u201caparecem grandes fendas\u201d parece sugerir   que as fendas tragariam cidades, etc. Embora seja verdade que grandes regi\u00f5es   s\u00e3o afetadas, a destrui\u00e7\u00e3o \u00e9 devida \u00e0 lava e cinza que rompem atrav\u00e9s de   novas fissuras, e assim vilas podem ser \u201ctragadas\u201d pelo rio de lava. Esta   leitura da passagem \u00e9 mais consistente com a frase inicial \u201cseguem-se erup\u00e7\u00f5es   vulc\u00e2nicas&#8230;\u201d e pode-se compreender neste contexto que os terremotos geram   as fissuras que podem formar fendas que permitem escapar lava adicional e   cinza.<\/p>\n<p>O freq\u00fcente relato de atividade vulc\u00e2nica e de   terremotos no notici\u00e1rio n\u00e3o inclui uma perspectiva crist\u00e3. Ellen White   menciona vulc\u00f5es e terremotos como lembretes poderosos de que a destrui\u00e7\u00e3o   catastr\u00f3fica \u00e9 uma parte muito real de nosso mundo e que este mundo pode   chegar rapidamente ao fim. White tamb\u00e9m nos assegura de que h\u00e1 um contexto   maior e, como \u00e9 t\u00edpico em seus escritos, \u00e9 sua senten\u00e7a final neste par\u00e1grafo   que aponta para a segunda vinda de Jesus Cristo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>* Uma lista de fontes adicionais para estes   coment\u00e1rios pode ser obtida com a autora no Geoscience Research Institute,   Loma Linda University; Loma Linda, Calif\u00f3rnia 92350; E.U.A. Fax:   909-558-4314. E-mail: ekennedy@ccmail.llu.edu ou tendo acesso a EGW database   pela Loma Linda University na Internet.<\/em><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>M. Elaine Kennedy (Ph.D., University of Southern California) \u00e9 ge\u00f3loga e cientista-assistente no Geoscience Research Institute. Seu endere\u00e7o: Geoscience Research Institute; Loma Linda, Calif\u00f3rnia 92350; E.U.A. Di\u00e1logo publicou outros artigos da Dra. Kennedy: \u201cDeus e a Geologia na Escola de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o\u201d (3:3, \u201cOs Intrigantes Dinossauros\u201d (5:2) e \u201cA Busca dos Antepassados de Ad\u00e3o\u201d (8:1).<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>Artigos sobre assuntos relacionados, j\u00e1 publicados nesta revista: Harold G. Coffin, \u201cCarv\u00e3o: Como Se Originou\u201d? (6:1); William H. Shea, \u201cO Dil\u00favio: apenas uma cat\u00e1strofe local?\u201d (9:1).<\/em><\/p>\n<h3><strong>Notas e refer\u00eancias<\/strong><\/h3>\n<p><strong> <\/strong><\/p>\n<p>1.\u00a0\u00a0 Ver E. J. Tarbuck e F. K. Lutgens, <em>The Earth: An Introduction to Physical Geology<\/em> (Columbus, Ohio: Marrill Publishing Company, 1987), p\u00e1gs. 481-496. Tamb\u00e9m, J. Ruiz, C. Freydier, T. McCandless e R. Bouse, \u201cIsotopic Evidence of Evolving Crust and Mantle Contributions for Base Metal Metallogenesis in Convergent Margins\u201d, <em>Geologic Society of America, Abstracts With Programs<\/em> 29 (1997): A357.<\/p>\n<p>2. \u00a0\u00a0Ver E. Hegner e T. W. Vennemann, \u201cRole of Fluids in the Origin of Tertiary European Intra Plate Volcanism: Evidence from O, H, and Sr Isotopes in Mililitites\u201d, <em>Geology<\/em> 25 (1997): 1035-1038. Tamb\u00e9m V. E. Camp e M. J. Roobol, \u201cNew Geologic Maps Describing a Portion of the Arabian Continental Alkali Basalt Province, Kingdom of Saudi Arabia\u201d, <em>Geological Society of America, Abstracts With Programs<\/em> 23 (1991): 451; G. L. Hart, E. H. Christiansen, M. G. Best e J. R. Bowman, \u201cOxygen Isotope Investigation of the Indian Peak Volcanic Field, Southern Utah-Nevada: Magma Source Constraints for a Late Oligocene Caldera System\u201d, <em>Geological Society of America, Abstracts With Programs<\/em> 29 (1997): A87; e S. A. Nelson, \u201cSpatial and Geochemical Characteristics of Basaltic to Andesitic Magmas in the Mexican Volcanic Belt\u201d, <em>Geological Society of America, Abstracts With Programs<\/em> 29 (1997): A88.<\/p>\n<p>3. \u00a0\u00a0W. A. Duffield e J. Ruiz, \u201cContaminated Caps on Large Reservoirs of Silicic Magma\u201d, <em>Geological Society of America, Abstracts With Programs<\/em> 23 (1991): 397.<\/p>\n<p>4. \u00a0\u00a0V. C. Krass, \u201cMagma Mixing as a Source for Pinatubo Sulfur\u201d, <em>Geological Society of America, Abstracts With Programs<\/em> 29 (1997): A64.<\/p>\n<p>5. \u00a0\u00a0R. S. Harmon e K. Johnson, \u201cH-Isotope Systematics at Augustine Volcano, Alaska\u201d, <em>Geological Society of America, Abstracts With Programs<\/em> 29 (1997): A164. Tamb\u00e9m J. Dixon e D. Clague, \u201cEvolving Volcanoes and Degassing Styles in Hawaii\u201d, <em>Geological Society of America, Abstracts With Programs<\/em> 29 (1997): A191.<\/p>\n<p>6.\u00a0\u00a0 W. G. Cordey, ed., \u201cVolcanoes and Earthquakes\u201d, <em>Geology Today<\/em> 11 (1995): 233-237.<\/p>\n<p>7. \u00a0\u00a0G. B. Arehart, N. C, Sturchio, T. Fischer e S. N. Williams, \u201cChemical and Isotopic Composition of Fumaroles, Volcan Galeras, Colombia\u201d, <em>Geological Society of America, Abstracts With Programs<\/em> 25 (1993): A326.<\/p>\n<p>8. \u00a0\u00a0Cordey, p\u00e1gs. 236-239. Tamb\u00e9m R. B. Smith, C. M. Meertens, A. R. Lowry, R. Palmer e N. M. Ribe, \u201cThe Yellowstone Hotspot: Evolution and Its Topographic Deformation, and Earthquake Signature\u201d, <em>Geological Society of America, Abstracts With Programs<\/em> 29 (1997): A166.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>M. Elaine Kennedy, Ph.D. Voc\u00ea mora na Calif\u00f3rnia e se orgulha de seu belo lar. De l\u00e1 se tem uma vista das \u00e1guas azuis do Oceano Pac\u00edfico. 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