{"id":440,"date":"2011-05-23T17:47:22","date_gmt":"2011-05-23T17:47:22","guid":{"rendered":"http:\/\/www.evidenciasonline.org\/?page_id=440"},"modified":"2013-11-26T13:03:10","modified_gmt":"2013-11-26T13:03:10","slug":"as-megaorientacoes-das-paleocorrentes-aa-america-do-norte","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/www.evidenciasonline.org\/?page_id=440","title":{"rendered":"As Megaorienta\u00e7\u00f5es das Paleocorrentes na Am\u00e9rica do Norte"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right;\">Autor: <strong>A. V. Chadwick<\/strong><br \/>\nTradu\u00e7\u00e3o: Luiz Poubel Jr.<\/p>\n<p>As paleocorrentes s\u00e3o amplamente utilizadas tratando de definir a  geometria basimal e as configura\u00e7\u00f5es dispersas de sedimento. Potter e  Pettijohn (1977) h\u00e3o sugerido o uso das paleocorrentes em uma escala  maior para o estudo da evolu\u00e7\u00e3o da capa terrestre exterior de um  continente incluindo a defini\u00e7\u00e3o das terras-fronteiri\u00e7as assim como o  tempo de seu levantamento e a tect\u00f4nica. Como parte de um estudo  orientado sobre o refinamento da geometria basimal, temos acumulado  cerca de meio milh\u00e3o de dados de vetores de paleocorrentes em quinze mil  localidades do Phaneroz\u00f3ico na Am\u00e9rica do Norte. Esta base de dados em  conex\u00e3o com um programa gr\u00e1fico capaz de montar os dados em uma  variedade de formatos, nos h\u00e3o capacitado a considerar as orienta\u00e7\u00f5es  suprabasimais a escalas que n\u00e3o h\u00e3o sido poss\u00edveis no passado.<\/p>\n<p>Temos verificado a configura\u00e7\u00e3o sudoriental est\u00e1vel das  paleocorrentes ao largo da crat\u00e9ria documentada por outros (Potter e  Pryor 1961, Seeland 1961) e temos apontado sua persist\u00eancia com as  mesmas varia\u00e7\u00f5es ao largo do Paleoz\u00f3ico. No Mesoz\u00f3ico as correntes  exibem crescente variabilidade e uma troca que vai predominantemente  desde o oeste at\u00e9 o leste tamb\u00e9m de maneira predominante. Para com o  Cenoz\u00f3ico m\u00e9dio n\u00e3o h\u00e1 um padr\u00e3o discern\u00edvel de paleocorrentes em todo o  continente que reflita a sedimenta\u00e7\u00e3o basimal terci\u00e1ria esperada. Estas  configura\u00e7\u00f5es e transi\u00e7\u00f5es devem acompanhar as trocas maiores na  orienta\u00e7\u00e3o das correntes globais.<\/p>\n<p>Na atualidade, n\u00f3s estamos usando esta base de dados para definir  ainda mais os efeitos de maiores influ\u00eancias orog\u00eanicas e tect\u00f4nicas  sobre as configura\u00e7\u00f5es deposicionais ao largo do continente  norteamericano.<\/p>\n<p><strong> <\/strong><\/p>\n<p><strong> <\/strong><\/p>\n<p><strong> <\/strong><\/p>\n<h2><strong>Introdu\u00e7\u00e3o<\/strong><\/h2>\n<p><strong> <\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong> <\/strong><\/p>\n<p><strong> <\/strong><\/p>\n<p>Durante os passados trinta anos, a determina\u00e7\u00e3o das dire\u00e7\u00f5es das  paleocorrentes se h\u00e3o tornado mais ou menos rotinaria para a maioria dos  estudos sobre sedimenta\u00e7\u00e3o. Todavia, a utilidade potencial desta  informa\u00e7\u00e3o (Potter e Pettijohn, 1977) parece em linhas gerais n\u00e3o haver  sido apreciada tal como se evid\u00eancia da imensa quantidade de dados  contidos em tesis e disserta\u00e7\u00f5es que n\u00e3o h\u00e1 sido poss\u00edvel publicar-las  em nenhum lado. Estudos ocasionais h\u00e3o tratado de aplicar esta  informa\u00e7\u00e3o \u00e0 solu\u00e7\u00e3o de problemas continentais e regionais fora dos  enconguimentos de um buraco localizado (Potter y Pryor, 1961; Sealand,  1968); e de maneira especial (Bigarella, 1973, etc&#8230;). Todavia, os  estudos deste tipo s\u00e3o raros. Em estudos relevantes para Norteam\u00e9rica,  Potter e Pryor reconheceram a persist\u00eancia vertical dos indicadores  direcionais para com o sudeste sobre o tramo de Phaneroz\u00f3ico na regi\u00e3o, e  incluindo os alrededores do valle do Mississippi superior. Os  documentos da terra do Mar (Sealand) mostram de modo similar  horizontalmente correntes orientadas em dire\u00e7\u00e3o ao sudoeste ao largo de  maior parte do continente para a falha e discord\u00e2ncia no ponto de base.  Um dos prop\u00f3sitos deste estudo foi o de integrar e extender estes dois  estudos com um objetivo de compreender melhor a natureza do processo  sediment\u00e1rio ao longo da crat\u00e9ria, e para definir melhor que \u00e1reas  poderiam haver sido ou n\u00e3o de \u00e1reas de fonte sediment\u00e1ria.<\/p>\n<p>No processo de tentar a reconstru\u00e7\u00e3o da geometria basimal usando  modelos de paleocorrentes temos obtido dados de mais de meio milh\u00e3o de  dire\u00e7\u00f5es de correntes medidas em 15,615 localidades no continente  norteamericano. A dist\u00e2ncia destas medidas v\u00e3o desde o Prec\u00e2mbrico  inferior at\u00e9 o Holoceno, e incluem dados de 1020 unidades formais. Os  dados foram derivados de numerosas fontes publicadas, assim como de  tesis e disserta\u00e7\u00f5es n\u00e3o publicadas. A localiza\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica, os dados  direcionais, a litologia, o ambiente deposicional, a extens\u00e3o da \u00e1rea de  estudo, o n\u00famero dos pontos para os dados, o tipo de indicadores, a  dispers\u00e3o e a estratigrafia est\u00e3o vinculadas a cada observa\u00e7\u00e3o. <strong> <\/strong><\/p>\n<h2><strong>M\u00e9todos e resultados<\/strong><\/h2>\n<p><strong> <\/strong><\/p>\n<p>Os diagramas que s\u00e3o apresentados aqui ilustram os dados  acumulados para cada um dos intervalos geol\u00f3gicos mostrados, como o  surgimento de uma corrente. Os dados foram analizados usando a  estat\u00edstica de Rayleigh para os dados circulares. Aqueles conjuntos de  dados que n\u00e3o ostentam uma dire\u00e7\u00e3o significativa de um n\u00edvel de 95% de  confiabilidade, seriam indicados por N.S. A maioria dos conjuntos de  dados excedem distantemente o n\u00edvel de confiabilidade. A parte superior  da linha de figuras da dire\u00e7\u00e3o do transporte para esse intervalo usando  todos os dados de toda Am\u00e9rica do Norte. Os tr\u00eas grupos de figuras  debaixo deste est\u00e3o divididos de acordo ao ambiente deposicional  designado na fonte original para as unidades em part\u00edculas que est\u00e3o  sendo estudadas. A categoria marinha cont\u00eam dados designados, seja como  ambientes pr\u00f3prios debaixo de profundidades marinhas, incluindo  turbiditas. A categoria fluvial tamb\u00e9m inclue aqueles estudos que  descrevem as deposi\u00e7\u00f5es fluviais ocorridas no delta. A categoria  suba\u00e9rea cont\u00eam dados para as forma\u00e7\u00f5es descritas como dep\u00f3sitos de  dunas assim como aquelas que s\u00e3o consideradas como aluviais.<\/p>\n<p><strong> <\/strong><\/p>\n<p><strong> <\/strong><\/p>\n<p><strong> <\/strong><\/p>\n<h2><strong>Conclus\u00f5es<\/strong><\/h2>\n<p><strong> <\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong> <\/strong><\/p>\n<p><strong> <\/strong><\/p>\n<p>1. Os sedimentos prec\u00e2mbricos foram acumulados baixo condi\u00e7\u00f5es  que n\u00e3o ostentam uma tend\u00eancia direcional continental significativa. Os  modelos da paleocorrente semelham a aquelas do Mesoz\u00f3ico ou Cenoz\u00f3ico  muito mais que aquelas de deposi\u00e7\u00e3o direta no Paleoz\u00f3ico. Os dep\u00f3sitos  suba\u00e9reos s\u00e3o distintos, demostrando ventos orientados persistentemente  em dire\u00e7\u00e3o ao norte.<\/p>\n<p>2. Durante o Paleoz\u00f3ico predominou uma orienta\u00e7\u00e3o persistente e  clara, na qual os sedimentos se moveram desde o noroeste at\u00e9 o sudoeste  ao largo do continente norteamericano. Esta orienta\u00e7\u00e3o persiste ao largo  do Paleoz\u00f3ico e inclue geralmente todos os tipos de sedimento e  ambientes deposicionais. Isto sugere uma sedimenta\u00e7\u00e3o que estava baixo o  controle de processos que s\u00e3o denominados como vento, terreno aluvial,  rios, processos tid\u00e1licos, deltas e turbiditas para todo o Paleoz\u00f3ico  com mudan\u00e7as de dire\u00e7\u00e3o somente moderados. Uma medida gradual \u00e9 vista  desde as orienta\u00e7\u00f5es ocidentais do Paleoz\u00f3ico m\u00e9dio at\u00e9 as orienta\u00e7\u00f5es  ao redor do Paleoz\u00f3ico m\u00e9dio.<\/p>\n<p>3. No Mesoz\u00f3ico, as correntes s\u00e3o muito mais amplamente dispersas, em  todos os ambientes, com uma mudan\u00e7a gradual desde a orienta\u00e7\u00e3o  predominantemente ocidental no Tri\u00e1ssico (mas com muita dispers\u00e3o) at\u00e9  uma orienta\u00e7\u00e3o at\u00e9 o sul no Jur\u00e1ssico e no Cret\u00e1ceo mais inferior, para  logo ser fortemente orientada at\u00e9 o leste no Cret\u00e1ceo superior. Os  sedimentos que cruzam a fronteira Paleocena-Cret\u00e1cica, assim como os  sedimentos do pr\u00f3prio Paleoceno continuam esta orienta\u00e7\u00e3o oriental.<\/p>\n<p>4. No Cenoz\u00f3ico, como \u00e9 de se esperar, os processos deposicionais  refletem predominantemente o car\u00e1cter basimal bem conhecido para a  preponder\u00e2ncia do Terci\u00e1rio. Com a exce\u00e7\u00e3o not\u00e1vel do Paleoceno, as  sedimenta\u00e7\u00f5es do Pale\u00f3geno e do Ne\u00f3geno n\u00e3o refletem ampla influ\u00eancia  continental aparte do desenvolvimento cont\u00ednuo do Mississippi.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Autor: A. V. Chadwick Tradu\u00e7\u00e3o: Luiz Poubel Jr. As paleocorrentes s\u00e3o amplamente utilizadas tratando de definir a geometria basimal e as configura\u00e7\u00f5es dispersas de sedimento. 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