{"id":274,"date":"2010-10-28T18:31:16","date_gmt":"2010-10-28T18:31:16","guid":{"rendered":"http:\/\/www.evidencias.info"},"modified":"2013-11-26T13:03:12","modified_gmt":"2013-11-26T13:03:12","slug":"montanhas-e-sua-formacao","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/www.evidenciasonline.org\/?page_id=274","title":{"rendered":"17. Montanhas e sua Forma\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p><strong>Li\u00e7\u00f5es das Montanhas<\/strong><\/p>\n<p><strong> <\/strong><\/p>\n<p><strong>Jornal E. G. White, 15 de dezembro de 1885, numa viagem da It\u00e1lia para a Su\u00ed\u00e7a. <\/strong>Eu estava muito cansada, ent\u00e3o deitei na poltrona e dormi por duas horas, ao fazer isto, perdi algumas partes interessantes da paisagem, mas fizemos o poss\u00edvel para permanecermos acordados no resto da viagem.<br \/>\nA paisagem era formid\u00e1vel e magn\u00edfica. Havia lagos, desfiladeiros, c\u00e2nions, rochas altaneiras, algumas de apar\u00eancia exuberante. Um pico montanhoso surge sobre outros picos. Algumas montanhas s\u00e3o adorna das com \u00e1rvores, outras cultivadas at\u00e9 o topo. O caminho at\u00e9 elas era sinuoso, e como podiam os homens construir suas casas, fazer seus jardins e morarem t\u00e3o alto, era um mist\u00e9rio para n\u00f3s. Capelas foram constru\u00eddas nas altas montanhas e vilarejos estavam abrigados nos vales.<br \/>\nAs montanhas rochosas sobressa\u00edam t\u00e3o altas e cada forma da imensa magnitude nos levava, enquanto as observ\u00e1vamos, a termos profundos e solenes pensamentos a respeito de Deus. Estas s\u00e3o Suas obras, evid\u00eancias da grandeza do Seu poder. Ele firmou as montanhas, cingiu-as com Seu poder e somente o bra\u00e7o de Deus pode remov\u00ea-las de seus lugares. Elevando-se diante n\u00f3s, em grandeza, elas apontavam para o c\u00e9u e \u00e0 majestade de Deus, dizendo: \u201cEle \u00e9 imut\u00e1vel\u201d. Com Ele n\u00e3o existe nenhuma varia\u00e7\u00e3o ou sombra.<br \/>\nSua lei foi pronunciada no Monte Sinai entre trov\u00f5es, rel\u00e2mpagos e fuma\u00e7a, ocultando Sua terr\u00edvel majestade e gl\u00f3ria. Pronunciou Sua santa lei com uma voz como o soar de uma trombeta. Raios e trov\u00f5es sacudiam a antiga e elevada montanha do cume at\u00e9 \u00e0 sua base.<br \/>\nEst\u00e1vamos cheios de rever\u00eancia. Apreciamos contemplar a grandeza das obras de Deus, e nunca nos cansamos. Aqui est\u00e1 uma cadeia de montanhas estendendo-se por todo o continente, amontoando-se umas sobre as outras como um muro maci\u00e7o e irregular, alcan\u00e7ando at\u00e9 mesmo as altas nuvens. Este Deus que mant\u00e9m as montanhas em posi\u00e7\u00e3o, tem-nos dado as promessas que s\u00e3o mais imut\u00e1veis do que estas antigas e formid\u00e1veis montanhas. A Palavra de Deus permanecer\u00e1 para sempre de gera\u00e7\u00e3o em gera\u00e7\u00e3o.<br \/>\nSe o homem aceita as condi\u00e7\u00f5es, ent\u00e3o Deus cumprir\u00e1 Sua parte, ainda que os fundamentos da Terra se abalem e os c\u00e9us passem. A Palavra de Deus est\u00e1 em Sua lei que permanecer\u00e1 imut\u00e1vel, eternamente. O Deus das montanhas \u00e9 nossa defesa, nosso castelo forte. Sempre encontraremos nEle ajuda e for\u00e7a para fazermos a Sua vontade. Vemos as perenes colinas e a gl\u00f3ria celestial que as inunda e temos o desejo de orar e adorar ao Deus vivo que criou todas as maravilhas. Vemos colinas, montanhas e vales banhados pelo sol do meio-dia, refletindo sua luz nos lagos \u2014 desejamos orar e adorar ao Senhor Deus das hostes. Queremos ter f\u00e9. Queremos exaltar em nossos cora\u00e7\u00f5es este Deus que vive para sempre. Suas promessas s\u00e3o t\u00e3o imut\u00e1veis quanto as montanhas.<br \/>\nA Palavra de Deus, o bem-aventurado guia, d\u00e1 ao homem declara\u00e7\u00f5es a respeito destas grandes e formid\u00e1veis montanhas rochosas que t\u00eam subsistido \u00e0s tormentas e tempestades, \u00e0s torrentes e ao bramido dos ventos. \u201cAs montanhas podem cair e as colinas serem removidas, mas Sua bondade n\u00e3o desaparecer\u00e1, nem o concerto de paz removido do cora\u00e7\u00e3o daqueles que confiam em Ti com genu\u00edna f\u00e9\u201d. A cadeia de montanhas que ocupa o espa\u00e7o, tanto com as est\u00e9reis rochas e a eterna neve, \u00e9 um celeiro de fertilidade \u00e0s plan\u00edcies. Os Alpes da Europa s\u00e3o esta maravilha. Os tesouros das colinas outorgam suas b\u00ean\u00e7\u00e3os a milh\u00f5es. Vemos numerosas cataratas precipitarem-se dos topos destas montanhas vale abaixo.<br \/>\nPara mim, essas montanhas s\u00e3o significantes. Fogos subterr\u00e2neos, embora nas profundezas, se incendeiam. Quando o \u00edmpio tiver enchido o seu copo da iniquidade, ent\u00e3o o Senhor se levantar\u00e1 do Seu lugar para punir os habitantes da Terra. Ele mostrar\u00e1 a grandeza do Seu poder. O supremo Governador do Universo revelar\u00e1 aos homens que revogaram Sua lei, que a Sua autoridade permanecer\u00e1. Nem toda a \u00e1gua dos oceanos poder\u00e1 apagar a chama que Deus acender\u00e1. Os terremotos estremecem a Terra, as rochas movem-se do lugar, as colinas e a terra firme tremem sob os passos do Onipotente. Ainda uma vez mais, Ele far\u00e1 tremer n\u00e3o s\u00f3 a Terra, mas tamb\u00e9m os c\u00e9us. Um mar de fogo arde sob nossos p\u00e9s e h\u00e1 uma fornalha ardente nessas antigas montanhas rochosas. As montanhas fumegantes anunciam que uma poderosa fornalha est\u00e1 acesa, esperando a ordem de Deus para envolver a Terra em chamas. N\u00e3o dev\u00edamos n\u00f3s temer e tremer diante dEle?<\/p>\n<p><strong>A Miss\u00e3o das Montanhas<\/strong><\/p>\n<p>Tenho pensado que n\u00e3o deve haver nada que exceda a grandeza das montanhas do Colorado, mas vemos que toda esta grandeza desperta na atina a rever\u00eancia a Deus. Parecemos contemplar Sua majestade e poder em Sua maravilhosa obra. A paisagem variada nas altaneiras montanhas rochosas, os profundos desfiladeiros monteses com suas r\u00e1pidas e barulhentas correntezas vindo do cume das montanhas, as muitas cataratas precipitando-se do top o das montanhas, a queda d&#8217;\u00e1gua golpeando as pedras, e se espalhando em uma n\u00e9voa como um v\u00e9u, d\u00e3o \u00e0 paisagem uma apar\u00eancia de beleza e grandiosidade.<br \/>\nAs montanhas cont\u00eam b\u00ean\u00e7\u00e3os de Deus. Tenho visto homens e mulheres contemplarem a majestade das montanhas como se elas fossem, na realidade, uma deformidade da natureza. Eles poderiam suspirar e dizer: \u201cQue desperd\u00edcio! D\u00ea-nos a plan\u00edcie, as grandes pradarias e seremos felizes\u201d. As montanhas cont\u00eam tesouros de b\u00ean\u00e7\u00e3os os quais o Criador d\u00e1 aos habitantes da Terra. \u00c9 a diversidade na superf\u00edcie terrestre, nas montanhas, plan\u00edcies e vales que revelam a sabedoria e o poder do grande Mestre Arquiteto. Aqueles que querem banir do nosso planeta as rochas, montanhas, desfiladeiros selvagens, ruidosas correntezas e os precip\u00edcios como se fossem deformidades horrendas da natureza para terem as plan\u00edcies, t\u00eam seus sentidos limitados demais para compreenderem a majestade de Deus. Suas mentes s\u00e3o limitadas com ideias estreitas.<br \/>\nDeus, o grande Arquiteto, planejou estas imponentes montanhas, e sua influ\u00eancia sobre o clima \u00e9 uma b\u00ean\u00e7\u00e3o para o nosso planeta. Elas atraem as nuvens, enriquecendo-as de umidade. As cadeias de montanhas s\u00e3o o grande reservat\u00f3rio de Deus para suprir o oceano com \u00e1gua. Elas s\u00e3o a fonte de mananciais, c\u00f3rregos, riachos, bem como dos rios. Elas recebem na forma de chuva e neve os vapores com os quais a atmosfera \u00e9 carregada e as repassa \u00e0s plan\u00edcies ressecadas.<br \/>\nDever\u00edamos olhar as irregulares montanhas da Terra como mananciais de b\u00ean\u00e7\u00e3os divinas das quais fluem \u00e1guas para suprir toda criatura viva. Cada vez que olho para as montanhas, sinto gratid\u00e3o para com Deus. Meu cora\u00e7\u00e3o \u00e9 elevado em adora\u00e7\u00e3o a Ele, que conhece os desejos e as necessidades do homem. Se a Terra fosse uniforme estaria pantanosa e deteriorada &#8230;<br \/>\n<strong>Evid\u00eancias do Dil\u00favio \u2014 <\/strong>Os homens podem observar, sob a superf\u00edcie arruinada da Terra, as evid\u00eancias do dil\u00favio. Eles acham-se mais s\u00e1bios do que Deus, e, no geral, inteligentes demais para obedecer \u00e0 Sua Lei, guardar os Seus mandamentos e obedecer aos estatutos e aos preceitos de Jeov\u00e1. As riquezas da Terra, dadas por Deus, n\u00e3o os conduziram \u00e0 obedi\u00eancia, mas levaram-nos a afastarem-se dela, pois fizeram mau uso do privil\u00e9gio celestial. Transformaram as b\u00ean\u00e7\u00e3os concedidas por Deus em motivos de separa\u00e7\u00e3o dEle e por terem se tornado maldosos em sua natureza, mais do que praticantes do bem, o Senhor mandou o dil\u00favio sobre o mundo antigo e os fundamentos do grande abismo se romperam.<\/p>\n<p>Argila, calc\u00e1rio e conchas, que Deus havia espalhado no fundo do mar, foram levantados e sacudidos de um lado para o outro e convuls\u00f5es de fogo e \u00e1gua, terremotos e vulc\u00f5es enterraram os ricos tesouros de ouro, prata e pedras preciosas para al\u00e9m da vista e do alcance humanos. As montanhas cont\u00eam tesouros valiosos. H\u00e1 li\u00e7\u00f5es a serem aprendidas no livro da natureza de Deus &#8230;<br \/>\nEnquanto falamos livremente de outros pa\u00edses, por que dever\u00edamos estar reticentes em rela\u00e7\u00e3o ao pa\u00eds celestial, e \u00e0 moradia eterna n\u00e3o constru\u00edda por m\u00e3os humanas nos c\u00e9us? Este pa\u00eds celestial \u00e9 mais nosso do que qualquer outra cidade ou pa\u00eds terrestre; portanto, dever\u00edamos pensar e falar mais sobre ele por ser um pa\u00eds celestial. E por que n\u00e3o dever\u00edamos conversar mais seriamente, com nossas mentes voltadas para o c\u00e9u, a respeito dos dons de Deus na natureza? Ele fez todas estas coisas e deseja que O vejamos nas Suas obras da cria\u00e7\u00e3o. Estas obras servem para manter Deus em nossa lembran\u00e7a e para elevar nosso cora\u00e7\u00e3o acima das coisas sensuais, unindo-nos em la\u00e7os de amor e gratid\u00e3o ao nosso Criador.<br \/>\nObservamos na face arruinada da natureza, nas fissuras das rochas, nas montanhas e precip\u00edcios, os quais nos fazem saber que grandes erros foram cometidos, que os homens abusaram dos dons divinos, esqueceram-se do Criador, e que o Senhor foi entristecido e puniu \u00edmpios transgressores da Sua Lei. Como resultado, tem os efeitos do pecado na cria\u00e7\u00e3o. Tempestades se enfurecem com viol\u00eancia destrutiva e t\u00eam levado homens, animais e propriedades \u00e0 destrui\u00e7\u00e3o. Deus retirou a prote\u00e7\u00e3o dos homens porque continuam a transgredir a Sua lei. Fome, calamidades no mar e pestil\u00eancias assolam ao meio-dia, porque os homens se esqueceram do seu Criador. A ru\u00edna do pecado deforma e desfigura nosso mundo, e isto faz a angustiada cria\u00e7\u00e3o gemer sob a iniquidade dos habitantes. Deus nos deu habilidades para serem cultivadas, desenvolvidas para Sua gl\u00f3ria e para a eternidade.<br \/>\nEstas montanhas, cavernas e as fissuras das rochas, as quais contemplamos, t\u00eam uma hist\u00f3ria. M\u00e1rtires pereceram aqui, e estes locais nunca revelar\u00e3o sua sagrada miss\u00e3o at\u00e9 que o Doador da Vida cham\u00e1-lo-\u00e1 com o soar da trombeta e a voz do Arcanjo, das cavernas rochosas, dos calabou\u00e7os e das fissuras das rochas. Eles morreram exilados, alguns pela fome, outros pela cruel m\u00e3o humana. Andaram com Deus e caminhar\u00e3o com Ele, com vestiduras brancas, porque foram achados dignos &#8230;<br \/>\nQue vis\u00e3o ser\u00e1 quando os mortos ressurgirem de suas sepulturas entre estes vales Valdenses! &#8230; Das covas escondidas onde foram enterrados, ressurgir\u00e3o para a vida, esses que n\u00e3o temeram por suas vidas, que primaram pela integridade de alma a Deus acima de toda facilidade, bens e da pr\u00f3pria vida. De sob as molduras majestosas dos muros, ch\u00e3o amaldi\u00e7oado pelo poder romano, mas santificado pelo sangue de m\u00e1rtires, como o sangue de Abel clamou a Deus da terra, assim o sangue destes mortos clamar\u00e3o a Deus da terra por vingan\u00e7a. <strong>MS <\/strong><strong>62, 1886<\/strong>.<br \/>\n<strong>As Montanhas Rochosas<\/strong> \u2014 De Cheyenne as m\u00e1quinas avan\u00e7aram penosamente para cima, para o cume contra o tem\u00edvel vento &#8230; tememos diante do perigo por causa do vento, no cruzamento da ponte Dale Creek \u2014 198 metros de comprimento e 38 metros de altura \u2014 atravessando Dale Creek de ponta a ponta &#8230; Alcan\u00e7amos o cume. A m\u00e1quina sobressalente foi retirada. Estamos em uma eleva\u00e7\u00e3o de 2.394 metros. Nenhum vapor \u00e9 necess\u00e1rio neste ponto para mover a locomotiva, o declive \u00e9 suficiente para descermos rapidamente.<br \/>\n\u00c0 medida que nos aproximamos de Ogden, a paisagem se tornou mais interessante. H\u00e1 montanhas enormes, elevando-se at\u00e9 o c\u00e9u, entremeadas por montanhas menores. At\u00e9 onde o olho pode ver, o topo eleva-se acima de outras montanhas, pico sobre pico, cume sobre cume, mesclando-se, enquanto a neve cobre as alturas que brilham sob os raios solares, uma vis\u00e3o impressionante. Ficamos profundamente impressionados ao contemplarmos esta variada beleza do cen\u00e1rio das montanhas rochosas. Desejamos ter um pouco de tempo para contemplarmos \u00e0 vontade a paisagem magn\u00edfica e sublime que fala aos nossos sentidos do poder de Deus que fez o mundo e todas as coisas que est\u00e3o nele &#8230;<br \/>\nEntre Ogden e Sacramento, a vis\u00e3o deleita-se constantemente com a maravilhosa paisagem. Aparecem montanhas nas mais variadas formas e dimens\u00f5es. Algumas s\u00e3o lisas e regulares na forma, enquanto outras \u00e1speras, enormes, montanhas de granito, seus cumes alongando-se em dire\u00e7\u00e3o ao c\u00e9u, como que apontando para o Deus da natureza. Havia blocos lisos, rochas desgastadas pelo tempo, empilhadas umas sobre as outras, parecendo que foram moldadas por instrumento e com m\u00e3os h\u00e1beis. H\u00e1 precip\u00edcios pendendo do alto, velhos rochedos cinzas e desfiladeiros, continuamente apresentando aos nossos sentidos novas paisagens. Chegamos ao Escorregador do Diabo. H\u00e1 pedras planas, montadas como l\u00e1pides, de quase mesma profundidade, subindo, desde o rio, em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 encosta da montanha, quase uns quatrocentos metros acima de n\u00f3s. As pedras t\u00eam entre quinze e trinta metros de altura.<br \/>\n<strong>As Montanhas Rochosas \u2014 <\/strong>Passamos pelas plan\u00edcies, atrav\u00e9s de campos est\u00e9reis e devastados &#8230; Mas continuamos e a m\u00e1quina penosamente sobe, sobe, sobe contra o tem\u00edvel vento que j\u00e1 experimentamos &#8230; H\u00e1 express\u00f5es de medo porque h\u00e1 o perigo na travessia de ponte a qual enverga de ponta a ponta. S\u00e3o 198 metros de comprimento e 38 metros de altura. Pela provid\u00eancia divina, o vento transformou os lamentos de temor num comovente suspiro, e passamos seguros por sobre a ponte. O cume estava chegando e agora atravessamos um t\u00fanel escavado atrav\u00e9s da montanha rochosa &#8230;<br \/>\nQuando nos aproximamos de Ogden, tivemos uma mudan\u00e7a de paisagem &#8230; Montanhas magn\u00edficas e maravilhosas, altas montanhas de pedras, enchiam nosso cora\u00e7\u00e3o de maravilha e rever\u00eancia &#8230;<br \/>\nHesitei em colocar minha caneta sobre o papel para lhes dar, mesmo que d\u00e9bil e breve, uma descri\u00e7\u00e3o da paisagem rom\u00e2ntica e selvagem das Montanhas Rochosas. Imensos topos montanhosos sobressaem acima das montanhas. Algumas de dimens\u00f5es menores s\u00e3o onduladas e parecem lisas e regulares nas formas. As montanhas de pedra t\u00eam a apar\u00eancia de serem lavradas, lapidadas, esculpidas e polidas artisticamente e empilhadas umas sobre as outras em magn\u00edficas torres, projetando-se em dire\u00e7\u00e3o ao c\u00e9u, como se dirigissem as mentes de todos os que as observam para Deus.<br \/>\nEnt\u00e3o vimos abruptos penhascos e pedras lapidadas de todas as formas, enormes e sem atra\u00e7\u00e3o, tendo a apar\u00eancia de que foram lan\u00e7adas juntas na mais bela desordem. Vimos uma parede de pedras, plana e larga como se esculpida da pedreira e organizada artisticamente, uma pedra plana sobrepondo-se \u00e0 outra; duas paredes quase exatamente semelhantes separadas por aproximadamente 2 metros, paralelas para cima, ao lado das \u00edngremes Montanhas Rochosas por aproximadamente 400 metros. Este bloco estranho de pedra \u00e9 chamado de Escorregador do Diabo. <strong>Carta 19, 1873.<br \/>\n<\/strong>De Cheyenne, duas m\u00e1quinas, lentamente, puxam os carros montanha acima para Sherman, contra um tem\u00edvel vento que causa o medo e o perigo de cruzar a ponte Dale Creek, 198 metros de comprimento e 38 metros de altura, que se estende de uma ponta a outra &#8230;<br \/>\n\u00c0 medida que nos aproximamos de Ogden, a paisagem se tornou mais interessante. H\u00e1 montanhas enormes, elevando-se at\u00e9 o c\u00e9u, entremeadas por montanhas menores. At\u00e9 onde o olho pode ver, o topo eleva-se acima de outras montanhas, pico sobre pico, cume sobre cume, mesclando-se, enquanto a neve cobre as alturas que brilham sob os raios solares, uma vis\u00e3o impressionante. Enquanto contempl\u00e1vamos este cen\u00e1rio de beleza variada das montanhas rochosas, fomos profundamente impressionados com a grandeza e majestade de Deus. Desejamos ter um pouco de tempo de descanso para contemplarmos a magn\u00edfica e sublime paisagem que fala ao nosso cora\u00e7\u00e3o sobre o poder de Deus que fez o mundo e todas as coisas que est\u00e3o nele. Mas tudo que podemos desfrutar \u00e9 apenas um relance da maravilhosa e sublime beleza ao nosso redor.<br \/>\nEntre Ogden e Sacramento, a vis\u00e3o deleita-se constantemente com cada nova paisagem. Aparecem montanhas nas mais variadas formas e dimens\u00f5es. Algumas s\u00e3o lisas e regulares na forma, enquanto outras \u00e1speras, enormes montanhas de granito. Seus cumes alongam-se at\u00e9 o c\u00e9u como que apontando firmemente para o Deus da natureza.<br \/>\nH\u00e1 blocos lisos, rochas desgastadas pelo tempo, empilhadas umas sobre as outras, com apar\u00eancia aplainada, parecendo que foram moldadas com instrumentos e com m\u00e3os h\u00e1beis. H\u00e1 precip\u00edcios pendendo do alto, velhos rochedos acinzentados e desfiladeiros, continuamente apresentando aos nossos sentidos novas paisagens.<br \/>\nChegamos ao Escorregador do Diabo. H\u00e1 pedras planas, montadas em semelhante profundidade \u00e0s dos t\u00famulos, estendendo-se desde o rio, e elevando-se ao lado das montanhas, a uns quatrocentos metros acima de n\u00f3s. As pedras t\u00eam entre quinze e sessenta metros de altura. <strong>Carta 20, 1873.<br \/>\nAs Forma\u00e7\u00f5es do Rio Verde \u2014 <\/strong>O Rio Verde \u00e9 um lugar onde esp\u00e9cimes de f\u00f3sseis, petrifica\u00e7\u00f5es e curiosidades naturais em geral s\u00e3o vistas. Conchas e madeiras em estado petrificado podem ser adquiridas por muito pouco. H\u00e1 uma rocha alta que se projeta como se fosse uma torre, e rochas g\u00eameas de propor\u00e7\u00f5es gigantescas. A apar\u00eancia destas rochas \u00e9 semelhante a algum grande templo que possa ter existido ali no passado e os maci\u00e7os pilares permaneceram de p\u00e9, como testemunha de sua primitiva grandeza. H\u00e1 uma rocha chamada \u201cClube do Gigante\u201d, e em propor\u00e7\u00e3o assemelha-se a um gigante. Eleva-se quase perpendicularmente e \u00e9 imposs\u00edvel escalar seu lado \u00edngreme. Esta \u00e9 um das curiosidades da natureza. Disseram-me que sua composi\u00e7\u00e3o apresenta evid\u00eancias de ter outrora estado no fundo de um lago. Esta rocha tem camadas regulares, todas horizontais, contendo f\u00f3sseis de plantas e de peixes e curiosamente, esp\u00e9cimes de animais marinhos. As plantas se parecem com nossas \u00e1rvores e frutas. H\u00e1 samambaias e palmas. Os peixes parecem ser de uma esp\u00e9cie agora extinta. Foi-nos mostrado uma grande pedra plana, na qual estavam esp\u00e9cies distintas de peixes e curiosas folhas. O propriet\u00e1rio nos falou, em um a viagem anterior, que ele trouxe essas duas grandes pedras a cavalo, por mais de 12 quil\u00f4metros. A pedra n\u00e3o parecia estar t\u00e3o distante, mas esta foi a dist\u00e2ncia para adquiri-la. Nas fendas grossas da pedra havia penas de p\u00e1ssaros e outras curiosidades para serem vistas.<br \/>\nOlhamos com curioso interesse as rochas compostas de arenito em perfeitas camadas horizontais, contendo muitos vest\u00edgios interessantes. Estas rochas carregam as mais curiosas e fant\u00e1sticas formas, como se esculpidas pela m\u00e3o de um artista. Est\u00e3o em altas c\u00fapulas, pin\u00e1culos e colunas sulcadas. Estas pedras se assemelham a alguma catedral antiga agora desolada. A imagina\u00e7\u00e3o aqui tem um campo frut\u00edfero a ser explorado. Nos arredores destas rochas h\u00e1 \u201c\u00e1gatas musgosas\u201d. Quando \u00e0 dist\u00e2ncia destas rochas maravilhosamente moldadas, pode- se imaginar alguma cidade arruinada, desnuda e devastada, mas caracterizando-se como testemunha silenciosa do que fora uma vez. <strong>Carta 6a, 1880.<br \/>\nMuralhas que Permanecem desde o Dil\u00favio \u2014 <\/strong>A paisagem por onde passamos era majestosa e formidavelmente grandiosa para ser descrita e comparada \u00e0 paisagem como ela realmente \u00e9. As muralhas das rochas \u2014 o tempo desgastou as paredes rochosas que permaneceram desde o dil\u00favio, lavadas com as torrentes das montanhas \u2014 permanecem lisas como se fossem polidas, enquanto rochas diferentes destas na forma, s\u00e3o vistas em camadas regulares como se art\u00edfices as tivessem moldado. Aqui &#8230; vemos as mais interessantes e magn\u00edficas paisagens jamais vistas pelos nossos olhos. As rochas elevam-se mais e mais alto da Terra e nelas crescem belos pinheiros de colora\u00e7\u00e3o escura, mesclando-se com tons mais claros e com o fant\u00e1stico verde-vivo do bordo e da faia &#8230;<br \/>\nTal grandeza inexplorada e solene paisagem, leva-nos de volta ao tempo quando as \u00e1guas atingiram os pontos mais altos da Terra, e os incr\u00e9dulos antediluvianos pereceram pela sua grande maldade nas \u00e1guas do dil\u00favio.<br \/>\nQuando consideramos as fendas nestas rochas \u2014 as cavernas que se abrem \u00e0s nossas vistas, os profundos canais desgastados pelas poderosas cataratas \u2014 e as rochas de variadas formas, exclamamos: \u201cQue maravilhoso, \u00d3 Senhor, s\u00e3o teus feitos em toda a Terra.\u201d A brandura, os toques suaves delineados pelo grande Artista e Mestre, arranjados e enfeitados artisticamente de verde escuro e vibrante; esta bela combina\u00e7\u00e3o de cores que cobre as rochas irregulares e desgastadas pelo tempo! E ent\u00e3o vemos os profundos desfiladeiros, as ruidosas correntes apressadas e as magn\u00edficas montanhas cobertas de \u00e1rvores em seu belo manto de ver\u00e3o! A vis\u00e3o \u00e9 extremamente magn\u00edfica, e nos enche de um sentimento de eleva\u00e7\u00e3o, santidade, for\u00e7a e devo\u00e7\u00e3o diante de Deus, nosso Criador &#8230;<br \/>\nSe algu\u00e9m olhar esta paisagem sem ser impressionado com a grandeza e majestade de Deus, seu cora\u00e7\u00e3o deve ser realmente intoc\u00e1vel. <strong>MS 56, 1886. <\/strong>(Citado em <em>Para Conhec\u00ea-lo, <\/em>p\u00e1g. 146).<strong> <\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Li\u00e7\u00f5es das Montanhas Jornal E. G. White, 15 de dezembro de 1885, numa viagem da It\u00e1lia para a Su\u00ed\u00e7a. Eu estava muito cansada, ent\u00e3o deitei na poltrona e dormi por duas horas, ao fazer isto, perdi algumas partes interessantes da paisagem, mas fizemos o poss\u00edvel para permanecermos acordados no resto da viagem. A paisagem era [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"parent":224,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","template":"no-sidebar.php","meta":{"footnotes":""},"class_list":["post-274","page","type-page","status-publish","hentry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.evidenciasonline.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/pages\/274","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.evidenciasonline.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.evidenciasonline.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.evidenciasonline.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.evidenciasonline.org\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=274"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/www.evidenciasonline.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/pages\/274\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":879,"href":"https:\/\/www.evidenciasonline.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/pages\/274\/revisions\/879"}],"up":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.evidenciasonline.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/pages\/224"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.evidenciasonline.org\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=274"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}