{"id":132,"date":"2010-10-24T16:52:00","date_gmt":"2010-10-24T16:52:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.evidencias.info"},"modified":"2013-11-26T13:03:11","modified_gmt":"2013-11-26T13:03:11","slug":"um-modelo-catastrofico-global","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/www.evidenciasonline.org\/?page_id=132","title":{"rendered":"Um Modelo Catastr\u00f3fico Global"},"content":{"rendered":"<address style=\"text-align: right;\">Autor: <strong>Arthur V. Chadwick<\/strong><br \/>\nTradu\u00e7\u00e3o: Urias Echterhoff Takatohi<br \/>\nRevis\u00e3o: Marcia Oliveira de Paula<br \/>\nMarcos Natal de Souza Costa<\/address>\n<h4><strong>Introdu\u00e7\u00e3o<\/strong><\/h4>\n<p>As camadas de rocha sedimentar e, de forma menos extensa, todas as rochas da superf\u00edcie da terra, cont\u00eam um registro, embora incompleto e sujeito a ambig\u00fcidades, dos processos envolvidos em sua forma\u00e7\u00e3o. Este fato se estende de forma menos clara a outros tipos de rocha na superf\u00edcie da terra. Este registro pode ser interpretado e uma leitura cuidadosa e iluminada deve lan\u00e7ar luz sobre os processos envolvidos, e abrir, de certa forma, uma janela para a hist\u00f3ria passada da terra. Como a hist\u00f3ria registrada nos f\u00f3sseis considerada anteriormente, esta hist\u00f3ria registrada da terra, como representada nas rochas (chamada de &#8220;registro geol\u00f3gico), pode ser dividida nos mesmos quatro intervalos principais mencionados anteriormente. Vamos rever estes termos, desta vez de olho no car\u00e1ter geol\u00f3gico das rochas.<\/p>\n<h4><strong>Pr\u00e9-cambriano<\/strong><\/h4>\n<p>Em muitos lugares na superf\u00edcie da terra, as primeiras rochas depositadas cont\u00eam pouca ou nenhuma evid\u00eancia de vida. Embora estas rochas sejam, em outros aspectos, similares \u00e0s camadas acima delas, esta falta geral de f\u00f3sseis e a posi\u00e7\u00e3o basal das camadas atribui a elas o <em>status<\/em> de pr\u00e9-cambrianas. Nesta discuss\u00e3o considera-se que tais rochas estavam presentes na terra antes do dil\u00favio.<\/p>\n<h4><strong>Paleoz\u00f3ico<\/strong><\/h4>\n<p>Freq\u00fcentemente depositadas sobre os sedimentos pr\u00e9-cambrianos, mas tamb\u00e9m \u00e0s vezes depositadas diretamente sobre o embasamento <sup><a href=\"#1\">1<\/a><\/sup>, encontram-se camadas de rocha contendo f\u00f3sseis em abund\u00e2ncia de representantes marinhos de cada grupo principal de animais. Muitos arenitos e cl\u00e1sticos grosseiros no Paleoz\u00f3ico basal s\u00e3o seguidos de folhelhos e calc\u00e1rios mais acima. Conquanto a maioria das formas f\u00f3sseis contidas nestas rochas esteja agora extinta, como j\u00e1 mencionado, elas eram t\u00e3o complexas quanto qualquer forma viva equivalente. As rochas contendo estes f\u00f3sseis s\u00e3o chamadas de paleoz\u00f3icas (vida antiga) em refer\u00eancia \u00e0 suposta antig\u00fcidade dos animais f\u00f3sseis.<\/p>\n<h4><strong>Mesoz\u00f3ico<\/strong><\/h4>\n<p>As rochas mesoz\u00f3icas geralmente superp\u00f5em-se \u00e0s rochas paleoz\u00f3icas, mas em alguns casos encontram-se sobre as rochas pr\u00e9-cambrianas. Estas rochas tamb\u00e9m se iniciam com abundantes arenitos e cl\u00e1sticos mais grossos, que s\u00e3o sucedidos por folhelhos e calc\u00e1rios mais acima. As rochas cont\u00eam plantas e animais de muitas variedades diferentes, que podem ser melhor descritos como uma mistura de ambientes terrestres e marinhos. As plantas e animais s\u00e3o formas muito diferentes, embora dos mesmos filos presentes no registro paleoz\u00f3ico, sugerindo uma substitui\u00e7\u00e3o quase completa das formas do Paleoz\u00f3ico.<\/p>\n<h4><strong>Cenoz\u00f3ico<\/strong><\/h4>\n<p>A seq\u00fc\u00eancia de rochas superiores pode estar, em muitas \u00e1reas, sobre as rochas mesoz\u00f3icas ou sobre rochas de qualquer dos outros intervalos. Estas rochas consistem de uma variedade de litotipos, mas apresentam em geral menos carbonatos e mais cl\u00e1sticos. As rochas cont\u00eam os restos f\u00f3sseis de mam\u00edferos terrestres e tipos modernos de plantas terrestres, al\u00e9m de uma ampla variedade de outras formas f\u00f3sseis, tanto de grupos existentes como de extintos.<\/p>\n<h4><strong>A Terra Pr\u00e9-diluviana<\/strong><\/h4>\n<p>Os ge\u00f3logos t\u00eam feito s\u00e9rias tentativas de reconstruir a face da terra em v\u00e1rias \u00e9pocas na sua hist\u00f3ria passada. Muitos dos dados para gerar estas reconstru\u00e7\u00f5es v\u00eam do estudo do paleomagnetismo <sup><a href=\"#2\">2<\/a><\/sup>. Os paleoge\u00f3grafos <sup><a href=\"#3\">3<\/a><\/sup> t\u00eam tentado modelar a superf\u00edcie da terra passada usando dados paleomagn\u00e9ticos, junto com outros indicadores. O resultado deste trabalho tem sugerido que a superf\u00edcie da terra, no in\u00edcio do Paleoz\u00f3ico, consistia de um \u00fanico grande corpo de \u00e1gua salgada, que neste documento chamaremos de <strong>Oceano<\/strong>. Este corpo de \u00e1gua continha um continente gran\u00edtico individualizado <sup><a href=\"#4\">4<\/a><\/sup>, de contorno mais ou menos uniforme, com dimens\u00e3o aproximada da soma de todas as \u00e1reas de terra do planeta hoje, cobrindo metade ou mais de sua superf\u00edcie. O Oceano envolvendo a terra servia para moderar o clima e a atmosfera, preservando o ambiente das flutua\u00e7\u00f5es do dia e da noite e tamb\u00e9m de qualquer mudan\u00e7a sazonal. Por esta e outras raz\u00f5es <sup><a href=\"#5\">5<\/a><\/sup> o clima da terra era ameno de p\u00f3lo a p\u00f3lo.<\/p>\n<p>A configura\u00e7\u00e3o do continente original sobre o globo em rota\u00e7\u00e3o \u00e9 incerta. Poderia ter se localizado pr\u00f3ximo ao P\u00f3lo Sul, como os paleoge\u00f3grafos sugerem, ou poderia estar mais pr\u00f3ximo do equador. As duas possibilidades t\u00eam conseq\u00fc\u00eancias interessantes. Se a massa de terra estava distribu\u00edda no equador, provavelmente teria uma distribui\u00e7\u00e3o mais ou menos circunglobal. Se estivesse centrada no P\u00f3lo Sul, a distribui\u00e7\u00e3o de luz apresentaria um problema interessante.<\/p>\n<p>Este continente exibia tr\u00eas aspectos geogr\u00e1ficos proeminentes. A linha de costa do continente com o oceano era limitada por planaltos marginais, cadeias de montanhas junto \u00e0 costa servindo para separar o interior continental do oceano. No interior dos planaltos marginais, sobre o pr\u00f3prio continente, havia vastos mares de \u00e1gua doce. Emergindo dos mares para o interior continental, a terra juntava-se num amplo plat\u00f4 central.<\/p>\n<p>O plat\u00f4 central consistia num planalto elevado extenso, uma \u00e1rea que agora compreende os escudos <sup><a href=\"#6\">6<\/a><\/sup> de v\u00e1rios continentes. Este plat\u00f4 era o cora\u00e7\u00e3o verdejante do planeta, contendo uma variedade aparentemente sem fim de plantas e animais. A flora desta regi\u00e3o era dominada pelas angiospermas (plantas com flores), e era tamb\u00e9m a habita\u00e7\u00e3o da maioria dos mam\u00edferos, incluindo o homem. A grande variedade de plantas e animais, representados mais tipicamente como as formas f\u00f3sseis das rochas sedimentares do Cenoz\u00f3ico, habitavam originalmente neste plat\u00f4 central. Este plat\u00f4 era pontilhado com lagos e riachos, e servia de fundamento para uma rede complexa de drenagens <sup><a href=\"#7\">7<\/a><\/sup>. Nesse planalto central, grandes rios nasciam e flu\u00edam para os quatro pontos cardeais e regavam a terra. Os rios eram cont\u00edguos com os mares de \u00e1gua doce e eram circulados por algum mecanismo, talvez envolvendo for\u00e7as de coriolis ou a atra\u00e7\u00e3o gravitacional de uma lua mais pr\u00f3xima.<\/p>\n<p>Circulando a borda do continente, planaltos marginais separavam a terra do oceano. Estes planaltos marginais <sup><a href=\"#8\">8<\/a><\/sup> eram geralmente mais \u00e1ridos do que o plat\u00f4 central, que se beneficiava de forma diferente do sistema hidrol\u00f3gico. Os planaltos marginais mais \u00e1ridos eram o lar de uma variedade de plantas m\u00e9sicas (capazes de viver com menos \u00e1gua) e animais, dominados pelas formas reptilianas. Havia tamb\u00e9m muitos sedimentos destinados a formar os dep\u00f3sitos mesoz\u00f3icos.<\/p>\n<p>Entre os planaltos marginais e o plat\u00f4 central, sobre o pr\u00f3prio continente gran\u00edtico, ficavam v\u00e1rios, talvez quatro ou mais, grandes mares de \u00e1gua doce <sup><a href=\"#9\">9<\/a><\/sup>. Esses corpos de \u00e1gua, amplamente reconhecidos pelos ge\u00f3logos como um aspecto proeminente da paisagem paleoz\u00f3ica, s\u00e3o chamados de mares epicontinentais <sup><a href=\"#10\">10<\/a><\/sup>. Vivendo dentro desses mares  haviam representantes de v\u00e1rios grupos <sup><a href=\"#11\">11<\/a><\/sup> de vertebrados e invertebrados encontrados freq\u00fcentemente em rochas paleoz\u00f3icas. Uma extensa vegeta\u00e7\u00e3o variada, t\u00edpica da flora paleoz\u00f3ica, cobria a costa imediata e se estendia sobre a superf\u00edcie dos mares na forma de ilhas flutuantes <sup><a href=\"#12\">12<\/a><\/sup>. As plantas inclu\u00edam principalmente samambaias terrestres herb\u00e1ceas de propaga\u00e7\u00e3o r\u00e1pida do Paleoz\u00f3ico, fetos arborescentes gigantes, licop\u00f3dios e calamitas (formas extintas das cavalinhas modernas) muitas vezes maiores que seus equivalentes modernos. As plantas dominantes alcan\u00e7avam alturas de mais de 35 metros, com di\u00e2metros de tronco de um metro ou mais. O crescimento destas plantas, particularmente os licop\u00f3dios arborescentes e calamitas, provavelmente se completava em uma \u00fanica esta\u00e7\u00e3o, com taxas de crescimento vertical de 10 a 20 cent\u00edmetros por dia. As ilhas, constru\u00eddas com troncos ca\u00eddos e folhas destas formas gigantes, ficavam sobre ac\u00famulos de dezenas a centenas de metros deste h\u00famus e restos de plantas. Estas ilhas eram habitadas pelos tipos de quadr\u00fapedes encontrados nas rochas sedimentares do Paleoz\u00f3ico, principalmente anf\u00edbios <sup><a href=\"#13\">13<\/a><\/sup>. Esses v\u00e1rios mares epicontinentais s\u00e3o representados no registro de rochas pelos geossinclinais <sup><a href=\"#14\">14<\/a><\/sup>, onde os extensos dep\u00f3sitos dos sedimentos paleoz\u00f3icos s\u00e3o encontrados hoje nos continentes.<\/p>\n<p>O pr\u00f3prio oceano era um corpo salino, com fundo constitu\u00eddo de rochas bas\u00e1lticas. As \u00e1guas eram povoadas por peixes, baleias e outras criaturas marinhas, representando formas de vida similares \u00e0s encontradas no oceano atual, al\u00e9m de muitas formas atualmente extintas, mas geralmente dos tipos encontrados no Mezoz\u00f3ico e a partir deste.<\/p>\n<h4><strong>O Dil\u00favio<\/strong><\/h4>\n<p>No in\u00edcio do dil\u00favio, as \u00e1guas da chuva se acumularam por muitos dias, foram absorvidas pelo solo, e flu\u00edram para os mares. \u00c0 medida que a enchente continuou, as regi\u00f5es baixas adjacentes aos mares epicontinentais ficaram inundadas, e os pr\u00f3prios mares, com os animais neles contidos, foram inundados por sedimentos, talvez trazidos tamb\u00e9m pela \u00e1gua, e sedimentos resultantes da ruptura do sistema hidrol\u00f3gico <sup><a href=\"#15\">15<\/a><\/sup>.<\/p>\n<p>Uma das ferramentas dispon\u00edveis para os ge\u00f3logos considerarem uma cat\u00e1strofe global \u00e9 a informa\u00e7\u00e3o derivada do estudo de <strong>paleocorrentes<\/strong>, os indicadores do fluxo direcional da \u00e1gua preservados nas rochas da crosta terrestre. Esta ferramenta, baseada em aspectos sedimentares tais como estratifica\u00e7\u00e3o cruzada, marcas de ondas, orienta\u00e7\u00e3o de f\u00f3sseis e outros indicadores, fornece informa\u00e7\u00e3o confi\u00e1vel sobre os padr\u00f5es de fluxo das correntes de deposi\u00e7\u00e3o e sobre \u00e1reas fonte potenciais para os sedimentos e f\u00f3sseis. Os padr\u00f5es de paleocorrentes observadas no Paleoz\u00f3ico e em outras divis\u00f5es da coluna geol\u00f3gica serviriam de modelo para os tipos de processos envolvidos, assim como as dire\u00e7\u00f5es de movimento das \u00e1guas carregadas de sedimentos sobre a superf\u00edcie da terra durante cada per\u00edodo sucessivo. Temos acumulado e estamos ainda acumulando ativamente dados para toda coluna geol\u00f3gica, em todo mundo, num esfor\u00e7o para reconstruir os processos em larga escala na terra. Os resultados j\u00e1 obtidos t\u00eam esbo\u00e7ado um quadro not\u00e1vel de processos suprabasinais em todo globo. Estes resultados ser\u00e3o mencionados mais adiante. Para o Paleoz\u00f3ico, vemos um padr\u00e3o notavelmente consistente refletido n\u00e3o apenas nos cratons modernos, mas tamb\u00e9m aparentemente supracratonicamente. O padr\u00e3o observado na Am\u00e9rica do Norte e tamb\u00e9m do Sul \u00e9 de um fluxo predominantemente para o oeste, com \u00e1reas fonte ao leste dos limites crat\u00f4nicos atuais.<\/p>\n<p>\u00c0 medida que os sedimentos se acumularam nos mares, mudan\u00e7as na salinidade <sup><a href=\"#16\">16<\/a><\/sup> (talvez devido \u00e0 atividade vulc\u00e2nica crescente, ou \u00e0 exposi\u00e7\u00e3o de dep\u00f3sitos de sal), aumento de turbidez (devido ao transporte de quantidades de sedimento para a \u00e1gua) e\/ou altera\u00e7\u00f5es de temperatura (resfriamento devido \u00e0 oclus\u00e3o do sol por muitos dias ou aquecimento devido ao aumento de tectonismo), resultaram na destrui\u00e7\u00e3o precisa e sucessiva de v\u00e1rias formas de vida na coluna de \u00e1gua, \u00e0 medida em que seus limites de toler\u00e2ncia eram alcan\u00e7ados. Estas formas teriam ent\u00e3o sido enterradas de forma ordenada e sucessiva em cada bacia geossinclinal onde habitavam anteriormente. Na superf\u00edcie da \u00e1gua, as ilhas de vegeta\u00e7\u00e3o flutuantes, fragmentadas pela tempestade, foram deslocadas pelas correntes de mar\u00e9 para ambientes rasos, onde as massas saturadas de \u00e1gua ficaram embebidas em sedimentos. As \u00e1guas em cont\u00ednua ascens\u00e3o, movidas por correntes de mar\u00e9, repetiam este ciclo, trazendo e soterrando camadas adicionais de vegeta\u00e7\u00e3o acumuladas dos mares epicontinentais, produzindo as grandes quantidades de carv\u00e3o do Carbon\u00edfero <sup><a href=\"#17\">17<\/a><\/sup>.<\/p>\n<p>A temperatura global diminuiu sob a influ\u00eancia de uma cobertura de nuvens cont\u00ednua. No plat\u00f4 central, come\u00e7ou o ac\u00famulo de neve e gelo, formando grandes capas de gelo cercadas por floras e faunas de regi\u00f5es montanhosas do plat\u00f4 central. \u00c0 medida que as placas de gelo moviam-se pelo plat\u00f4, o substrato foi sendo \u201craspado\u201d at\u00e9 o alicerce rochoso. Aqui extensas regi\u00f5es do interior continental foram desnudadas de todo sedimento. Como conseq\u00fc\u00eancia, o plat\u00f4 central, uma regi\u00e3o que depois se converteria nos escudos da \u00c1frica, Am\u00e9rica do Sul, Am\u00e9rica do Norte e outros continentes, ficou exposto. Os sedimentos derivados de geleiras fizeram contribui\u00e7\u00f5es significativas para as bordas continentais inundadas abaixo.<\/p>\n<p>O fim do Paleoz\u00f3ico e in\u00edcio do Mesoz\u00f3ico foi assinalado pela ruptura das margens costeiras pelas \u00e1guas do oceano <sup><a href=\"#18\">18<\/a><\/sup> em ascens\u00e3o. Durante o Paleoz\u00f3ico, estas \u00e1guas foram restringidas pelos planaltos marginais. Mas agora, sob a influ\u00eancia de chuva cont\u00ednua e subsid\u00eancia do continente, as \u00e1guas transbordaram para o interior, carregando muitos sedimentos e a biota dos planaltos costeiros. Estas \u00e1guas se espalharam pelas bacias, agora cheias, dos mares epicontinentais, cobrindo o continente com sedimento adicional, e destruindo os \u00faltimos vest\u00edgios das formas de vida paleoz\u00f3icas intolerantes ao sal, numa extin\u00e7\u00e3o em massa. Estes grupos foram rapidamente substitu\u00eddos por organismos da fauna oce\u00e2nica <sup><a href=\"#19\">19<\/a><\/sup> e organismos das zonas de vida m\u00e9sica dos planaltos marginais, incluindo dinossauros e outras formas de r\u00e9pteis. Recifes de coral com faunas inteiramente novas e outras formas de vida s\u00e9sseis do Mesoz\u00f3ico foram trazidas dos ambientes da costa do oceano para as margens continentais, enquanto os continentes em expans\u00e3o avan\u00e7aram sobre o fundo do mar ou foram soterrados junto com as margens continentais por sedimentos lavados dos planaltos costeiros ou foram transportados para as bacias por processos catastr\u00f3ficos. Por dias ou semanas as regi\u00f5es rasas continuaram a manter vivos alguns grupos terrestres, e os animais terrestres sobreviventes migraram para terrenos mais altos. Sob a incans\u00e1vel investida das \u00e1guas em cont\u00ednua ascens\u00e3o, mesmo estas formas ficaram logo em perigo. A eros\u00e3o cont\u00ednua dos planaltos marginais forneceu sedimentos tanto para o interior continental como para dep\u00f3sitos marinhos da costa, que logo seriam incorporados \u00e0s margens continentais em avan\u00e7o.<\/p>\n<p>Todo continente est\u00e1 agora amea\u00e7ado de inunda\u00e7\u00e3o. Correntes marinhas poderosas correm sobre as terras submersas, distribuindo sedimentos e organismos pelos continentes, tomando e afogando grupos inteiros de criaturas terrestres sobreviventes. Essas correntes mesoz\u00f3icas s\u00e3o distintas das correntes paleoz\u00f3icas. As \u00faltimas est\u00e3o claramente relacionadas aos mares epicontinentais, geralmente dirigidas para fora dos continentes. As correntes mesoz\u00f3icas s\u00e3o menos relacionadas a bacias, sendo dominadas por fluxo para o interior continental, a partir das bordas. As \u00e1guas marinhas em avan\u00e7o transformaram a superf\u00edcie da terra em uma vasta expans\u00e3o de \u00e1gua n\u00e3o interrompida ao cobrirem gradualmente at\u00e9 os pontos mais altos da terra. Os restos de vegeta\u00e7\u00e3o em decomposi\u00e7\u00e3o e carca\u00e7as animais entulhavam a superf\u00edcie do oceano.<\/p>\n<p>No fim do Mesoz\u00f3ico se inicia a grande quebra continental. As paleocorrentes continentais indicam uma tend\u00eancia para as bacias abertas recentemente do proto-atl\u00e2ntico, no interior do que era a Pangea. Os continentes come\u00e7am a se soerguer isostaticamente e o vulcanismo associado gera grandes quantidades de cinzas e lava. O calor perdido devido \u00e0 cobertura de nuvens \u00e9 substitu\u00eddo por calor liberado pela extrus\u00e3o magma durante o trincamento dos continentes. Grandes blocos de gelo se fundem depositando os restos de plantas e animais do plat\u00f4 central pr\u00f3ximo da superf\u00edcie da terra. Os continentes emergiram das \u00e1guas do dil\u00favio, dissecando bacias com a \u00e1gua contida e restos de plantas e animais. As pr\u00f3prias bacias come\u00e7am a acumular sedimentos. Os restos de plantas e animais afundam e s\u00e3o soterrados nos sedimentos, enquanto os processos catastr\u00f3ficos diminuem de intensidade. Mas agora os padr\u00f5es dominantes de paleocorrentes s\u00e3o basinais, com contribui\u00e7\u00f5es substanciais das principais drenagens continentais em desenvolvimento, tais como as da bacia do Mississippi. O recuo das \u00e1guas no final do Cenoz\u00f3ico escavou c\u00e2nions ao drenarem os continentes que se levantavam, levando enormes volumes de detritos para as bacias oce\u00e2nicas modernas. Enquanto isso, as formas continentais familiares emergiam, acompanhadas pela forma\u00e7\u00e3o de montanhas com deslocamentos e dobramentos continentais em larga escala. Processos anastr\u00f3ficos (cat\u00e1strofes locais) resultaram na &#8220;lavagem&#8221; de grandes \u00e1reas dos continentes e soterramento de restos encalhados do dil\u00favio. Carca\u00e7as flutuantes de aves e mam\u00edferos se decompunham, provocando a queda de detritos nos sedimentos acumulados. As plantas come\u00e7aram a brotar outra vez enquanto alguns dos peixes sobreviventes se multiplicaram nos lagos e popula\u00e7\u00f5es de insetos germinavam.<\/p>\n<h4><strong>A Recupera\u00e7\u00e3o<\/strong><\/h4>\n<p>Durante algum tempo ap\u00f3s o fim da cat\u00e1strofe a terra continuou a se recuperar dos seus efeitos. As chuvas continuaram em quantidades exageradas, o clima oscilava entre o frio glacial e o calor que, por sua vez, provocava a retra\u00e7\u00e3o de geleiras. A pr\u00f3pria terra continuou se ressentindo destas influ\u00eancias.Os animais, encontrando um ambiente aberto, rapidamente se irradiaram pela terra. As taxas de reprodu\u00e7\u00e3o eram altas. A disponibilidade de nichos abertos em todos lugares incentivava a especia\u00e7\u00e3o, que ocorreu com taxas sem precedentes. Gradualmente as flutua\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas se tornaram menos evidentes e a terra se acomodou para um per\u00edodo menos catastr\u00f3fico.<\/p>\n<h4><strong>Explica\u00e7\u00f5es e Testes do Modelo<\/strong><\/h4>\n<p>Este modelo \u00e9 baseado diretamente em v\u00e1rias observa\u00e7\u00f5es relativas \u00e0 hist\u00f3ria pret\u00e9rita da terra. Elaborei-o baseado em algumas das observa\u00e7\u00f5es abaixo, no contexto de sua signific\u00e2ncia para o modelo.<\/p>\n<p><strong>Bacias Oce\u00e2nicas Modernas: <\/strong>As bacias oce\u00e2nicas modernas aparentemente n\u00e3o cont\u00eam, em nenhum lugar, sedimentos mais antigos que o Mesoz\u00f3ico. Isto \u00e9, os sedimentos recuperados do fundo oce\u00e2nico hoje n\u00e3o cont\u00eam f\u00f3sseis dos tipos encontrados em rochas paleoz\u00f3icas. Isto levou os te\u00f3ricos da Tect\u00f4nica de Placas <sup><a href=\"#20\">20<\/a><\/sup> e os paleoge\u00f3grafos a suporem que todo o fundo oce\u00e2nico foi subductado <sup><a href=\"#21\">21<\/a><\/sup>, removendo convenientemente o que seria um grande problema para o modelo evolucionista <sup><a href=\"#22\">22<\/a><\/sup>. Por outro lado, o modelo apresentado aqui oferece uma explica\u00e7\u00e3o para a aus\u00eancia de f\u00f3sseis paleoz\u00f3icos nas bacias oce\u00e2nicas, sem ter que recorrer a uma remo\u00e7\u00e3o completa do fundo oce\u00e2nico. Isto \u00e9 importante \u00e0 luz das conseq\u00fc\u00eancias t\u00e9rmicas do movimento das placas. Quando o fundo oce\u00e2nico \u00e9 subductado de um lado do continente, ele deve ser regenerado do outro lado. Esta regenera\u00e7\u00e3o pode envolver o cavalgamento do continente sobre o fundo oce\u00e2nico ou a extrus\u00e3o de grandes quantidades de magma fundido do assoalho oce\u00e2nico. Em qualquer dos casos, considera-se que o processo envolva a produ\u00e7\u00e3o de calor ou de magma. Este magma iria alterar consideravelmente o equil\u00edbrio t\u00e9rmico do oceano <sup><a href=\"#23\">23<\/a><\/sup>.<\/p>\n<p>Este modelo tamb\u00e9m explica o que tem sido uma grande dificuldade para os ge\u00f3logos convencionais. Quase todo sedimento das bacias oce\u00e2nicas modernas \u00e9 do Cenoz\u00f3ico Superior (cerca de 95% \u00e9 do Mioceno-Plioceno). Desconsiderando estes sedimentos, existe no fundo dos oceanos apenas um pequeno registro de sedimentos derivados do continente. Embora eu nunca tenha ouvido alguma explica\u00e7\u00e3o convincente para este dado dentro do paradigma evolucionista, ele se ajusta perfeitamente a um modelo no qual os continentes atuais emergiram das \u00e1guas do dil\u00favio no Cenoz\u00f3ico Superior, com escoamento continental maci\u00e7o estendendo do Cenoz\u00f3ico tardio at\u00e9 o presente.<\/p>\n<p><strong>Padr\u00f5es de Geossinclinais: <\/strong>Uma s\u00e9rie de bacias deposicionais cortam muitos dos principais continentes e servem como deposit\u00e1rios da maioria dos sedimentos paleoz\u00f3icos. Essas &#8220;bacias marginais&#8221; ou geossinclinais representam os remanescentes dos mares epicontinentais antediluvianos. Os padr\u00f5es que formam na superf\u00edcie fornecem informa\u00e7\u00f5es importantes sobre o arranjo preciso dos continentes pr\u00e9-diluvianos e os sistemas hidrol\u00f3gicos. A informa\u00e7\u00e3o \u00e9 prontamente dispon\u00edvel, indicando onde esses geossinclinais situavam nos v\u00e1rios continentes. Isto \u00e9 de grande ajuda em nossas tentativas de reconstruir a geografia pr\u00e9-diluviana, localizando os mares e ajudando-nos a descobrir onde estariam as \u00e1reas fonte das plantas, da vida animal e os sedimentos do Mesoz\u00f3ico e Cenoz\u00f3ico.<\/p>\n<p><strong>Planaltos Marginais: <\/strong>Estamos acumulando mais informa\u00e7\u00e3o sobre o tipo de rochas presentes nos cintur\u00f5es marginais (freq\u00fcentemente chamados de &#8220;cintur\u00f5es m\u00f3veis\u201d) que limitavam os continentes e delimitavam os mares epicontinentais do oceano. Estas montanhas devem apresentar os tipos de rocha encontrados nos fundos oce\u00e2nicos e devem ser n\u00e3o fossil\u00edferas ou, se contiverem f\u00f3sseis, estes devem ser mesoz\u00f3icos. Aparentemente este \u00e9 o caso no momento.<\/p>\n<p><strong>Paleocorrentes: <\/strong>Os padr\u00f5es de paleocorrentes est\u00e3o provendo informa\u00e7\u00f5es chave sobre os movimentos de \u00e1gua e de sedimentos no continente norte americano atrav\u00e9s do tempo. Estamos acumulando dados semelhantes de outros continentes, de forma que possa ser efetuado tamb\u00e9m nestes locais um trabalho de reconstru\u00e7\u00e3o. Isto \u00e9 crucial para se reconstituir a forma do supercontinente original. Baseado nos dados atuais, parece prov\u00e1vel que todo o fluxo durante o Paleoz\u00f3ico foi a partir dos planaltos centrais, como o modelo prediz, e que a dire\u00e7\u00e3o do fluxo durante o Mesoz\u00f3ico foi no sentido contr\u00e1rio, novamente como o modelo prediz. No Cenoz\u00f3ico, a regra parece ser de correntes basinais, outra vez como o modelo prediz.<\/p>\n<h4><strong>Distribui\u00e7\u00e3o de F\u00f3sseis<\/strong><\/h4>\n<p>Se o modelo prov\u00ea uma representa\u00e7\u00e3o acurada dos eventos do dil\u00favio, ent\u00e3o dever\u00edamos ser capazes de predizer as fontes das v\u00e1rias faunas e floras atrav\u00e9s da compara\u00e7\u00e3o da distribui\u00e7\u00e3o de f\u00f3sseis com os padr\u00f5es de paleocorrentes. Por exemplo, a distribui\u00e7\u00e3o de f\u00f3sseis de dinossauros deveria ser prevista se comparamos os padr\u00f5es de distribui\u00e7\u00e3o de paleocorrentes com os planaltos marginais continentais, nos quais se prop\u00f5e que os dinossauros tenham vivido.<\/p>\n<h4><strong>Reconstru\u00e7\u00e3o da Protopang\u00e9ia<\/strong><\/h4>\n<p>Estamos procurando entender melhor os dados paleomagn\u00e9ticos a fim de determinar que &#8220;latitude&#8221; temos para o posicionamento dos continentes n\u00e3o usualmente considerados como parte integrante do supercontinente proto-pangeano do Paleoz\u00f3ico Inferior.  A Am\u00e9rica do Norte (Laurentia), Europa e \u00c1sia (Laurasia) e R\u00fassia (Sib\u00e9ria) s\u00e3o descritos como estando vagando pelo planeta durante a maior parte do Paleoz\u00f3ico, enquanto o supercontinente Gondwana permaneceu mais ou menos intacto. Atualmente parece que os dados para reconstru\u00e7\u00f5es paleogeogr\u00e1ficas s\u00e3o bem acomod\u00e1veis. A id\u00e9ia de manter um \u00fanico supercontinente paleoz\u00f3ico n\u00e3o parece muito for\u00e7ada, pois a longitude n\u00e3o pode ser derivada dos dados paleomagn\u00e9ticos. Assim, as massas continentais podem ser mais ou menos posicionadas em qualquer longitude. A latitude tamb\u00e9m \u00e9, com freq\u00fc\u00eancia, determinada por outros dados inferenciais que n\u00e3o o paleomagnetismo, e at\u00e9 preferidos em rela\u00e7\u00e3o aos dados paleomagn\u00e9ticos.<\/p>\n<h4><strong>Recifes de Coral<\/strong><\/h4>\n<p>O modelo explica a presen\u00e7a de corais paleoz\u00f3icos nos continentes. Tamb\u00e9m prediz a aus\u00eancia geral de corais mesoz\u00f3icos e mais jovens nos continentes. Parece ser mantida a predi\u00e7\u00e3o do modelo de que os corais p\u00f3s-paleoz\u00f3icos (corais porque, ao contr\u00e1rio de outras formas marinhas, eles n\u00e3o podem nadar, caminhar ou voar e crescem lentamente) deveriam ser encontrados nas proximidades das margens do oceano, ou deveriam ser derivados destas margens por algum processo sedimentol\u00f3gico ou tect\u00f4nico. Os principais escleract\u00edneos e outros biohermas mesoz\u00f3icos e mais recentes (recifes compostos de restos de organismos vivos) s\u00e3o encontrados ao longo de margens continentais ou em zonas de colis\u00e3o (anteriormente margens continentais), com poucas exce\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Como um corol\u00e1rio, o modelo prediz que as zonas de sutura das colis\u00f5es continentais deveriam conter sedimentos do fundo oce\u00e2nico mesoz\u00f3icos e recifes de coral mesoz\u00f3icos, (i.e. corais escleract\u00edneos, etc.). Uma an\u00e1lise dos tipos de f\u00f3sseis encontrados nos Pireneus, nos Alpes, nos Himalaias, nos C\u00e1rpatos, nos Urais e outras zonas de colis\u00e3o hipot\u00e9ticas, deveria conter sedimentos do fundo oce\u00e2nico. Isto foi verificado para os Alpes, e para outras zonas que foram avaliadas.<\/p>\n<h4><strong>Terrenos Acrescionados<\/strong><\/h4>\n<p>Considera-se que \u00e1reas significativas de v\u00e1rios continentes foram incorporadas \u00e0s margens continentais quando a placa continental cavalgou a placa oce\u00e2nica. Algumas vezes estes terrenos acrescionados ou &#8220;ex\u00f3ticos&#8221; s\u00e3o de origem oce\u00e2nica e devem conter f\u00f3sseis do Mesoz\u00f3ico ou mais jovens. Algumas vezes eles representam fragmentos de outros continentes acrescidos por colis\u00e3o. Neste caso, os restos de uma bacia marginal podem ser inclu\u00eddos, contendo principalmente f\u00f3sseis paleoz\u00f3icos. Estamos testando a hip\u00f3tese de que, em geral, terrenos acrescionados de origem continental conter\u00e3o f\u00f3sseis dos tipos paleoz\u00f3icos, enquanto terrenos acrescionados com f\u00f3sseis mesoz\u00f3icos ou mais recentes ser\u00e3o de origem oce\u00e2nica. Terrenos acrescionados de origem oce\u00e2nica que contenham recifes de coral mesoz\u00f3icos ser\u00e3o consistentes com o modelo. J\u00e1 foram descritos mais de 200 destes terrenos identificados na Am\u00e9rica do Norte, 20 ou mais na Am\u00e9rica do Sul e outro tanto da Nova Zel\u00e2ndia e, em sua maioria, eles s\u00e3o consistentes com o modelo. As poucas exce\u00e7\u00f5es ainda n\u00e3o foram analisadas em detalhe para ver se podem ser acomodados no modelo.<\/p>\n<h4><strong>Microf\u00f3sseis Marinhos<\/strong><\/h4>\n<p>Os radiol\u00e1rios s\u00e3o encontrados tanto nos mares paleoz\u00f3icos como nos dep\u00f3sitos meso-cenoz\u00f3icos. Hoje os radiol\u00e1rios s\u00e3o conhecidos apenas em ambientes marinhos. Sup\u00f5e-se, portanto que, no passado, os radiol\u00e1rios eram apenas marinhos. H\u00e1 numerosos dep\u00f3sitos de rochas paleoz\u00f3icas contendo chertes (s\u00edlica precipitada quimicamente) com radiol\u00e1rios. Entretanto, as formas paleoz\u00f3icas foram quase que inteiramente eliminadas no fim do Paleoz\u00f3ico, como seria esperado, se formas de \u00e1gua doce fossem expostas a condi\u00e7\u00f5es salinas. Deve-se procurar alguns dados substanciais para a exist\u00eancia de radiol\u00e1rios de \u00e1gua doce. Alguns outros microf\u00f3sseis planct\u00f4nicos e bent\u00f4nicos podem ser encontrados tanto em \u00e1gua doce como em ambientes salinos, mas as formas exatas devem ser diferentes.<\/p>\n<h4><strong>Sedimenta\u00e7\u00e3o Mesoz\u00f3ica<\/strong><\/h4>\n<p>A distribui\u00e7\u00e3o de sedimentos mesoz\u00f3icos deve se estender bem al\u00e9m das margens dos mares epicontinentais paleoz\u00f3icos. Os padr\u00f5es mesoz\u00f3icos devem refletir as diferentes fontes de sedimento, assim como o fluxo para o interior do plat\u00f4 central. Isto parece ser verdadeiro nos continentes onde dados suficientes est\u00e3o dispon\u00edveis, e mais dados est\u00e3o sendo obtidos. O modelo prediz que dados adicionais de outros continentes ir\u00e3o refletir esta tend\u00eancia.<\/p>\n<h4><strong>Pesquisa Tafon\u00f4mica<\/strong><\/h4>\n<p>O modelo tamb\u00e9m sugere uma \u00e1rea frut\u00edfera para experimenta\u00e7\u00e3o em tafonomia <sup><a href=\"#24\">24<\/a><\/sup>. Ambientes contendo uma biota complexa poderiam ser submetidos a mudan\u00e7as na salinidade, temperatura e\/ou turbidez de modo a determinar se poderia ser poss\u00edvel modelar uma mortalidade ordenada que pudesse explicar a seq\u00fc\u00eancia no registro f\u00f3ssil.<\/p>\n<h4><strong>Conclus\u00f5es<\/strong><\/h4>\n<p>H\u00e1 muito tempo os criacionistas t\u00eam sido criticados de que n\u00e3o possuem um modelo para explicar o paradigma da hist\u00f3ria da terra que eles defendem. Esta cr\u00edtica tem sido dif\u00edcil de suportar, pois implica que o conceito seria ao mesmo tempo inferior e menos cient\u00edfico, j\u00e1 que nenhum experimento pode ser projetado para testar um modelo que n\u00e3o existe. Embora a mesma cr\u00edtica possa ser aplicada ao &#8220;modelo&#8221; evolucionista, a percep\u00e7\u00e3o de que havia algum tipo de modelo se mostrava uma vantagem significativa para os evolucionistas. Uma vantagem t\u00e1tica adicional foi obtida pelos evolucionistas pelo fato de que seu modelo era, em grande parte, uma descri\u00e7\u00e3o das coisas como elas s\u00e3o e, portanto, consistente \u00e0 revelia com as observa\u00e7\u00f5es da natureza. Os criacionistas que geralmente se sentiam compelidos a basear seu modelo na B\u00edblia, e tentavam ajustar os dados geol\u00f3gicos ao seu modelo, estavam assim expostos a uma severa desvantagem l\u00f3gica e de procedimento.<\/p>\n<p>A elabora\u00e7\u00e3o de um modelo, mesmo que seja inadequado para explicar cada detalhe <sup><a href=\"#25\">25<\/a><\/sup>, parecia ser uma necessidade cr\u00edtica para os criacionistas. Neste modelo, tentei ser t\u00e3o descritivo quanto poss\u00edvel, tecendo as observa\u00e7\u00f5es geol\u00f3gicas baseadas na estrutura da B\u00edblia. Como resultado, o modelo \u00e9 tamb\u00e9m, em grande parte, uma descri\u00e7\u00e3o das coisas da forma que s\u00e3o, e, portanto, naturalmente mais consistente com os dados observados da ci\u00eancia. Este modelo proposto tenta explicar tantos aspectos do registro f\u00f3ssil quanto poss\u00edvel, dentro dos limites providos pelo relato da Cria\u00e7\u00e3o e o do Dil\u00favio relatados no G\u00eanesis. \u00c0 medida que mais informa\u00e7\u00e3o se tornar dispon\u00edvel, o modelo ser\u00e1 modificado de forma correspondente. Caso se demonstre que este modelo n\u00e3o ajude na compreens\u00e3o da hist\u00f3ria passada da terra, ele poder\u00e1 ser substitu\u00eddo por um melhor. Enquanto isso, ele oferece as oportunidades para rigorosa avalia\u00e7\u00e3o cient\u00edfica e testes que devem ser aplicados a qualquer modelo antes que seja adotado ou rejeitado.<\/p>\n<h2>Notas<\/h2>\n<p><a name=\"1\"><\/a>1.  Embasamento se refere \u00e0s rochas gran\u00edticas ou metam\u00f3rficas &#8220;originais&#8221;, compreendendo a placa continental atual, em contraste com, por exemplo, outras rochas sedimentares, etc., que por sua vez est\u00e3o sobre o embasamento.<\/p>\n<p><a name=\"2\"><\/a>2. O paleomagnetismo \u00e9 uma evid\u00eancia do p\u00f3lo magn\u00e9tico da terra no passado, estando preservado em rochas \u00edgneas (que estiveram fundidas, tais como lavas, etc.), ou em rochas sedimentares. Pressup\u00f5e-se que o registro do campo magn\u00e9tico terrestre esteja preservado na forma de dipolos magn\u00e9ticos (em geral minerais de ferro como a magnetita, orientados na dire\u00e7\u00e3o do campo magn\u00e9tico da terra) em rochas sedimentares e \u00edgneas, e que estes dipolos indicam as linhas de campo magn\u00e9tico da superf\u00edcie da terra, na \u00e9poca em que a rocha \u00edgnea foi solidificada ou que o sedimento se depositou. Usando magnet\u00f4metros sens\u00edveis, estes p\u00f3los magn\u00e9ticos antigos podem ser reconstitu\u00eddos atrav\u00e9s de medidas de rochas cuidadosamente orientadas, obtendo-se e a dire\u00e7\u00e3o e dist\u00e2ncia at\u00e9 o referido p\u00f3lo. Supondo-se que o trabalho tenha sido feito com precis\u00e3o, e que a interpreta\u00e7\u00e3o esteja correta, pode-se mapear, em fun\u00e7\u00e3o do tempo, a dire\u00e7\u00e3o que estas medidas sugerem para o norte e a dist\u00e2ncia ao P\u00f3lo Norte. A partir destes dados pode-se reconstruir a localiza\u00e7\u00e3o e orienta\u00e7\u00e3o de qualquer continente, baseando-se nos p\u00f3los magn\u00e9ticos das rochas depositadas naquele continente durante o intervalo em quest\u00e3o. Geralmente se sup\u00f5e que o p\u00f3lo magn\u00e9tico da terra n\u00e3o se desviou muito de sua posi\u00e7\u00e3o atual, embora este pressuposto n\u00e3o possa ser verificado facilmente.<\/p>\n<p><a name=\"3\"><\/a>3. A paleogeografia \u00e9 a ci\u00eancia que tenta reconstruir a geografia da superf\u00edcie da terra e a localiza\u00e7\u00e3o de seus continentes etc., atrav\u00e9s de sua hist\u00f3ria passada, usando principalmente as evid\u00eancias contidas nas rochas.<\/p>\n<p><a name=\"4\"><\/a>4. Por exemplo, veja as \u00faltimas reconstru\u00e7\u00f5es paleogeogr\u00e1ficas dispon\u00edveis na internet. Tal interpreta\u00e7\u00e3o \u00e9 tamb\u00e9m consistente com G\u00eanesis 1:9 e, tanto quanto eu sei, n\u00e3o \u00e9 negada por nenhum dado f\u00edsico. Como todos continentes modernos, o Grande Continente est\u00e1 sobre uma base gran\u00edtica. O granito (SIAL &#8211; rochas ricas em sil\u00edcio e alum\u00ednio) \u00e9 pouco denso e flutua sobre o manto, agindo como uma funda\u00e7\u00e3o para os continentes. O basalto (SIMA &#8211; rochas ricas em sil\u00edcio e magn\u00e9sio) \u00e9 denso e afunda no manto, estando, portanto, sob as bacias oce\u00e2nicas de todos os oceanos atuais.<\/p>\n<p><a name=\"5\"><\/a>5. Entre &#8220;outras raz\u00f5es&#8221; estava uma concentra\u00e7\u00e3o significativamente maior de di\u00f3xido de carbono na atmosfera, talvez de 10 a 100 vezes o n\u00edvel atual, que \u00e9 de 0,03%. Embora a exist\u00eancia de \u00e1gua acima do firmamento, em qualquer forma, a chamada &#8220;ab\u00f3bada&#8221;, seja diretamente relevante aqui, uma considera\u00e7\u00e3o da mesma ser\u00e1 deixada de lado no momento a fim de evitar o preconceito que este conceito gera.<\/p>\n<p><a name=\"6\"><\/a>6. Regi\u00f5es de rochas do embasamento pr\u00e9-cambriano (rochas gran\u00edticas e metam\u00f3rficas) despidas de sedimentos. Tais escudos est\u00e3o presentes na \u00c1frica Central, norte da Am\u00e9rica do Norte, oeste da Am\u00e9rica do Sul, Austr\u00e1lia e outros lugares.<\/p>\n<p><a name=\"7\"><\/a>7. \u00c9 especulativa a natureza do ciclo hidrol\u00f3gico antes da ocorr\u00eancia de chuvas. A circula\u00e7\u00e3o da \u00e1gua pode ter envolvido um processo di\u00e1rio, tal como a influ\u00eancia gravitacional da lua. Se a lua estava mais pr\u00f3xima da terra no Paleoz\u00f3ico, como alguns ge\u00f3logos postulam, e tamb\u00e9m \u00e9 sugerido pela inspira\u00e7\u00e3o, as mar\u00e9s lunares poderiam ser suficientemente fortes para for\u00e7ar uma eleva\u00e7\u00e3o peri\u00f3dica do len\u00e7ol fre\u00e1tico, expelindo ar saturado de umidade do solo, o qual teria se condensado para formar um orvalho e trazer a \u00e1gua ao alcance das ra\u00edzes das plantas. O mesmo princ\u00edpio est\u00e1 envolvido na hidrop\u00f4nica de substrato, onde o umedecimento peri\u00f3dico do substrato (em geral um agregado de rocha), pelo elevar e abaixar do len\u00e7ol de \u00e1gua, parece prover as condi\u00e7\u00f5es ideais para o crescimento das plantas.<\/p>\n<p><a name=\"8\"><\/a>8. Tal cintur\u00e3o m\u00f3vel de montanhas marginais \u00e9 um aspecto proeminente das margens continentais das placas m\u00f3veis em movimento, resultando de for\u00e7as compressivas associadas com o movimento sobre placas oce\u00e2nicas. Estes aspectos est\u00e3o presentes, por exemplo, sobre o que teriam sido as margens expostas (compressionais) do supercontinente de Gondwana, mas n\u00e3o s\u00e3o encontrados em nenhuma das margens extensionais de continentes resultantes da fragmenta\u00e7\u00e3o do supercontinente, tais como as bordas do Atl\u00e2ntico, da \u00c1frica e da Am\u00e9rica do sul.<\/p>\n<p><a name=\"9\"><\/a>9. A escolha de \u00e1gua doce em lugar de \u00e1gua salgada contraria a sabedoria convencional, mas h\u00e1 raz\u00f5es que compelem a esta hip\u00f3tese &#8230; por exemplo, este pressuposto pode explicar por que quase todas formas marinhas paleoz\u00f3icas est\u00e3o extintas, j\u00e1 que, neste modelo, a convers\u00e3o repentina dos mares epicontinentais em \u00e1gua salgada no in\u00edcio do Mesoz\u00f3ico (ver abaixo), eliminaria a maioria das formas paleoz\u00f3icas. H\u00e1 boas raz\u00f5es para se pensar que os quadr\u00fapedes dominantes (anf\u00edbios) e as plantas do Paleoz\u00f3ico n\u00e3o poderiam sobreviver na \u00e1gua salgada, j\u00e1 que as formas ainda existentes dos dois grupos n\u00e3o toleraram a salinidade. O conceito de mares epicontinentais de \u00e1gua doce \u00e9 \u00fatil, mas n\u00e3o necess\u00e1rio neste ponto. \u00c9 interessante que o relato da cria\u00e7\u00e3o babil\u00f4nico (Pritchard, Ancient Near Eastern Texts) que, como o relato babil\u00f4nico do dil\u00favio, parece preservar certas semelhan\u00e7as com o grande evento original, representa a cria\u00e7\u00e3o como uma batalha entre dois mares primitivos, um com \u00e1gua salgada e outro com \u00e1gua doce. Em rela\u00e7\u00e3o a certos grupos de peixes paleoz\u00f3icos, Romer afirmou &#8220;Em geral, os membros primitivos do grupo eram tipos de \u00e1gua doce&#8221; (Alfred S. Romer, Vertebrate Paleontology, (Chicago U, 1945), p. 121.<\/p>\n<p><a name=\"10\"><\/a>10. Estes mares epicontinentais t\u00eam sido postulados pelos ge\u00f3logos h\u00e1 muito tempo para explicar a presen\u00e7a de animais marinhos no registro f\u00f3ssil continental. \u00c9 significativo e consistente com o modelo que estes grandes mares epicontinentais sejam um aspecto dominante do Paleoz\u00f3ico.<\/p>\n<p><a name=\"11\"><\/a>11. As formas de vida animal do Paleoz\u00f3ico s\u00e3o predominantemente marinhas. O termo marinho aqui significa que habitam na \u00e1gua.<\/p>\n<p><a name=\"12\"><\/a>12. Estas ilhas flutuantes t\u00eam um an\u00e1logo interessante no ambiente moderno, onde as \u00fanicas parentas sobreviventes das plantas paleoz\u00f3icas produzem p\u00e2ntanos que flutuam sobre a superf\u00edcie de corpos de \u00e1gua. Al\u00e9m disto, v\u00e1rios aspectos das plantas paleoz\u00f3icas, tais como ra\u00edzes arenquimatosas nas <em style=\"mso-bidi-font-style: normal;\">Psaronius<\/em>, ou rad\u00edculas obtusas, com tamanho de l\u00e1pis espiralando de um grande eixo cil\u00edndrico com um bot\u00e3o terminal, como nas <em style=\"mso-bidi-font-style: normal;\">Lepidodendron<\/em> e outros g\u00eaneros, tornam claro que estas formas gigantes dominantes s\u00f3 poderiam ter crescido num ambiente assim ou, pelo menos, n\u00e3o poderiam ter crescido sobre solo. Um verme marinho incrustante, comumente achado preservado com estas plantas f\u00f3sseis, vem de uma fam\u00edlia encontrada hoje somente em \u00e1gua doce.<\/p>\n<p><a name=\"13\"><\/a>13. V\u00e1rias formas de r\u00e9pteis e anf\u00edbios paleoz\u00f3icos viviam sobre estas ilhas flutuantes. F\u00f3sseis destes animais s\u00e3o encontrados \u00e0s vezes associados com restos desta vegeta\u00e7\u00e3o, tal como nos troncos ocos de licop\u00f3dios. Os anf\u00edbios modernos n\u00e3o podem tolerar \u00e1gua salgada (com a poss\u00edvel exce\u00e7\u00e3o de uma esp\u00e9cie moderna de r\u00e3 que vive em regi\u00f5es rasas de mar\u00e9), e n\u00e3o parece haver base para pressupor que seus ancestrais paleoz\u00f3icos fossem diferentes.<\/p>\n<p><a name=\"14\"><\/a>14. A aus\u00eancia dos esperados sedimentos paleoz\u00f3icos nas bacias oce\u00e2nicas tem sido um desapontamento universal para os ge\u00f3logos. Conquanto a Tect\u00f4nica de Placas prov\u00ea um mecanismo para varrer o problema para debaixo do tapete, esta solu\u00e7\u00e3o n\u00e3o tem se provado muito satisfat\u00f3ria. Por que n\u00e3o h\u00e1 evid\u00eancias em nenhum lugar de sedimentos paleoz\u00f3icos nas bacias oce\u00e2nicas modernas? Veja abaixo sobre terrenos ex\u00f3ticos.<\/p>\n<p><a name=\"15\"><\/a>15. Estes \u00faltimos podem ter inclu\u00eddo sedimentos associados com o sistema de filtra\u00e7\u00e3o dos aq\u00fc\u00edferos pr\u00e9-diluvianos.<\/p>\n<p><a name=\"16\"><\/a>16. O sal (NaCl) \u00e9 liberado em grandes quantidades durante erup\u00e7\u00f5es vulc\u00e2nicas. Alguns autores t\u00eam sugerido que os dep\u00f3sitos de sal do Paleoz\u00f3ico t\u00eam esta origem. Aparentemente, dep\u00f3sitos de sal geotermais modernos do fundo do Mediterr\u00e2neo associados com zonas de rachaduras tamb\u00e9m t\u00eam esta origem.<\/p>\n<p><a name=\"17\"><\/a>17. O nome usado na Europa e Gr\u00e3 Bretanha, etc., e em outros lugares num sentido geral, para representar a maior parte do Paleoz\u00f3ico Superior. Estes dep\u00f3sitos s\u00e3o tipicamente caracterizados pela presen\u00e7a de quantidades significativas de carv\u00e3o.<\/p>\n<p><a name=\"18\"><\/a>18. Segundo Niles Eldridge e outros, a grande extin\u00e7\u00e3o permiana resultou primariamente de um aumento na salinidade, acoplado a altera\u00e7\u00f5es de temperatura. Conquanto esta an\u00e1lise seja baseada em crit\u00e9rios diferentes, \u00e9 significativo que os dois modelos concordem neste ponto.<\/p>\n<p><a name=\"19\"><\/a>19. Romer continua, em rela\u00e7\u00e3o aos grupos de peixes mencionados antes &#8220;&#8230; no Tri\u00e1ssico, quando os celacantos eram comuns e variados, os encontramos em dep\u00f3sitos marinhos [aqui, \u00e1gua salgada, em oposi\u00e7\u00e3o \u00e0s formas de \u00e1gua doce do Paleoz\u00f3ico]. O grupo sobreviveu neste novo ambiente&#8230;\u201d.Ibid.<\/p>\n<p><a name=\"20\"><\/a>20. Tect\u00f4nica de Placas, a teoria de que os continentes est\u00e3o sobre placas litosf\u00e9ricas que t\u00eam se movido sobre a superf\u00edcie da terra atrav\u00e9s do tempo geol\u00f3gico.<\/p>\n<p><a name=\"21\"><\/a>21. i.e. o fundo oce\u00e2nico bas\u00e1ltico (mais denso) foi sobreposto pelas placas continentais gran\u00edticas (menos densas) em movimento e o fundo oce\u00e2nico foi empurrado sob os continentes, para o manto, para ser assimilado pelo manto ou reciclado.<\/p>\n<p><a name=\"22\"><\/a>22. Este termo denota o conceito de um registro geol\u00f3gico representando longas eras de ac\u00famulo gradual de camadas de rochas, assim como o conceito de um registro f\u00f3ssil de mudan\u00e7as progressivas atrav\u00e9s do tempo, desde mol\u00e9culas at\u00e9 o homem.<\/p>\n<p><a name=\"23\"><\/a>23. Tem-se sugerido que, se estivermos lidando com uma escala de tempo diluviana, o excesso de calor rapidamente ferveria os oceanos at\u00e9 que secassem. Este argumento tem sido usado contra os criacionistas como um problema auxiliar a data\u00e7\u00e3o radiom\u00e9trica&#8230;ambos indicam que 6000 anos \u00e9 um tempo embara\u00e7osamente curto. Entretanto, se as bacias oce\u00e2nicas n\u00e3o fossem completamente regeneradas no Paleoz\u00f3ico, mas se, em vez disso, tiv\u00e9ssemos um \u00fanico epis\u00f3dio de movimento de placa num est\u00e1gio final do dil\u00favio e, numa extens\u00e3o menor, por algum tempo ap\u00f3s o dil\u00favio, como este modelo sugere, ent\u00e3o a dissipa\u00e7\u00e3o de calor pode se tornar um problema manej\u00e1vel. Por exemplo, v\u00e1rios c\u00e1lculos diferentes da quantidade de fluxo t\u00e9rmico recebido pela terra da radia\u00e7\u00e3o solar chegam a um valor de 10<sup>24<\/sup> calorias por ano. Considerando-se um calor espec\u00edfico de 1 (relativo \u00e0 \u00e1gua em 4) e uma densidade m\u00e9dia de 3,2 g\/cm<sup>3<\/sup> para o basalto, uma perda desta energia devido a um aumento not\u00e1vel no albedo (que mesmo atualmente pode refletir mais de 95% da radia\u00e7\u00e3o incidente), poderia permitir que a terra mantivesse sua temperatura atual, mesmo absorvendo o calor de 1 milh\u00e3o de quil\u00f4metros c\u00fabicos de basaltos resfriado a 100 graus, em um ano, somente desta fonte. Acrescentando a isto a grande vantagem obtida com o resfriamento pelo ciclo hidrol\u00f3gico do magma subaquoso e a radia\u00e7\u00e3o de corpo negro, e haveria uma sa\u00edda razo\u00e1vel para o calor do fundo oce\u00e2nico p\u00f3s-Cret\u00e1ceo dentro de um per\u00edodo de tempo curto.<\/p>\n<p><a name=\"24\"><\/a>24. Tafonomia \u00e9 o estudo das condi\u00e7\u00f5es de morte e soterramento de animais (e plantas).<\/p>\n<p><a name=\"25\"><\/a>25. A mais evidente omiss\u00e3o \u00e9 nenhuma considera\u00e7\u00e3o significativa dos dados das t\u00e9cnicas radiom\u00e9tricas. Esta omiss\u00e3o \u00e9 deliberada. Creio que \u00e9 essencial que todos leitores estejam cientes de que a estrutura de tempo proposta neste trabalho \u00e9 inconsistente com a interpreta\u00e7\u00e3o convencional das idades radiom\u00e9tricas. Alguns poder\u00e3o considerar que esta omiss\u00e3o seja suficiente para rejeitar o modelo sem uma devida considera\u00e7\u00e3o. Conquanto simpatize com tal atitude, penso que \u00e9 uma atitude m\u00edope. A data\u00e7\u00e3o radiom\u00e9trica, qualquer que possa ser seu significado final, \u00e9 apenas um tipo de evid\u00eancia. Pessoalmente, prefiro ter reservas ao julgamento de seu significado, devido \u00e0 clara inconsist\u00eancia entre o significado aceito atualmente para tais idades e o testemunho n\u00e3o amb\u00edguo da Palavra de Deus. Minha esperan\u00e7a \u00e9 que outros estudem rigorosamente esta quest\u00e3o e busquem uma resolu\u00e7\u00e3o dentro do paradigma.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Autor: Arthur V. Chadwick Tradu\u00e7\u00e3o: Urias Echterhoff Takatohi Revis\u00e3o: Marcia Oliveira de Paula Marcos Natal de Souza Costa Introdu\u00e7\u00e3o As camadas de rocha sedimentar e, de forma menos extensa, todas as rochas da superf\u00edcie da terra, cont\u00eam um registro, embora incompleto e sujeito a ambig\u00fcidades, dos processos envolvidos em sua forma\u00e7\u00e3o. Este fato se estende [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"parent":130,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","template":"no-sidebar.php","meta":{"footnotes":""},"class_list":["post-132","page","type-page","status-publish","hentry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.evidenciasonline.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/pages\/132","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.evidenciasonline.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.evidenciasonline.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.evidenciasonline.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.evidenciasonline.org\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=132"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/www.evidenciasonline.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/pages\/132\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":858,"href":"https:\/\/www.evidenciasonline.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/pages\/132\/revisions\/858"}],"up":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.evidenciasonline.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/pages\/130"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.evidenciasonline.org\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=132"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}